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domingo, dezembro 04, 2005

O Verdadeiro Faraó do Êxodo

Acostumamo-nos a contemplar a figura sóbria de Ramsés II no Museu de Londres - uma das múmias mais conservadas da história, linda mesmo - e julgá-lo o Faraó sobre o qual foram lançadas as pragas de Moisés no Egito. Caso o fosse, não estaria lá, pois teria sido tragado pelo mar Vermelho durante a travessia dos hebreus, junto a todo seu exército.

Mas o verdadeiro Faraó do Êxodo foi Neferhotep I. Vejamos (1):

"Enquanto realizavam escavações nas ruínas do antigo templo de Karnak, arqueólogos franceses encontraram uma rara estátua do faraó Neferhotep I, que governou o Egito entre 1696 e 1686 A.C. A obra, que tem mais de 3.600 anos de idade e 1,8 metro de comprimento, está em ótimo estado. A estátua de Neferhotep, porém, está parcialmente bloqueada por restos de uma antiga estrutura, possivelmente um portão, o que impede, por enquanto, sua remoção do lugar onde foi encontrada. Alguns historiadores bíblicos acreditam que Neferhotep seria o governante do Egito à época do êxodos dos judeus".

Neferhotep I foi rei entre a XIII e XIV dinastias do Egito.

"Dos reis desta duas dinastias consta uma lista com trinta nomes, é tudo o que sabemos. Alguns continham o nome de Sobk e disso se pode deduzir que eram originários de Fayum, enquanto que outros levavam o prestigioso nome de Amenemhat.
O primeiro da série, Sebekhotep, que provavelmente se casou com Skemiofris, e o segundo, Skehemkare, parecem ter tido o controle do país, mas deduzimos que em breve a situação se agravou e no decurso de cinqüenta anos sucederam-se um trinta reis, corruptos, simples burgueses e, por fim, um negro, por nome de Nehesi (o que significa exatamente negro). Neferhotep I, nas inscrições, se vangloriou de suas origens humildes. O mais importante parece ter sido um dos Sebekhotep, que conseguia não só governar, mas retomar o controle de Biblos. Um outro, Sebekhotep, mandou erguer para si grandes estátuas em Tânis. De resto, foi uma era de reinados curtos (poucos anos ou poucos meses - um rei chegou a reinar por dois dias) e de reis privados de poder (ou assassinados) por outros que em breve tinham o mesmo destino. No fim, surgiram duas dinastias distintas e simultâneas, uma em Tebas e a outra em Xóis, no Delta. Os poucos documentos que nos restaram não nos permitem esclarecer este obscuro período; sem dúvida, a economia sofreu com isto e a desorganização devia ser total, tanto assim que o país não teve mais condições sequer de defender as próprias fronteiras" (2).

As implicações desta descoberta encobrem ainda mais o mito de Moisés e do Êxodo, que fica situado bem antes da ascensão de Akhenaton. Mas a minha tese principal continua válida, isto é, de que a religião hebréia é herdeira direta do monoteísmo de "Amarna" e do culto ao disco solar, Aton. Ele foi reforçado com o espírito de Akhenaton, embora provavelmente seja mais antigo, remontando a Deuses (em particular El) da Caldéia, de onde viera Abrão-Abraão anos antes, o "pai" das tribos de Israel.

O importante é reter que na dinastia anterior, do "Médio Império", foi criado o Deus Supremo Amon, o invísivel, que abria caminho certamente para a adoração de uma divindade única com o Faraó Akhenaton, séculos depois. Como diz Paul Johnson:

"O Médio Império também criou seu Deus supremo, Amon, que, originalmente, não era uma divindade tebana, mas um deus verdeiramente primevo, desse muito arcaicos. Ele parece ter se estabelecido deliberadamente como o contrapeso tebano para Ptah, de Mênfis, e Atum, de Heliópolis. O culto de Amon se tornou, entõa, a religião oficial da família régia. Mas ele ainda era mais do que isso. Seu grande mérito era a invisibilidade, fazendo com ele pudesse ter sua presença imanente declarada em todos os lugares. Multiforme e sincrético, ele era capaz de ser associado convenientemente a outros deuses importantes, como Rá. Passível de realizar viagens, ele se abria para, potencialmente, assumir a posição de um Deus imperial" (3).

Esta gloriosa dinastia foi sucededida pelas XIII e XIV, marcadas pelo reinado de Faraós como Neferhotep, ou seja:

"Essa dinastia foi substituída pela Décima Terceira, é improvável, entretanto, que os reis tardios dessa última tenha controlado a totalidade do país. Os próximos 200 anos, até a criação do Novo Império, durante a Décima Oitava Dinastia, em cerca de 1570 A.C., ficaram conhecidos como o Segundo Período Intermediário. A propaganda egípcia posterior apresentou essa Idade das Trevas como uma vergonhosa e cruel conquista estrangeira realizada pelos hekaukhasut ("príncipes dos países estrangeiros") - um termo que aparece equivocadamente em Manêton como hicsos, ou "reis pastores".

(1) Revista Galileu, no 168, Julho 2005.
(2) MELLA, Federico A. (op. citada).
(3) JOHNSON, Paul. História Ilustrada do Egito Antigo. Ediouro. São Paulo: 2002.






UMA BREVE DESCRIÇÃO DO FARA

Storia: Secondo il Canone di Torino, a Sebekhotpe III successe Neferhotep che regnò undici anni. Le testimonianze su costui, come sul suo predecessore, sono relativamente numerose. Varie iscrizioni su roccia presso la prima cateratta ricorderebbero una sua visita nella località, e una lapide in steatite trovata nello Wadi Halfa dimostra che la sua autorità si estendeva almeno fin laggiù. Anche più interessante è un bassorilievo scoperto nella lontana Biblo sulla costa siriaca, che rappresenta il principe locale nell'atto di rendergli omaggio. Un suo ritratto ci è rimasto in una bella statuetta che si trova nel museo di Bologna. Per lo studioso dei geroglifici, tuttavia, la più importante reliquia del suo regno è una grande stele scoperta da Manette ad Abido e lasciata in loco a causa delle sue condizioni precarie. Il significato generale dell'iscrizione è ancora chiaro malgrado le lacune dell'unica copia disponibile. Il faraone è presentato a consulto con i suoi cortigiani, mentre espone la sua intenzione di far modellare nella forma autentica le statue di Osiride e della sua Enneade e ordina di far si che egli abbia modo di consultare gli antichi testi dove queste cose sono registrate. I cortigiani s'inchinano in segno d'assenso con la consueta ossequiosità. Un funzionario viene mandato ad Abido a preparare il cammino. Egli dà disposizioni perché Osiride venga portato in processione sulla barca sacra; quindi arriva il re, sovrintende personalmente alla fabbricazione delle statue e prende parte alla rappresentazione mimata della sconfitta dei nemici del dio. Il resto del testo è dedicato a pie lodi della divinità e a minacce rivolte contro chi in futuro osasse sminuire il ricordo di un così grande e benefico re.

4 comentários:

alex777 disse...

o título de sua materia é "quem foi o verdadeiro faraó do êxodo" porém nada foi embasado científica, bíblica e racionalmente; portanto, esclareça e prove, as suas concluções, e não somente isso. mas refute as teorias existentes

Leo Frobenius disse...

Não sou cientista.

eumesmo disse...

tah. mas qual o fato prova q era o faraó neferhotep???

blablablrgh disse...

Bom, bom, meu caro pisciano, com certeza você QUIS DIZER alguma coisa, mas como boa parte de seus companheiros de signo: falou, falou, falou... (aí vou adaptando rolandolericamente:) mas NÃO captei a vossa mensagem (pra pelo menos tentar não ser sacana contigo e dizer "não disse nada")!

Vamo lá: você DISSE, desculpou-se dizendo "não ser cientista"(COLOCANDO UM ARTIGO QUE PRETENDIA SER CIENTÍFICO NAS ENTRELINHAS!!), mas ao fim das contas o resultado já foi supracitado!

1. NÃO HÁ BASE CIENTÍFICA citada no seu artigo, companheiro: amontoados de informações pegadas aqui e ali somente!

2. Onde é que ficam as comparações com o texto bíblico, as análises das teorias existentes sobre a personagem em questão, os debates/embates teóricos, BIBLIOGRAFIA ESPECIALIZADA...?

Irmãozão, nem só de SUPER vive a Ciência Arqueológica para leigos, viu?! ;) E não adianta colocar mais duas bibliografias de autores que somente DESCREVEM, pelo visto, o panorama tanto interno quanto externo do Egito, pra tornar válido o que você escreveu, porque infelizmente ISSÔ NÓN EQUISCISTE!

Afinal, se você afirma algo desse porte, você precisa PROVÁ-LO por A + B + todo o resto do alfabeto se possível! Achismos, até euzinho posso ter, mas ao serem surpreendidos de forma metódica, na hora caem por terra a menos que METÓDICA e DETALHADAMENTE, eu consiga derrubar tais argumentos antiachistas!

POR FAVOR, tá? Pense nisso. ;)

E continue pesquisando, você tem artigos até interessantes, mas POR FAVOR, mais uma vez eu peço: exponha-os de forma metódica, porque talvez nem todos, eu incluso, tenham sido "iniciados", valeu?

Mete bronca, nego! :D