Gurdjieff

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Quem é Gurdjieff?

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Esquerda e o Neo-Darwismo Teofóbico nos EUA


Algumas visitas aos Estados Unidos me proporcionaram a nítida convicção de que aquele país enfrenta uma contratendência “progressista” (no usual sentido conferido ao termo pelo grupo de ativistas políticos afetados por um peculiar modo de percepção da realidade que faz com que se julguem moralmente superiores a milhões de pessoas que não partilham de suas idéias). Para tais consumados finórios, todo aquele que não sucumbe ao vislumbre tentador de um futuro desenhado pelos “novos sábios” da ciência social e seus interlocutores políticos - ou então ao neo-darwinismo primário e teofóbico – é tratado como um tolo crente medieval.

A incursão destes “progressistas” não é exatamente uma novidade, já que há mais de 50 anos movimentos de ação afirmativa em questões de gênero, diversidade sexual, direitos de minorias ou liberdade de expressão para “ateus” (ou propagandistas ambiciosos e mal intencionados como um Richard Dawkins) borbulham no submundo do ambiente político americano.

A presença ostensiva desta esquerda norte-americana é a maior prova de que o brasileiro médio – e muitos latino-americanos – não se dá conta de que os EUA (ou este cancro dentro dele), longe de corporificarem o grande Leviatã imperialista do Norte são os principais instigadores e copioso manancial de argumentos capciosos contra a moral consolidada e os bons costumes. Tudo isto sob a capa de um programa esquerdista um pouco diferente do latino-americano ao repudiar nominalmente a estatolatria e propugnar que ninguém deve meter o nariz na vida privada dos outros (“poke your noise on other people’s private life”). Na prática, este anarquismo liberal é apenas uma fase de “dissolução moral” no conjunto de etapas progressivas de uma estratégia de poder.

Amostras deste tipo de “intelectual” progressista americano incluem os beatniks dos anos 70 e os brancos que nos anos 90 e 2000 erram por algumas das principais cidades americanas, pedindo esmola à guisa de afronta a um sistema de valores, rotulado de  arcaicos e, por conseguinte, menosprezado. Este simples e sublime conjunto de princípios instaurado pelos “Founding Fathers” dos EUA, na contramão de argumentos inconsistentes e capciosos, na prática encontram-se entranhados nos novos contingentes de imigrantes, originários principalmente da América Latina ou da Ásia (China).

Um único reparo pode ser feito a este quadro, em contraponto ao que se alastra mais ao sul: uma oposição determinada, sistemática e solidamente guarnecida por um aparato teórico-conceitual insiste em resistir aos ataques das minorias organizadas que através de tramas articuladas na sociedade-civil (no sentido gramsciano ou habermasiano) constroem falsos consensos e imputam ao todo social  pequenos “golpes afirmativos“ que, cumulativamente, redundam na construção do tipo de sociedade sádica marcada pela anomia, a incultura e o desregramento. A Sociedade do “Gene Egoístico”, do “selfish gene” de Richard Dawkins ou do “darwinismo social” do nacional-social-trabalhista Adolf Hitler.

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Os Artistas do Mal


Por alguns dias do mês de fevereiro decidi gozar minhas merecidas férias. Pretendia ficar bem longe de ruminações mais sérias sobre questões filosóficas ou especulações sobre a realidade social e política do mundo, a cada dia que passa fustigado com maior intensidade pelos algozes do indíviduo. Após uma enxurrada de constatações no final do ano de 2011 sobre o estado de coisas instalado pela horda de psicóticos infernais em seu labor destrutivo. Ao assistir em dezembro uma peça teatral encenada no Teatro Castro Alves, no mês de dezembro, perdi o chão. Eu acalentava até então a inocente crença de ser possível conservar-se são e, ao mesmo tempo, conviver com a imundície indissociável da estratégia que a vara esquerdopata diabólica tem ganas de implantar. Mas não foi esta a reação natural do meu organismo. Meses de concentração e foco nos estudos não esclarecem por que fui acometido da mais extrema exaustão com o bombardeio de imbelicidades, desrespeito, heresia, mofa e agressão sacrílega aos valores mais básicos da civilização em menos de uma hora de “espetáculo”.

Mas do que diabos estou reclamando? Nada mais, nada menos, de uma tentativa de adaptação de obra de um renomado autor brasileiro, Ariano Suassuna. Se a peça original primava pela filiação à forma clássica dos “autos”, a versão disforme e doentia com que nos presentearam em Salvador nada mais era que mais o vômito sádico de uma trupe de saltimbancos lúbricos que no arremedo de cultura atual somos equivocadamente levados a chamar de “artistas”. Como se arte fosse o palavrão, a desídia, o deboche oligofrênico, o impingir homossexualidade e canalhice aos padres da Igreja, caracterizados como rufiões e salafrários. A projeção "freudiana" - conceito inventado pelo criador de monstros que cavou um nome pseudo-científico a cada um dos seus demônios pessoais - levada ao paroxismo.

Somos todos vítimas destes "construtores de homens-máquina", os intelectuais de cátedra e enxada, os artistas de teatro e televisão, os jornalistas. Estes são os "hanasmussem" ou homens de cristalização invertida e pervertida que abordarei em artigos posteriores.

PS: Estarei nos EUA até o dia 24. Pretendo voltar a todo vapor em março, escrevendo sobre as artimanhas de todos os tipos e nossos temas espirituais. Até breve!