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segunda-feira, junho 15, 2009

A Questão do Auto-Conhecimento - "O Barato saiu Caro"

Muitas pessoas vêm me procurar e falam que estão buscando a si mesmas. Costumeiramente se referem ao "Oráculo de Delfos" e repetem com insistência que o "conhecer a si próprio" é realmente o que importa, o resto é negligenciável. Em parte correta a resposta. Porém, apenas em parte.
Me deparo o tempo todo com homens e mulheres que admiram os "gurus" do auto-conhecimento (os dois termos separados mesmo por um traço). Um punhado deles é sumamente respeitável e merece que se teçam mil elogios às suas pessoas. Homens e mulheres que atravessaram momentos difíceis, aprenderam com seus erros e estão tentando mostrar uma das vias possíveis para que o homem possa se inteirar dos meandros do SER.
A outra parcela nem sempre é tão admirável. Como sabemos, estamos habitando um mundo pequeno no sistema solar que possui um silencioso, misterioso e incompreendido satélite chamado "lua", que segundo alguns mestres é alimentado pelo que emana da vida orgânica em seu planeta, na verdade um simples e útil alimento para a amiga que o circunda em 29,4 dias. Isso parece fazer sentido, dado o absurdo de vivermos em um lugar onde as pessoas deixam de lado o que realmente importa na vida real em troca da aquisição de bens e objetos aos quais se identificam e passam a fazer parte do seu próprio ser.
Um observador distante - como diria sábio Mestre - não compreenderia tal comportamento da massa cárnea que apelidamos de "humanidade". Bem, seus gurus também não o "compreendem", mas o "entendem" com seu cérebro tripartido e tentam eles mesmos obter a máxima quantidade possível de coisas que possam amealhar graças a estultície dos pobres discípulos que os ouvem com o ouvido esquerdo e os vêm com o olho direito, buscando um outro bem - muito mais sofisticado e "espiritual" - que os "Broshos", "Krushnamurtas" e os "Yenganandos" passaram a vender no mercado sob o título de "autoconhecimento".
O "auto-conhecimento" que ofertam ( e a toda curva de oferta corresponde uma curva de demanda e seu respectivo preço de equilíbrio) é conhecimento autista, auto-conhecimento como confesso esquecimento e embrutecimento de si mesmo. É a falsa convicção de que brandidas algumas palavrinhas mágicas como "karma", "dharma", "dharana" (extraídas preferencialmente de um "Mestre" hindu que nada mais poderá lhes enganar e basta contemplar com irônica distância as grotescas querelas "intelectuais" travadas pelos "pobres de espírito" que jamais tomaram contato com a "divina essência" que promana do novo guru.
Bem. O auto-conhecedor de si mesmo, além de enriquecer o guru - materialmente ou inflando-lhe o maléfico ego - nada acrescenta a si e, muitas vezes, cai em um lodaçal de esquecimento e ignorância de si maior que o pobre "erudito" escravizado pela letra morta dos livros. Esta, ao menos, se for boa, um dia pode fazer que um fósforo se acenda no interior da alma. O guru apenas vai lhe provocar um rombo no bolso e a decepção de constatar o erro persistente na jornada e o que "o barato acabou saindo caro".

6 comentários:

Norma Villares disse...

Caminheiro evolutivo Leo, o conhecimento dá PODER e o guru tem que ganhar muito dinheiro, rsrsrs. Mas, o caráter granjeia respeito, e é só ficar atento aos sinais. No taoismo, nenhum mestre diz que é mestre. Se encontrar um mestre que se diz mestre, com certeza não é nem aprendiz. Fazer o que!? Cuidar do rombo no bolso, rsrsrs. Seu blog transmutou pra melhor, está com uma energia nova, rica em imagens e cores. Sublimes e retos abraços

Norma Villares disse...

Como você colocou esta imagem na parte de baixo do blog?

Anônimo disse...

Vou depois explicar como faz, mas tem que logar e olhar a configuração do blog.

Marcos Takata disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leo Frobenius disse...

Olá, seja bem vinda. Podemos intercambiar muitas experiências e informações, abraços!

Marcos Takata disse...

Sou amigo, estava teclando com uma amiga e errei.