Gurdjieff

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Quem é Gurdjieff?

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

A Adversidade e o Quarto Caminho

O Senhor Gurdjieff (G.) ensinava que as pontes para o "quarto caminho" eram o sofrimento e a tensão. Poderíamos simplesmente escolher um dos caminhos tradicionais (o do faquir, o monge ou o do iogue) e operar sobre nossos centros físico (como o faquir), emocional (como o monge) ou o intelectual (como o iogue) mas isto é muito difícil no mundo ocidental, no capitalismo tresloucado em que vivemos.
Havia portanto um outro caminho. Ninguém pode apontar para onde conduz. Ninguém sabe como é construído. É uma obra individual que só depende de você mesmo e sua vontade. Tudo o que sabemos é que para ingressar nesta senda é preciso ter sofrido. Cristo passou por sua paixão, foi crucificado e ressuscitou. Temos também que ser supliciados pela vida para entermos que somos "máquinas" que dormem. Temos que derspertar para o "quarto caminho".
Do sofrimento nasce a tensão e passa a operar a "Lei das Três Forças" (o princípio positivo, o negativo e o neutro, os elementos oxigênio, hidrogênio e nitrogênio da química oculta).
Da entrechoque entre os dois primeiros princípios surge algo novo. O primeiro alento do homem em direção ao caminho do miraculoso, preconizado por G. mas que tem que ser desenvolvido por você mesmo.
Seguir esta trilha não é fácil. É preciso determinação, vontade. Mas será que temos a vontade? Sabemos o que é vontade? A resposta é não. Para que a tivéssemos teríamos que ter cristalizado um corpo superior, o causal. O amo (a vontade) daria suas instruções ao cocheiro (a mente) e este conduziria o cavalo (os sentimentos e as emoções) atrelado à carruagem (os instintos do corpo físico).
Este esforço parte de uma decepção. Como diz G., se éramos materialistas, deveríamos estar decepcionados com o materialismo. Se éramos ocultistas, decepcionados com o ocultismo. Se cristãos, decepcionados com o cristianismo. Se téosofos, decepcionados com a teosofia. Necessitamos ainda de um Mestre, alguém que severamente nos indique os erros. Devemos ingressar em um grupo, onde obteríamos a chave do conhecimento oculto de Gurdjieff, o "trabalho" através da "lembrança de si mesmo". Sem lembrarmo-nos de nós mesmos continuaremos a palmilhar a terra sem jamais enxergamos nosso papel nela.

3 comentários:

Anônimo disse...

Leo,
Um bom adepto do Quarto Caminho precisa saber a diferença fundamental entre pensar sobre si e ter consciência de si. Pensar sobre si é uma atitude mental... ter consciência de si não é um gesto mental. Este está além daquela. Sem a compreensão disso, não se pode entender o que Gurdjieff quis dizer com a "Lembrança de Si".
Diogo

Luiz disse...

Caro amigo...praticamente quase tudo que se pode encontrar disponível em livros ou internet sobre tal método de desenvolvimento não passam de opiniõens...o circulo (Halka para ser mais preciso)que Gurdjieff penetrou esta vivo até hoje...o quarto caminho em si mesmo não é um método porém exista um método para se chegar a ele;o equilibrio entre tres forças que atuam dentro de nós é que nos tornam aptos a trilhar o quarto caminho...vc podera estudar e praticar dentro de uma das escolas gurdjieffianas(discordantes entre si o que prova a inexistencia de um mestre vivo) toda a sua vida e não ter dado um só passo no quarto caminho...praticamente todas as tecnicas empregadas de forma erroneas pelos gurdjeffianos são sufis...exemplo:
-a tecnica do stop-idealizada pelo grande mestre Faridudin Attar o mesmo da linguagem dos passaros,curioso mesmo é saber que até o Peter Brook idealizou uma show teatral baseado neste clássico...
-lembrança de si-uma das regras da ordem sufi naqshband fundada por Bahaudin Naqshband;mas tão importante quanto lembrar-se de si é também o esquecer-se de si ...
e ai vai meu amigo...pegar uma receita de bolo que vem sendo feita a seculos e dizer que é sua não é só plagio mas também roubo...
estas escolas falam muito em leis mais uma das principais eles mesmo desrespeitam...
TEMPO-LUGAR-PESSOAS...
nem tudo pode ser aplicado a qualquer hora em qualquer lugar e pra qualquer pessoa...
me bastou as loucuras que vi lá nos anos em que me submeti a tal treinamento...
grande abraço...
stopinski786@yahoo.com.br

Anônimo disse...

Gurdjieff era adepto do atrito... tudo era atrito para gurdjieff ... em seus acidentes automobilisticos observe que ele tira energia de onde já não se tem mais ... qdo passamos por experiências parecidas compreendemos o mestre, pois o atrito é uma forma de chegarmos neste caminho