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sexta-feira, agosto 25, 2006

Os Adeptos e o Circuito Exterior


Os adeptos são bem poucos na humanidade. Um adepto é aquele que atravessou com êxito a senda do discipulado, e retendo todas as virtudes indispensáveis ao alcance do nivel de "Arhat", permanece junto à humanidade para instruí-la nos sagrados e eternos preceitos da verdade. O adepto tem seus discípulos (ver figura ao lado), aos quais entrega as chaves do conhecimento. Com o passar do tempo, a depender de sua dedicação aos estudos e a práticas catárticas, estes também alcançarão o nível do adeptado, em uma ou mais encarnações. São estes discípulos que, por sua vez, encarregam-se dos pupilos de graus inferiores de conhecimento, os "candidatos" ao discipulado.
Em geral, um adepto por razões de economia (seu tempo é escasso, portanto precioso), não possui muitos discípulos. Ele detém a capacidade ímpar de inspiradamente selecionar aqueles que possam a render frutos e descartar aqueles que apenas almejam obter poderes sobrenaturais (os "sidhis") ou se encarregam dos estudos para fins egoísticos ou levianos.
Os candidatos ao discipulado, porém, podem ser muitos. Já tiveram algum contato com o esoterismo ou com os conhecimentos arcanos e desejam aprofundar-se neles, ou querem contar com as condições ótimas para o desenvolvimento prático de seus dons, aprimorando sua capacidade de concentração, meditação e realização do bem. Muitas vezes em grande número, estes candidados, por intermédio de seus instrutores, exercem efeitos benéficos sobre a massa de seres que os circunda, exercendo vibrações mentais positivas que levam à construção de formas-pensamento que vêem a auxiliar o próximo.
Sua influência sobre o assim chamado "círculo ou circuito" exotérico da humanidade é grande, pois eles estão bem próximos das pessoas comuns. Não deixam de ser importantes, pois estes candidatos - ao lado dos discípulos - à medida que crescem em quantidade, podem alterar significativamente os rumos da humanidade e seus discípulos. Se o antigo Egito era um reino de paz e harmonia, onde o próprio Faraó, muitas vezes, era um adepto também e oficiante supremo do rito de Osíris, isto se deve à presença maciça de elementos vinculados aos grandes instrutores da humanidade. À medida que o contingente destes seres foi decrescendo, o país foi se enfraquecendo moral, politica e economicamente, abrindo caminho para hordas de invasores amorais e espiritualmente enfermos.
Países como os Estados Unidos e a atual China - em que pese a sombra do comunismo nesta última, esta grande chaga da humanidade - possuem inúmeros adeptos e uma quantidade incrivelmente elevada de discípulos e candidatos ao discipulado. Isto explica suas altas taxas de crescimento econômica e robustez da estrutura política, ancorada em ensinamentos milenares. O mesmo não se dá com países como aqueles da África, em que, no sentido oposto, proliferam os magos negros e praticantes do mal. É sintomático que a recente proliferação da fé muçulmana nestes países tenha contribuido e muito para a melhora de sua estatura moral e, consequentemente, de suas instituições, pois o islamismo e seu Profeta são, sem dúvida, fontes de inspiração e nobres sentimentos e ações.
Daí se conclui que o sucesso de uma nação em todas as principais esferas da vida, a tríade sagrada (economia, política, moral) esteja em relação direta com o tamanho do seu "circuito esotérico" e do grau que impacto os demais membros da comunidade ("o círculo exotérico"). Neste sentido, os grandes Adeptos e Mestres e os seres sumamente elevados que alcançaram a buditude, cooperam entre si para que este núcleo de fraternidade universal cresça sem parar, ate que se produza do aumento quantitativo, transformações qualitativas na humanidade.

4 comentários:

Nílson Galvão disse...

Caro Frobenius,

o que achas da posição de J. Krishnamurti a este respeito?

Leo Frobenius disse...

Nilson. Eu não conheço tão bem a posição dele. O que sei é que ele não gostava de que o adorassem como Deus, e foi abandonando aos poucos a excessiva "teorização" do Movimento Teosófico.

Menino Azul disse...

Leo
Tem alguma palavra para, descrever "aqueles que apenas almejam obter poderes sobrenaturais ou se encarregam dos estudos para fins egoísticos ou levianos" Pois ele não se apresenta como exoterico, pois já tem contato de alguma forma com o ocultismo. Digo isso pois como exemplo: vejo muitas pessoas procurando o tantra como forma de diversão (Reprovavél).

Leo Frobenius disse...

Menino.
Os hindus descrevem estes poderes como "siddhis". Quem os busca levianamente normalmente é um mago negro, que tem compromisso consigo próprio. Abraços, Leo.