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terça-feira, dezembro 20, 2011

O Grande Culpado de Viktor Suvorov - O Plano de Stálin para iniciar a Segunda Guerra Mundial - Parte I


Viktor Suvorov é o pseudônimo adotado por Vladmir Rezún, nascido na antiga União Soviética e oficial daquele país, no qual serviu na inteligência militar. Persona non grata tanto na ex-URSS quanto na atual democracia capitaneada pelo eterno mandatário Putin, mora incógnito em Londres, para onde desertou após partir de Genebra, Suiça. No Brasil, como de praxe, Suvorov é um ilustre desconhecido, apesar das prateleiras de algumas poucas livrarias contarem com ao menos um de seus livros vertido para a língua portuguesa: "O Grande Colapso - O Plano de Stálin para iniciar a Segunda Guerra Mundial", publicado pela pequena Editora Amarylis, em Barueri, São Paulo, 2010.
Georgiano bejando Titio Stálin
Mais que se inscrever simplesmente no rol da literatura “revisionista” da II Guerra Mundial, o livro de Suvorov é talvez a mais importante e elucidativa interpretação de inúmeros fatos “submersos” da história mundial na primeira metade do Século XX, sobretudo os bastidores políticos da invasão "surpresa" da Alemanha à URSS e as inúmeras manobras patrocinadas pelo Kremlin desde os anos 30 (a bem da verdade, ainda no imediato pós 1ª Guerra, com as ações de Lênin e Trótsky) sob a égide da "realpolitik" stalinista. O exemplo mais sórdido dentre eles foi o combate do Partido Comunista Alemão aos Sociais Democratas e consequente favorecimento ao NSADP, o Partido Nazista, nas eleiçõe ao Reichstag em Novembro de 1932. Ao tempo em que traz à tona bombásticas revelações amparadas por pesquisa minuciosa e dados de inquestionável veracidade, o livro foi alvo do mais flagrante boicote por parte da imprensa internacional e abaixo do equador é solenemente ignorado (nada de se admirar nesta nação de apedeutas). Mas o que explica o silêncio sepulcral dos formadores de opinião quando se trata de Suvorov? Tentemos desvendar o mistério, por partes.
Após o período de lutas intestinas que se seguiram à morte (ou assassinato) de Lênin, Iossip Vissarianovitch Djugachvilli (vulgo "Stálin") se sobressaiu como o homem de "aço" do Partido Comunista, aquele que eliminou a "direita" (Bukhárin e a dupla Kamenév-Zinoviev) e a "esquerda" (Trotsky que - desprezado por Stálin - caiu nos braços dos seus amigos "revolucionários" do México). Não só as disputas entre os bolcheviques pelo poder caracterizam os anos 30, que no plano externo à URSS se destacaram por eventos que os trotskystas (adeptos do vampiro Lev Bronstein Trotsky) viam como estupidez ou pusilanimidade stalinista, tais como a famosa “purga do exército” ou a participação soviética na guerra civil espanhola, anteolhados por um novo prisma pelo nosso autor. Longe do sanguinário e sombrio ditador que quer amealhar totalmente para si as rédeas do aparato estatal, fuzilando potenciais adversários, o que Stálin fez ao “depurar” as forças armadas foi apenas se livrar da velha guarda bolchevique incompetente e treinada para matar camponeses (a quem se atribuía o estigma de “kulaks”) com o objetivo de dotar o aparato militar de quadros mais jovens, dinâmicos e afeitos às modernas tecnologias.  Entre estes cães vermelhos raivosos precipitados no inferno por Stálin, ninguém era pior que o General Tukhatchévsky, um virulento e incompetente bolchevique que:
“(...) esforçou-se para conseguir o poder do modo mais tolo. Mais do que qualquer um, teve uma participação patética na guerra civil, e ainda assim declarou-se um vencedor. Decidiu editar pessoalmente o livro de três volumes chamado “Guerra Civil, 1918-1921, retratando a si mesmo como grande estrategista e culpando os outros por duas derrotas. Devo enfatizar que Tukhatvésky trabalhou especificamente para editar a história, não para escrevê-la”. Pg. 107.

Trótsky surrando duas irmãs contra-revolucionárias

Quanto à participação da URSS no teatro de guerra da Espanha, não só de glórias ou atos heróicos em grande parte inventados pelos comunistas (pois os anarquistas estavam preocupados demais em matar para explorarem sua “veia” poética) se caracterizou a atuação do seu exército. Assim como se aponta em Hitler a intenção de “testar” novo armamento naquele evento, pode-se muito ver em Stálin:

 “O objetivo óbvio (...), que aliás, foi expresso aberta e claramente, era atrair a Inglaterra e a França para a guerra espanhola. Se esse plano fosse bem sucedido, haveria um conflito maior entre Alemanha, Itália e Portugal de um lado, e França e Inglaterra do outro, no extremo ocidental do continente europeu, em território espanho. A União Soviética estava bem distante. (...) Tudo que Stálin tinha de fazer era jogar combustível em uma guerra que começava a esquentar”. Pg. 128.


Mas como operacionalizar esta guerra? Como alimentá-la de forma de adequá-la, tecer o necessário forro político e construir bases materiais para suportá-la e vencê-la?




2 comentários:

Coutinho disse...

Esta foto do Trotsky dando uma surra em duas mulheres é uma grande mentira.

Antônio Salles disse...

Interessante, mas qual o objetivo de se publicar essa montagem de Trotski surrando duas camponesas desnudas?