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terça-feira, maio 24, 2011

Crítica à Krishnamurti. O “Não-Sistema” ou “Não-Pensamento” de Jiddu Krishnamurti – Uma Crença Perigosa sob a Capa de Autoconhecimento

(...) pobre Krishnamurti, tangencia a amargura da vida humana e sua falta de sentido mas não aponta caminhos, não indica os passos que devem ser seguidos. Lança o homem no abismo enquanto ele mesmo permanece mergulhado no presente, em um estado de permanente e atemporal satisfação com o instantâneo, uma postura diametralmente oposta à dos expoentes mais conhecidos da espiritualidade”.
Krishna jovem. Sempre elegante.
Ele foi chamado de o “Instrutor do Mundo” e veículo do Senhor Maytreia (ou Buda Vindouro) por seus mentores Charles W. Leadbeater e Annie Besant, respeitáveis lideranças da Sociedade Teosófica em Adyar, Índia. Responsável direto por uma organização com milhares de membros ao redor do mundo – A Ordem da Estrela do Oriente - e investido de atribuições condizentes com seu elevado posto e missão, Jiddhu Krisnamurti não só renunciou ao título de “Buda” como também frustrou as expectativas nele depositadas por uma enorme multidão de seguidores (que esperava ardentemente pela mensagem de um novo condutor espiritual).

Ao abrir mão de seu status de “guia” e devolver propriedades da ordem aos antigos donos, o menino a quem se atribui a redação de “Aos Pés do Mestre” (obra prima do ocultismo ditada por um Adepto a Krishnamurti) optou por um estilo de vida marcado pela transmissão ininterrupta de uma filosofia particular – se assim se pode dizer- baseada no autoconhecimento e no abandono dos condicionamentos como caminho preferencial para a autorrealização.

Há obras que difundem a visão de um Krishnamurti ingênuo e acostumado aos prazeres e facilidades de uma vida pequeno-burguesa, sempre acompanhado por belas damas em amáveis herdades, castelos e hotéis luxuosos da Europa Ocidental ou então desfrutando de aconchegante estadia em aprazíveis mansões da Califórnia.

Um verdadeiro Gentleman
Como um místico ou homem espiritual, desligado do mundo grosseiro da matéria, vemos por outro lado um Krishnamurti sempre cercado por autoridades do mundo politico, mestres religiosos afamados, autores mundialmente aclamados (Aldous Huxley, para citar um exemplo, foi seu amigo íntimo) e um punhado de supostos amigos como Rajagopal - seu editor por muitas décadas - que o manipulavam visando abocanhar os lucros da “Krishnamurti Foundation”. Em linhas gerais, este é o relato presente no “Babuíno de Madame Blavatsky”, um livro concebido como libelo contra a Nova Era, unilateral, injusto e insanamente mordaz para com todo pensamento esotérico dos séculos XIX e XX que o autor não se esforçou por compreender.

Outra narrativa dos fatos envolvendo esta notável personalidade do século XX pode ser encontrada na biografia escrita por Mary Lutyens e publicada no Brasil pela Editora Teosófica. Ao se assenhorar dos detalhes da vida do biografado, paulatinamente, o leitor sério não pode se equivocar sobre seu verdadeiro caráter e propósitos, condizentes com o que se espera de um homem digno e decente.

Filha de uma mulher que por muitos anos foi admiradora e amiga de Krishnamurti e tendo ela mesma intimidade tanto com o biografado como com os requisitos da vida espiritual e suas nuances, Lutyens estava habilitada para lançar luz sobre pontos outrora obscuros de K. enquanto homem sujeito às vicissitudes da vida ordinária. Apresenta um ser complexo, sujeito a processos espirituais que não podiam ser compreendidos pela maioria das pessoas e alguém que possuía em alto grau um denodado senso de deve a cumprir na sua passagem pela terra. Atendendo seja à sua própria vontade ou a de alguma misteriosa entidade que ele jamais nomina (às vezes fala da “coisa” em tom vago), é certo que Krishnamurti elaborou idéias originais e impressionou fortemente muitas pessoas com elas. Se estavam corretas, ou se atendiam àqueles que buscam respostas para os dilemas do espírito, só uma análise serena pode revelar.
De forma mais transcendental, fugindo do escopo mais limitado da ciência convencional, inúmeras testemunhas teriam visto e ouvido Krishnamurti ao longo de diferentes fases da vida sendo submetido a dois processos distintos, mas que podem sugerir o fato de seu corpo físico ter sido usado durante parte do tempo pelo que chamava de “morador interno”, aquele ser ignoto que poderia estar empregando-o como um veículo purificado e preparado para uma missão específica ao longo de sucessivas encarnações. Seus fins reais, entretanto, possuíam uma intencionalidade que escapava á compreensão do próprio K.

Um destes processos consistia em periódicos episódios de aguda dor - sobretudo ao longo da coluna espinhal – que para alguns podem remeter à tese da subida da “serpente”, Kundalini. Outro mais frequente ( verificado durante quase toda sua vida adulta ) consistia no que o próprio K. apelidava de “meditação”, um estado de plenitude e bem aventurança que experimentava, às noites, em seu leito. Há circunstâncias outras envolvidas na vida de K. que comprovam tanto sua clarividência e extrema intuição e sensibilidade assim como a presença generalizada de um sentimento de segurança e proteção que se estendia a todos que estavam diante dele. Além do sobrenatural envolvido em tais coisas, sobrepujando todos estes fatos (até certo ponto subjetivos e apoiados na observações de pessoas próximas) estava o claro testemunho fornecido pelas palestras públicas e escritos de um jovem não erudito e pouco versado nas disciplinas universitários, arredio aos estudos e com pouco treino em argumentação lógico-dialética, que, repentinamente, passou a falar com grande desenvoltura sobre espinhosos temas filosóficos.

Embora a vida de Krishnamurti em si seja intrigante e, em parte, maravilhosa, seus ensinamentos merecem ser analisados criticamente, sem a complacência daqueles que em público o declaram um mero “amigo”, um conselheiro (não alguém a que se deva seguir, uma vez que em seu próprio testamento ele exigiu isso) mas, em privado , idolatram-no como um guru do autoconhecimento. Estas interrogações sobre o pensamento de Krishnamurti são válidas na medida em que razoável parcela da literatura de autoajuda contemporânea (Osho, Eckhart Tolle, o “zen budismo” de revista e outros) parece enraizar-se no “leit motif” krishnamurtiano ao usar liberalmente expressões (pois K. jamais aceitaria o termo “conceitos”) como “condicionamentos”, “liberdade”, “viver o presente”, “a verdade é relativa”, “tempo psicológico e cronológico” e outras mais.

Tudo o que Krishnamurti disse ou escreveu carrega uma generosa dose de verdade. Fala diretamente à nossa intuição, parece correto a princípio. Mas somente a princípio. Em minha opinião diz algo, paradoxalmente, a dois extremos: o homem espiritual colocado em patamar mais elevado ou aquele que ainda sequer começou a galgar os degraus da verdadeira espiritualidade e se sente confortado com uma mensagem que faz com que as coisas pareçam ser mais simples do que são. O homem intermediário, aquele que tem algum conhecimento dos ensinamentos dos mestres espirituais, o homem que sofreu influencias de tipo superior e “cruzou” a estreita cerca entre o mundo profano e o ocultismo, este só pode encontrar em Krishnamurti um colega de jornada tão perdido quanto ele, não um amigo fiel. A voz sedutora do indiano lhe sussurra uma alternativa mais simples e menos penosa que o trabalho e a luta incessante contra si mesmo, algo muito nocivo ou mesmo mortal para o aspirante à vida superior.

Muitos de nós gostariamos de “tocar a orla” da iluminação com pouco esforço. Justamente esta promessa parece estar implícita em muitas das transcrições de palestras e escritos sobre K. Nestes viceja a proposição latente de que é possível dispensar guias, não abrir mão de qualquer coisa que seja e dedicar horas e que mais horas ao estudo ou à meditação é mera tolice. A própria meditação é apenas uma projeção do que está arraigado dentro de nós em nossa mente, uma enorme tolice. Também poderíamos descartar as opiniões que outros nutrem a nosso respeito ou mesmo relacionarmo-nos com eles. Amigos, pais, professores não importam. Não só qualquer dependência deles é nociva como podem nos inspirar padrões de comportamento tradicionais que irão nos impedir de descobrir nossos próprios caminhos.

Como regra, Mestres e gurus devem ser encarados com incredulidade. Krishnamurti os odiava, às vezes com razão como quando se entediou com a estúpida tagarelice de Maharish Mahesh Yogi em um vôo em direção à Índia. Na aprendizagem há apenas o processo de aprender, não há professores ou alunos. É mais difícil formar um bom professor que um bom aluno, pois o primeiro precisa, antes de mais nada, aprender a aprender e ouvir. O professor precisa ser ensinado.

Ora, isto vai de encontro a todo um precioso conjunto de instruções do Oriente e do Ocidente que defendem a importância de um instrutor qualificado, um Mestre que possa adequadamente orientar o discípulo ao longo de um percurso tortuoso, porém eivado de recompensas para os que ultrapassam a reta final. Não são “mestres” no sentido usualmente atribuído ao título no Ocidente, professores arrogantes empoleirados em suas cátedras caquéticas a arrotar uma pretensa erudição morta extraída dos livros. O instrutor de que fala a antiga tradição nada mais é que um homem e mulher que por si mesmo alcançou um estado superior de consciência, tornou-se um “Arhat”, um “Bodhisattwa”, um “Arya Bodhisattwa”, um “Buda”, um “Cristo”.

Por sua enorme compaixão e magnanimidade, os grandes conquistadores do mundo legaram à humanidade instruções precisas sobre a maneira como eles próprios obtiveram a vitória. Estas não são necessariamente idênticas, mas semelhantes, o que prova que os princípios e o método são inequívocos. Estas são as características dos ensinamentos dos verdadeiros instrutores. Eles não se dedicam apenas a descrever os estados que experimentam mas fornecem aos homens o método, o “algoritmo” para a resolução do grande problema humano. Por isso se diz do Senhor Buda, como exemplo, que ele fornece “instruções precisas e que não nos enganam”. Já o pobre Krishnamurti, tangencia a amargura da vida humana e sua falta de sentido mas não aponta caminhos, não indica os passos que devem ser seguidos. Lança o homem no abismo enquanto ele mesmo permanece mergulhado no presente, em um estado de permanente e atemporal satisfação com o instantâneo, uma postura diametralmente oposta à dos expoentes mais conhecidos da espiritualidade.

Para Krishnamurti, nas vidas dos homens são impressas basicamente duas heranças. Uma de origem material, ou seja, sua posição social, bens e obrigações para a coletividade. Outra é uma herança de caráter “psicológico” e que forma sua personalidade, enraizada em concepções, tradições, sistemas de pensamento e crenças que lhe foram inculcadas desde que nasceu na família, na escola ou em outros ambientes sociais. Estas duas marcas são perenes e criam condicionamentos dos quais ele dificilmente se livre, a menos que cultive a atenção no seu quotidiano, certa capacidade de estudar a si mesmo mediante a observação cuidadosa e sistemática dos seus sentimentos, pensamentos e atos, investigando-os e descobrindo por si mesmo porque eles são o que são.

Nesta via, que é íntima, não cabe o conhecimento formal, livresco. Este se adquire pela leitura e áridos estudos na escola ou nas religiões. Estas prescrições das escrituras sagradas de todos os cultos são apenas registros das experiências de outros homens e mulheres. Eles não são a verdade. A verdade em si não existe, ela deve ser descoberta sempre, a qualquer momento, mediante o autoconhecimento. Mesmo o autoconhecer-se não tem fim, ou verdadeiro conhecimento não vem de fora mas de dentro. Os textos podem apenas lhe trazer informações de segunda mão, mas o que importa é sua própria vivência, a compreensão que se tem desta vivencia quando é anulado o “Eu observador”.

Parte-se todo o tempo do princípio de que nada se pode aprender no mundo. Nada é integral, verdadeiro. Tudo se reduz a uma imensa rede de impressões captadas por um “Eu” egóico, um feixe de sentimentos, pensamentos, emoções que julga ser você porém não é o seu “Eu verdadeiro”. A mente atua como um experimentador, o “censor” que diz que aquilo é bom ou ruim desde que satisfaça ou não os seu desejo de prazer. Não se pode fazer nada a respeito disso, apenas deixarem os pensamentos flanarem e observá-los. Quanto mais atento o observador, tão mais rápido a mente irá se aquietar e você passará a perceber as coisas na sua integralidade. O bosque lá fora, os passarinhos crocitando no jardim, os gatinhos ronronando e os peixes na Lagoa cantarão hinos ao cosmos e o indíviduo (ou o não indivíduo) terá diante de si a verdadeira vida una.

Dizendo-se contrário a todos os sistemas de pensamento Krishnamurti lançou as bases do seu próprio. Nele não se reserva qualquer função ao esforço e ao gradual controle das faculdades inferiores do homem, o que deixa de ter qualquer importância. Não há qualquer hierarquia de seres no universo ou meta evolutiva, tudo se embaralha em um eterno processo de busca da autoconsciência rumo a uma vaga reintegração ao Todo. Nada impede, contudo, que o homem goze e saboreie os prazeres do “presente”, do “agora”. Não é preciso ter – como ele próprio salienta – compromissos com quaisquer causas terrestres. Estas causas apenas refletem um sentimento inato e egoísta de autogratificação. Nada de ser caridoso, nada de combater à guerra fratricida, nada de lutar em prol dos animais ou defender a natureza. Libertemo-nos de todo esse entulho imposto por nosso Ser “autocentrado” e sejamos atentos, observando tudo com esmero. Este é o “não-sistema filosófico” ou “não-pensamento” de Krishnamurti, a base ideal para uma era sem valores ou qualquer perspectiva de futuro como a nossa.

42 comentários:

Anônimo disse...

Leo Frobenius.

Desconheço esta afirmativa de J. Krishnamurti:
"...Nele não se reserva qualquer função ao esforço e ao gradual controle das faculdades inferiores do homem, o que deixa de ter qualquer importância. Não há qualquer hierarquia de seres no universo ou meta evolutiva, "tudo se embaralha em um eterno processo de busca da autoconsciência rumo a uma vaga reintegração ao Todo.""

Não sei o que você ouviu ou leu sobre Krishnamurti, mas creio que a real compreensão do que ele transmite não chega perto do que o senhor tentou explicar neste longo e cansativo texto.

Também não sei o que pretende com sua "explicação", mas uma leitura e pesquisa mais profunda sobre livros, palestras e escritos de J.K podem oferecer-te - se assim permitir - um verdadeiro discernimento, ou então um novo texto de sua autoria, talvez um pouco mais elaborado.

Abraço Fraterno,

R.C

Anônimo disse...

enganos -o nome correto da biógrafa de K. é Mary Lutyens,enão Luytiens, e não foi o extraordinário mestre do silêncio Ramana Maharish que estava no avião e sim MAHARISHI- Mahesh Yogi..qto a conclusão sobre K..muito pobre

Maria Luiza Silveira Teles disse...

Colega:
Li toda a obra de Krishnamurti e nunca fui capaz de entender seu pensamento da maneira que vc o apresenta.
Seu texto me confundiu bastante... Embora discordando de muitos de seus pensamentos e não compreendendo outros, ainda penso que Krishnamurti foi importante na minha formação espiritual... Claro que não fiz dele meu guru ou mestre, mas apenas, talvez, um atalho que me ajudou na busca do Caminho da Luz.
Meu abraço fraterno,
Maria Luiza

Leo Frobenius disse...

Olá Maria Luiza. Concordo com algumas observações feitas pelos outros amigos e devo revisar alguns aspectos do texto. Mas, por favor, procure outras fontes melhores que Krishnamurti.Sobretudo, nunca ignore o valor dos estudos e da aquisição de conhecimento espiritual, o que exige também LER e ESTUDAR e não apenas fazer como alguns krishnamurtianos que se alçam a um pedestal. Abrçaos.

Leo Frobenius disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leo Frobenius disse...

Anônimo, mais uma vez obrigado. Mas os dois Maharishi são a mesma coisa, pelo menos um deles é mais engraçado... Conforto para quem quer alimentar ilusões.

Leo Frobenius disse...

Eu alerto para o fato de que o texto é a minha compreensão sobre Krishnamurti, o que depreendo das obras que li, biografias e pequenos ensaios. Não é um artigo tentando descrever objetivamente o que Krishnamurti disse, tampouco uma pregação anti-krishnamurti. Exerci minha liberdade de crítica e todos possuem o seu. O que acho estranho são mensagens que recebo de seus adeptos com teor quase que religioso. Não seria K. um inimigo de tal tipo de intolerância ou sarcamo? Será que acabou, depois de morto, tornando-se o que dizia não desejar ser, um guru?

Anônimo disse...

É muito comentado que Krishnamurti praticava meditação porem, em uma leitura especifica de sua opinião sobre concentração é possível ver alguns indícios interessantes de que ele nunca dedicou-se a pratica tradicional. Não apenas ele parece ignorar o funcionamento básico de alguns mecanismos mentais como depara-se com paradoxos que seriam facilmente resolvidos a partir da experiência pratica.

Pessoalmente, nunca encontrei nas obras desse autor o valor que muitos encontraram, mas não sei até que ponto isso é uma peculiaridade minha.
ass. Hierus

ALSIBAR disse...

Amigo, também sou blogueiro e, pelo que vejo, não sois intolerante com as opiniões contrárias, por isso, se me permites, farei algumas considerações que considero pertinentes acerca do seu texto:
Um texto bem escrito e em parte, imparcial. Todavia, o próprio título peca por uma inverdade quando relaciona Krishnamurti com uma suposta “Uma crença perigosa”. É de domínio público que Krishnamurti é contra todas as formas de crenças - não por um capricho seu. Sabemos que as crenças foram e são ainda fatores de disputas, divisões e discórdias. Ao questionar o valor das crenças, K. procura incitar o homem à percepção da Verdade, independente e além das crenças, religiões e movimentos partidários.
Outra informação inexata, que não pude deixar de perceber, é quando você, equivocadamente diz: “A voz sedutora do indiano lhe sussurra uma alternativa mais simples e menos penosa que o trabalho e a luta incessante contra si mesmo, algo muito nocivo ou mesmo mortal para o aspirante à vida superior.”. O caminho preconizado por Krishnamurti não tem nada de simples, nem muito menos fácil. Esse juízo de valor novamente se fundamenta numa premissa errada. Autoconhecimento e Meditação, nunca foram caminhos fáceis para a humanidade. Além disso, não foram ensinados por K. ele apenas revitalizou os termos, trazendo novas luzes para conceitos complexos e muitas vezes mal empregados, como os supracitados.
Outra informação equivocada é esta “Amigos, pais, professores não importam”. Krishnamurti nunca negou a autoridade dos pais e professores, no que concerne às questões da vida em sociedade como, por exemplo, à educação e à família. Ele negou sim, a autoridade no campo espiritual. Apenas e tão somente neste campo. Nisso, reconheço sua liberdade em discordar de Krishnamurti. Aliás, penso que ele sempre atacou a visão tradicional do mestre, que na tradição hindu é considerado a encarnação de deus que deve ser adorada e reverenciada como sendo o “sabe-tudo”, digno de toda reverência, adoração e bajulação.
Você também disse que Krishnamurti “Lança o homem no abismo enquanto ele mesmo permanece mergulhado no presente, em um estado de permanente e atemporal satisfação com o instantâneo, uma postura diametralmente oposta à dos expoentes mais conhecidos da espiritualidade.”. Bom, não sei de quais expoentes você fala, pois tanto Sócrates, Buda e Jesus falavam em termos de autoconhecimento, tranquilidade mental e a consciência plena do presente. Não preciso citar partes de seus ensinamentos. Mas lhe lembrarei só de uma, muito famosa, atribuída a Buda: “ Não andeis atrás do passado, não busques o futuro, o passado já passou, o futuro ainda não chegou, vê-de claramente diante de ti o aquiagora, quando o tiveres encontrado, viverás um tranquilo e impertubável estado mental”. Jesus também falou palavras que remetem ao mesmo tema.
Por fim, seu texto está parcialmente correto no que diz respeito às informações apresentadas. Quero salientar só mais dois pontos . Por exemplo, K. nunca disse que “ A verdade em si não existe”. E também discordo que o “não-sistema filosófico” ou “não-pensamento” de Krishnamurti,” seja “ a base ideal para uma era sem valores ou qualquer perspectiva de futuro como a nossa.” Apesar de ser um julgamento subjetivo, penso que comete injustiça com um dos maiores e mais influentes pensadores da espiritualidade contemporânea. Krishnamurti nunca foi contra os valores. Sua luta foi contra os valores falsos e a hipocrisia do mundo moderno. Em seus discursos, o amor, a virtude, a disciplina, a retidão, a sinceridade, a justiça etc continuam sendo valores importantes, todavia, ele diz: “ sem autoconhecimento, não teremos base para o pensamento, e nada disso terá valor”.
Não sei se terás coragem de publicar meu comentário. Meu nome é Alsibar, tenho um blog, cujas postagens de comentários, que expressem opiniões discordantes são livres:
http://alsibar.blogspot.com
Agradeço pela atenção e compreensão!
Fraterabraços!

ALSIBAR disse...

Obs: não sou "Krishnamurtiano". Sou um pesquisador livre. Leio de tudo, inclusive Gurdjieff, por quem tenho grande apreço.

C. Baptista disse...

Alsibar, obrigado pelos seus comentários estão aí para a posteridade. Refletirei sobre suas críticas e procurarei retificar minhas opiniões, caso se o caso.
Abraços.

Paulo disse...

Acho dificil escrever sobre krisnamurti, Vejo pelos seus ensinamentos uma via sabia em um mundo vitima de uma auto-imagen ingenua, o homem deus. Tambem imagino a evolução das filosofias humanas convergindo para etica superior englobando todos os seres vivos, o descobrimento permanente do aqui agora impedindo o masacre da natureza em prol dos confortos egoistas, assim principalmente vejo uma bela vertente do pensamento de krisnamurti.

Editora-Livraria sempre com novos lançamentos disse...

Na verdade, K. não renunciou ao “cargo” de Cristo, ou pelo menos negou que o tinha feito. Mas paradoxalmente recusou todo o sistema de pensamento, toda a estrutura social e a própria intermediação superior dos mestres, deixando assim especialmente as massas humanas abandonadas. Contrariamente, o Buda declarou que o dharma era necessário embora como um instrumento, e ele e Jesus não criticaram as estruturas culturais, apenas a corrupção, a hipocrisia e o engessamento hereditário.

Taiguara Villela disse...

A crítica em tela poderia ter ressaltado mais o aspecto econômico da vida do autor, ficou confuso a questão do Babuíno de Blavatsky. Além disto, no que tange a análise sobre o pensar do autor, talvez falte mais profundidade e atomismo na análise. Ora, o zen é esta escola do "não", da diluição do ego. Nas experiências que tive, as palavras de K. me pareceram bastante reveladoras e até por vezes assustadoras, entretanto acredito que K. se apoiava na crença na morte do ego, ou seja, matou-se o ego - também se destrói o universo inteiro criado pelo ego. Afinal tudo que nos cerca é produto da nossa mente, da nossa percepção... o fato é que talvez aqueles de seu tempo não o compreenderam e deveriam ter feito perguntas certas como: O que ocorre depois da morte do ego? O que ocorre depois desta revolução? Você é livre no sentido do ego? - Deveriam ter sido feitas experiências sobre este homem que passou pelo mundo a mesmo tempo com holofotes, mas quase invisível aos olhos de sua geração. Afinal, quem questionou K. face a face?

Anônimo disse...

Amigo, Fritjof Capra, que conheceu pessoalmente Krishnamurti, narra seu encontro no livro Sabedoria Incomum. Ele faz uma observação muito inteligente:

- Krishnamurti mostra o problema mas não mostra o caminho da solução.

Eu diria, Krishnamurti mostra como TRANSCENDER O EGO mas não mostra como TRANSFORMAR ESSE EGO.

Como diria os grandes místicos espirituais ANTES DE SER NINGUÉM, A PESSOA PRECISA SER ALGUÉM.

Krishnamurti revela como SER NINGUÉM, ALÉM DO TEMPO, DA DOR, DO EGO, mas não revela como SER ALGUÉM.

PARABÉNS PELO TEXTO!
ANÁLISE OBJETIVA, CORAJOSA que não desmerece o K. apenas coloca-o dentro de uma visa equilibrada.


João Márcio
Autor do livro Os Quatro Pilares da Educação

Anônimo disse...

Vocês querem a "verdade" em uma bandeja???

Procure-a, observe-a e a encontrarás, mas com muita Energia e Fome.

C. Baptista disse...

È por ter tanta fome de verdade que rejeitei o pratinho "francês" de Krishnamurti...

Anônimo disse...

É sempre bom que sejam feitos esses comparativos entre ensinamentos de grandes mestres como K. e G. Pessoalmente acho que os ensinamentos deles estão relacionados em um nível mais profundo, além de nossa compreensão ainda; se for assim, um dia, alguém irá revelar as conexões ocultas entre os ensinamentos deles e de outros, como, R. Steiner. Até lá, essas análises, mesmo com alguns contrastes, irão nos ajudando a tentar entender as mensagens destes dois grandes Mestres.

Anônimo disse...

Texto bastante equivocado sobre os ensinamentos de Krishnamurti. A impressão que se tem e de que o autor nunca leu ou ouviu atentamente as suas palestras.

Anônimo disse...

Acredito que o que Krishnamurt fala é sobre a transcedência do pensamento, e não a negaçao do pensamento, pois quem nega evidentemente reforça. Não podemos analisar Krishnamurt sob a ótica do pensamento linear. Como podemos buscar por um estado de não busca? Veja, eu entendo que ele não seja contra estudar, mas ele te diz de alguma forma: Estude porque vc gosta de estudar, não porque vc acha que estudado vai se iluminar. E tome cuidado para não ficar vaidoso e se achando demais porque estudou. E tome mais cuidado ainda com a informaçao que vc recolher, pois muitos vão tentar te manipular. Se vc faz o bem pelo verdadeiro amor ao proximo, se vc estuda pelo amor a verdade, vc nunca fará isso com o objetivo de evoluir ou de virar um iniciado ou adepto. E vc também não precisará de nenhum mestre te mandando fazer o que vc gosta. Agora se vc faz o bem ou estuda porque almeja "o reino dos ceus", a iluminaçao, ou o que quer que seja, sinto dizer mas esse caminho não te levará ao estado de plenitude. A Vida está aí, pronta para te inundar, só preste atençao!
Desculpem-me transformar as palavras de Krishnamurt, mas tentei traduzi-las de acordo com o meu humilde entendimento. Pelas palavras dele eu percebo claramente que sinto prazer em pensar, buscar a verdade, estou cheia de sede e necessidade de auto expressão, e honestamente, algo que eu chamo de "eu" não quer abrir mão disso. Ele me coloca no meu medíocre lugar. Sinto que posso querer ser uma pessoa melhor, pensar menos em mim e mais na coletividade, entender o sentido da vida e da existência. Mas esse mergulho assustador na vida onde eu possa, quem sabe, perder tudo aquilo que conheço eu não vou dar. Krishnamurt em sua obra dá algumas dicas. Perguntam para ele se qualquer um pode chegar nesse estado. Ele diz: o homem medianamente inteligente pode. Portanto ele não despresa a inteligência. Outro jovem diz a ele que quando usa drogas entende perfeitamente o que ele quer dizer mas quando passa o efeito ele volta a ser uma pessoa comum. Krishnamurt responde: Então fique com sua mediocridade! Eu vejo que Krishnamurt vivia um momento onde a sociedade teosófica tinha perdido totalmente sua força e beleza original. Estava tomada por rituais, personificaçoes de divindades, arrogância espiritual e indo contra todos os princípios para que foi fundada. Qualquer um que pesquise sobre teosofia original verá isso. OS teosofos estavam loucos com vaidades, iniciaçoes, volta do Cristo, deturpaçoes capsiosas do conhecimento verdadeiro, etc. NAda mais oportuno do que, nesse momento alguem dizer: Não aceite nenhuma autoridade! Portanto, além da mensagem profunda a respeito de um estado real da morte da personalidade ele também quebrou algo muito negativo que estava acontecendo no momento dentro da sociedade teosófica e deu um alerta para todos, mesmo sem fazer diretamente. Era necessário.

Anônimo disse...

Desde o inicio nada é (Hui neng) . Isso é que nem mecanica quantica. Todo mundo fala sobre, mas ninguem sabe o que é. Engracado como quando vc entende esse "nada é" tudo o que li nessa minha longa vida perdeu o sentido e virou poeira. Voces todos sáo muiiiiiiiiito maiores que essa quirelinha literária tola. Eu era um Fisico ( nem sei o que é isso). Eu era um economista ( isso nem existe). Como crianças catalogamos tudo e agora ficamos rodopiando como um cachorro atras do rabo. E por favor autor do blog. Deixe aqui minhas palavras e preste atencao no seu ego.
Eron

Marina Paz disse...

Gostei muito.
Marina Racz

Silêncio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Silêncio disse...

Só agora em 2014 encontrei este artigo que se enquadra perfeitamente nesta minha vivência atual.

Acredito que Krishnamurti me ajudou muito na percepção de todas essas amarras de condicionamento que me prendiam, e que me prendem ,e que agora estão sendo observadas, todo esse lixo que nos iludimos... é jogado na lixeira.

MAS,O grande problema é que ele te deixa nu, perdido, sem direção alguma, essa abdicação de um mestre martelou minha cabeça durante esses anos, falando e falando, vivia repetindo para mim que era desnecessário, mas vejo que apesar de uma nova percepção das coisas terem surgido por conta de Krishnamurti, e principalmente pela vivência real do que ele apresenta, o cerco se fechou...

Me deparei perdido, andando em círculos, ao mesmo tempo que muita coisa foi removida, não se tem a percepção além disso, vejo agora que assim como uma Mãe é indispensável para um filho no inicio de seu caminhar, raramente alguma criança iria sobreviver nesse início de caminhada sozinha... o MESTRE, assim como muita coisa que está ai parece ser importante também nessa etapa que muitos estão passando, não é a busca de uma resposta, mas de um norte, uma vivência.

Não é demérito algum utilizar uma muleta até sua perna ficar boa, pena que quando se mergulha no K, acreditamos que nenhuma muleta é necessária.

Anônimo disse...

Creio que as pessoas que estão sem caminho, nu, sem um lugar pra ir. Nao estudaram K, na sua profunda mensagem. Se alguém ser livra de condiciamentos, deve e preencher sua mente de realidade. Esse artigo coloca K como um GURU. Krishnamurti não pertencia a nenhuma organização religiosa, seita ou país, nem estava associado a qualquer escola política ou pensamento ideológico. Pelo contrário, ele afirmou que estes são os verdadeiros fatores que dividem os seres humanos e que trazem o conflito e a guerra. Ele lembrava incessantemente aos seus ouvintes que antes de sermos hindus, muçulmanos, ou cristãos, somos seres humanos, que somos iguais ao resto da humanidade e que não somos diferentes uns dos outros. Ele pediu que andemos suavemente por esta terra sem nos destruir ou ao meio ambiente. Ele transmitiu aos seus ouvintes um profundo senso de respeito pela natureza. Seus ensinamentos transcendem os sistemas de crenças feitos pelo homem, o sentimento de nacionalismo e de sectarismo. Ao mesmo tempo, eles dão um novo sentido e direção à busca da humanidade pela verdade. Seus ensinamento, além de serem relevantes à idade moderna, são atemporais e universais.

Krishnamurti não falava como um guru, mas como um amigo.

André disse...

Independente de concordar ou não, é muito interessante o texto, pois nos leva a reflexões de ambas as partes. Vejo as palavras de K. nos remeter ao agora, assim como Buda, Jesus, ou o Osho, Eckart Tolle ou mesmo a do jovem Jeff Foster, entre outros pensadores. Talvez nossa dificuldade seja perceber nas diferentes abordagens, o objetivo comum... Muito bom também em cada comentário é que podemos ter esses diferentes pontos de vistas em momentos distintos da nossa caminhada...

Anônimo disse...

Eu li um pouco sobre k.e gostei muito pois despertou meu senso crítico. Agora percebo que devemos sempre questionar o que é apresentado pois eu acredito que se você procura algum objetivo tipo uma paz interior etc. e você consegue atingir talvez isso sim seja o caminho a ser seguido por que normalmente procuramos e não atingimos aquela paz, satisfação, amor verdadeiro. Devemos tomar nossas conclusões observando sempre se estamos satisfeitos e felizes.
S.R.

Anônimo disse...

Eu aprendi muito com todos os pontos de vista aqui apresentados. Obrigado a todos.

Sylvio de Alencar. disse...

"Krishnamurti mostrou o problema, mas não a solução."

Nem precisava, embora creio que tenha mostrado sim. Quem mostra um problema mostra a solução, pois um contém a outra.

Abraços.

Marco disse...

Amigo Igor ou Igor amigo coisas do T9.

Em Dão começaríamos com Buda:

Não há um caminho para Buda Buda é o caminho.

CAMINHO sempre a Bete grifava em maiúsculas , não gosto , mais goste.

Veriano Modena disse...

É impossível entender J.K quando não se mergulhou profundamente para dentro de si mesmo. Krishnamurti só fala a verdade, e para uma humanidade cercada de ilusões e conclusões mentais, se torna dificil entende-lo, mas depois de sofrer na vida, e posteriormente descobrir com seriedade o que é meditação e atenção/presença, se ve que pouca coisa sobra mesmo, e o que sobra é piração do pensamento condicionado. É muito delicado falar sobre J.K. Sobre Osho, Mooji, Ramana, etc etc etc, ta ok. Mas Krishnamurti, tem que ser muito ousado para ousar analiza-lo. Acredito que daqui muitos anos uma parcela da sociedade entenderá que realemente o que ele fala para abandonar, é por que dever ser abandonado mesmo, pois é mera ilusão mental. Abçs.

Lucas Moreira Perim disse...

Se apontasse um caminho, ele estaria verdadeiramente jogando você no abismo, já que você seguiria o que ele disse e não descobrindo por si próprio o verdadeiro caminho. Isso é um fato muito claro para aqueles que realmente compreenderam os ensinamentos de K.

Bianca Tasso disse...

Na cabeça de um homem iluminado não existe hierarquia. Ele não pode se considerar melhor ou pior que alguem por ter realizado em si algo que outra pessoa não realizou, daí o motivo da falta de hierarquia. Ele não está limitado a pensamentos de melhor ou pior. A comparação não existe na mente dele a não ser pra motivos praticos.

joao carlos marcuschi disse...

"Já o pobre Krishnamurti, tangencia a amargura da vida humana e sua falta de sentido mas não aponta caminhos, não indica os passos que devem ser seguidos". Agradeço ao blogista por ter escrito a frase, acima colada; creio que a mesma, para quem busca o autoconhecimento, esclarece definitivamente o papel de K.

joao carlos marcuschi disse...

"Já o pobre Krishnamurti, tangencia a amargura da vida humana e sua falta de sentido mas não aponta caminhos, não indica os passos que devem ser seguidos". Agradeço ao blogista por ter escrito a frase, acima colada; creio que a mesma, para quem busca o autoconhecimento, esclarece definitivamente o papel de K.

Atendimento Clínica Personal disse...

Somente porque K não deixa pedra sobre pedra e abala nossas infantis convicções, devemos negar sua sabedoria? Qual o nosso parâmetro, senão nossas pobres idiossincrasias?
Talvez na visão do autor o equívoco de K seja nos convidar a buscar a quietude. Ela deve ser tão ameaçadora para nossas mentes turbulentas e apegadas que nem sei o que mais dizer ...

José Queiroz disse...

Observar nossas crenças , nossa repetição , nossas ilusoes sem condena-las , mas apenas deixando a mente entender o que é real nisso tudo , se tivermos coragem de seguir em frente com liberdade , veremos que o que vem a seguir é um sentimento genuino de paz , harmonia e verdadeiro amor que pode ser cultivado .
Assim entendo k.

José Carlos

Edgar disse...

As críticas se resumem ao fato de K "não mostrar o caminho", "nos jogar em um abismo".

Fato é que todos estão procurando algo, uma resposta, um caminho. Ou seja, não captaram a mensagem do cara. Quem vai até Krishnamurti procurando algo, certamente irá se decepcionar.

Ronisch Baumgratz disse...

Um outro aspecto pouco visto de K. é sua clara posição politica pelo governo mundial quando fala contra o nacionalismo (como se a nacionalidade fosse um crime).K era um globalista no quilate de Obama,Hillary,etc, ou seja uma clara visão socialista (como eram todos da teosofia, desde Blavastki) ,que clareia a negação da nacionalidade como uma vertente da negação do indivíduo,reforçando o continuo dogma contra o ego,que erroneamente seria uma anomalia moral.Podemos por esta ótica também analisar o conceito de K sobre 'divisão' como uma variante da ideia de 'igualdade ' do politicamente correto atual.

Ramede disse...

A questão é simples mas tem fortes e complexas implicações. Krishinamurti se posicionou como filósofo e pensador, mais ao modo ocidental de ser. Não era sábio ou guru. Ele nos traz a aventura de pensar e não a tranquilidade de ser. Neste sentido é uma posição estranha para quem espera de um indiano a sabedoria de um guru.

Eron Almeida disse...

Boa noite.
"Tudo isso está escrito melhor em outro lugar"
Penso q K não inventou nada de novo. Há uma coleção muito legal sobre textos do zen budismo na shambala, textos traduzidos.. Tá td lá. 500 anoA.C.
E dizer q k da o problema mas não dá a solução não é muito correto, uma vez que a solução só vê quem entra pela estrada e não fica na cadeira com o pensamento cartesiano, greco- romano, ocidental, fincado na lógica e nas palavras. Aqui não digo nada porque são apenas palavras. Um tapa na cara pode muito bem ser descrito num longo livro, com exemplos e imagens etc etc. mas só quando vc levar um ...e bem estalado, vc saberá o que é um tapa na cara de fato é não haverá palavras pra vc explicar. Assim, efetivamente, blog e muito bom, vc senta escreve, alimenta o bicho, acha que contribui, acha que resolve, acha que discute, , acha tanta coisa. Lê muito, fala de mecânica quântica, de que não sei quantos pensadores gregos etc etc. mas.....são apenas movimentos da Mente. Uma criança , um Deus, preso numa sala brincando de ser limitado. Adonirã Barbosa dizia' famoso falar disso e daquilo, coisas que nois não entende nada'....

'From the first nota a thing is'...desde o começo nada é. The famous phrase.

Se a Realidade não guarda relação com os pensamentos e as palavras, de que valem tantos textos?
Irrelevantes os pensadores gregos, o cartesianismo. Deixe-os para os engenheiro , economistas e físicos como eu....mas, em se tratando de resolver o FUNDAMENTAL, nos, os ocidentais, somos crianças amantes de carros, prédios, ....ou melhor...' uma paixão desenfreada por fantasmas'.

Tantas palavras e nada dito.

Pirata do Agreste disse...

Pois para mim a intenção do autor foi desprestigiar os ensinamentos do Krishnamurti, camuflado sob elogios e críticas, assim como fazem os "isentões" carentes em busca de atenção. Não li dois terços do texto, muito cansativo e pobre.