Gurdjieff

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terça-feira, abril 04, 2006

Ser ou não Vegetariano


O Senhor Gurdijieff não possuía opinião formada sobre o vegetarianismo. Inclusive, preparava pratos deliciosos à maneira russa ou armênia, à base de muita protéina animal. Não me consta por outro lado que os vedas condenassem o consumo de carne a priori. A alguns temperamentos e "castas" a ingestão de carne animal talvez fosse indispensável. Eu, no entanto, influenciado por "Vegetarianismo e Ocultismo" de Charles Leadbeater e por ensinamentos especiosos do budismo tibetano me senti seduzido por algum tempo pelo vegetarianismo. Não me parece que a própria Helena Petrovna Blavatsky advogasse abertamente o não-consumo de carne (sua biografia denuncia uma voluptuosa onívora) e vários mestres não o faziam. Se Cristo multiplicou os peixes e Maomé comia suas ovelhas, então por que crer que há mal intrínseco nisto? Não faziam os judeus sacríficios e ingeriam diversos animais mesmo sendo o "povo eleito".
No mês passado, cruzando os Andes, descobri na tentação da carne da Lhama e na filosofia Tiawanaco, conhecimentos pré-colombianos e incas, que ninguém deixa de ser puro ao deitar carne de animas goela abaixo. Não há povo indígena que não coma animais e não existem povos mais puros e integrados com a verdade da natureza que eles. Estava em um restaurante em La Paz morrendo de fome e pensei: por que não comer esta carne de Lhama? Provei um prato e jamais senti um sabor tão forte. Este pequeno camelídeo, embora respeitado, não tem status de Deus entre os incas.
Os três animais que representam a famosa trilogia inca, o cóndor, o puma e a serpente, não são comestíveis. O que se devora não é sagrado, pois se considera inferior. Por isto, o contato com civilizações primitivas nos confirma o que diz o Sr. Gurdijieff em seu "Belzebub's Tales to his Grandson", isto é, que os animais são seres de dois cérebros ("two brained things") e não se equiparam a nós, homens, que mesmo sendo máquinas ambulantes possuímos a possibilidade formal de desenvolvermos nossos corpos mais sutis.

2 comentários:

Anônimo disse...

pois é, Leo

muita coisa se diz sobre o vegetarianismo e alimentação em geral.
fui vegetariano por uns bons anos, mas um dia voltei a comer carne, sem o menor problema.
senti que estava ficando "tranqüilo demais", precisando de alguma coisa como uma "energia de caçador", algum "impulso de guerreiro" por causa mesmo da vida que levo no meio da civilização ocidental, em que preciso às vezes de uma "força extra" pra "correr atrás" dos objetivos.
dizem que só comer frutas, verduras e legumes crus e sementes germinadas purifica o corpo e proporciona o desenvolvimento ágil dos corpos sutis, e eu acredito mas, no meu caso, acho que cada coisa tem sua hora. se não estou satisfeito com as condições materiais da minha vida, preciso de uma energia mais potente pra lidar com as "condição material".
a grande questão é ter um bom nível de consciência de si pra saber o que fazer com essa energia "animal".
não sei estou certo ou errado. não sei se existe o certo e o errado.
mas assim percebo hoje.

saúde a todos!

Leo Frobenius disse...

É isso aí. È como se cada tipo de alimentação representasse uma modalidade de energia sutil que tem a ver com o raio humano característico. Eu quando era vegetariano emagreci de forma brutal, cheguei a ficar irreconhecível. Não combinava comigo. È um assunto a se estudar mehor, contudo. Abraço,
Leo.