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segunda-feira, dezembro 28, 2009

Uma Técnica de Magia Sexual

A magia sexual encanta o homem ocidental. No Oriente é chamada de "Tantrismo" ou "Caminho do Diamante". Não há país que não a conheça, não a povo que não a glorifique. "Magia Sexual" é explorar o centro sexual de modo a vivificar e animar os demais centros e tornar o homem pleno, integral.
Sob várias denominações ela persiste ao longo dos séculos. Empiricamente todos os povos antigos a descobriram e mesmo um rude habitante de uma ilha inóspita do Pacífico pode descobrir a esmo alguns de seus princípios mais elementares.
A técnica básica de magia sexual consiste no seguinte, ao menos para produzir o "andrógino perfeito".
A produção do andrógino perfeito pressupõe a união de dois seres que se amam, adoram-se mutuamente. Em conjunção amorosa plena (o homem deitado de forma ereta e a mulher deitada sobre ele, ambos completamente nus e beijando-se) inicia-se o processo yogue que evoluciona em direção à penetração plena. O leito deve ser coberto por um lençol azul (os detalhes do uso do lençol são dispensados por hora) e o conúbio carnal deve ser realizado por, pelo menos, três vezes.
A resultado de três espécies de fluídos (tipicamente astrais ou do baixo astral, fluídos corpóreos oriundos dos perfumes ou do cheiro natural dos pares e os fluídos sexuais-seminais) combina-se no lençol e dá origem à forma que poderá, ou não, transformar-se no andrógino perfeito (não se trata simplesmente de um súcubo ou íncubo).
O andrógino perfeito só se manifesta vigorosamente quando o componente masculino repousa no estado intermediário entre o sono e a vigília e num tênue lapso de tempo não só vocaliza como também por gestos sensíveis (o futuro novo SER é totalmente astral) expressa sua vontade de tornar-se algo. Cabe ao mago decidir se ele deve ou não materializar-se e cumprir seus propósitos.

domingo, dezembro 20, 2009

Progressos em Magia Sexual

Todo progresso ulterior em magia sexual pressupõe o domínio absoluto do conceito de "Ágape", o verdadeiro amor. Não o confundamos com o "amor" que interpretações baratas do Novo Testamento fizeram equivaler ao "conceito 'cristão' do amor" ou algo mais amplo mas o entendamos como a conjunção direta, esplêndida e mágica do "phalus" masculino e a "vulva feminina". Não há lugar para falsos moralismos no trato de questões tão sublimes, tão afeitas aos verdadeiro iniciado que na própria India Sagrada se metamorfoseiam no culto do "Lingam". Sem progressos nesse mister não se verificam quaisquer avanços. Sem o amor genuíno entre um homem e uma mulher qualquer incursão no terreno da união mística via comunhão dos sexos é fadada ao insucesso. Porém poucos são aqueles capazes de dar a fórmula iniciática composta por instruções práticas para os primeiros passos nessa Grande Arte ou, como dizem alguns iniciados, nessse "grande arcano". Apenas o clarividente ou aquele que dotado pelo Cosmos da virtude de estabelecer comunicação direta com grandes inteligências ou o aquinhoado pelo conhecimento de técnicas milenares e arcanas que propiciem a yoga sexual - sim, a união, portanto YOGA sexual - estão aptos a falar sobre o assunto. Sim, e YOGA entre homem e mulher é algo sutil e acessível a poucos neste mundo material e denso em que os sexos apenas se vêem como instrumentos imediatos do prazer sensual.
Este é um tema delicado que pode ser proferido apenas diante de um público seleto.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Magia Sexual

Sob a denominação de "magia sexual" nós ocidentais nos acostumamos a engolir durante décadas uma grotesca mistura do que os leigos consideram "tantrismo da mão esquerda" e um amontoado de lugares comuns tirados de livros do calibre do célebre opúsculo publicado no Brasil e que para a desonra do Bispo, Intelectual e Mago de Cartago decidiram batizar de "Livro de São Cipriano".
Magia Sexual na verdade é uma forma de união com o absoluto através da carne, não a dissolução no todo universal, na "anima mundi" mas o encontro do todo através da conjunção carnal. Este é um dos grandes mistérios da vida humana que vários tentaram desvendar sem sucesso mas a chave para sua solução é mais simples e direta do que se supõe.
Se admitirmos que existem várias "yogas", várias formas de se unir ao absoluto, devemos igualmente admitir que há vários objetivos e várias maneiras de encarar a espiritualidade. O SEXO aparece então como um instrumento para o alcance de um nível superior de consciência e, por definição de SER, por estabelecer os meios práticos para a geração de um corpo mais sutil, pois sabemos que da união do princípio masculino ao feminino ou se origina o novo ser carnal ou se fabrica o corpo espiritual em escala menos densa, mais etérea. Esta é a verdadeira magia sexual.
No Ocidente Austin Osman Spare, um dos amigos de Aleister Crowley e criador da Magia do Caos exerceu importante papel no sentido de desenvolver uma abordagem original da magia sexual embora tenha sido acusado pela "besta" de ser um "irmão negro" (epíteto usualmente atribuído ao próprio Crowley).
A abordagem mais sensata e realista tanto do papel do sexo no interior da máquina humana (dividida por sua vez em centros diferentes) pode ser atribuída ao inesquecível Professor de Dança GEORGES ILLITCH GURDJIEFF que via na relação entre o homem e mulher a operação do hidrogênio 12 e a possibilidade de, através de um choque externo, ser impulsionada a criação do corpo sutil do homem. Sobre estes e outros mistérios e as técnicas para obtenção de resultados em MAGIA SEXUAL falaremos em outra ocasião.

domingo, maio 03, 2009

Israel Regardie - Magia, Viagens Astrais, Mediunidade


Do livro "The Tree of Life - An Illustrated Study in Magic" do membro da G.D. e grande mago Israel Regardie seguem intrigantes pontos de vista. Eis a tradução de alguns parágrafos, capenga e sujeita a críticas dos leitores que a podem cotejar com a edição original da Llewellyn Publications de 2007. O texto está entre as páginas 29 e 32 da obra.


" Nestas páginas espero evidenciar que a técnica da Magia está em consonância estrita com as tradições da mais alta antiguidade e que possui a sanção, explícita ou implícita, das melhores autoridades. Jâmblico, o divino Teurgista, tem muito a dizer em seus vários escritos sobre Magia, assim como Proclus e Porfírio, e mesmo a moderna literatura teosófica autorizada tem referências obscuras, mesmo que nunca explicadas e ampliadas sobre a Mágica Divina. Algumas excelentes invocações de obras gnósticas e várias recensões do Livro dos Mortos serão apresentadas até o fim deste livro e discussões baseadas nas concepções egípcias ou cabalísticas serão encontradas em outros capítulos.
Qualquer síntese sumária da Magia em uma palavra singular, "psiquismo", é claramente absurda, para dizer o mínimo. Eu conheço os teosofistas contudo, e compreendo a necessidade de antecipar suas objeções de forma clara. O mago necessita ter controle sobre sua natureza; cada elemento constituinte de seu ser deve ser desenvolvido até o ápice da perfeição. Nenhum princípio deve ser reprimido; cada um deles é um aspecto do espírito supremo e deve cumprir seu próprio propósito e natureza. Se o teurgista se engaja, por exemplo, em viagem astral - o que é objeto da maior parte das objeções teosóficas - isto se deve a três razões:
Em primeiro lugar, na assim chamada "Luz astral" ele deve perceber o exato reflexo de si mesmo em suas diversas partes e qualidades e atributos. Um exame deste reflexo tende naturalmente a uma espécie de auto-conhecimento.
Em segundo lugar,a definição de luz astral de um ponto de vista mágico é excessivamente ampla, incluindo todos os sub-planos sutis acima ou dentro do físico e é o objetivo do magista subir constantemente para os mais etéreos e lúcidos reinos do mundo espiritual. Os elementos mais grosseiros da esfera de Azoth, com suas imagens sensuais e visões opacas e obnubiladas também devem ser transcendidos e deixados para trás. Èliphas Lévy vai ainda mais adiante ao fazer para propósitos práticos não mais que duas grandes divisões no universo: o mundo físico e o mundo espiritual.
Em terceiro lugar, antes que essa porção particular do mundo invisível possa ser transcendida, deve ser conquistada e dominada em todos os seus aspectos. Todos os entes desta esfera devem se submeter ao magista, aos seus símbolos mágicos e obedecer inequivocamente à realidade de sua vontade real a qual simbolizam. Em nosso plano, em nosso reino diário de experiência ordinária, símbolos são meramente representações arbitrárias de significado interior e inteligível. São as assinaturas visíveis de uma graça metafísica ou espiritual, como se pode dizer. Na Luz Astral, contudo, estes símbolos assumem existência independente revelando sua realidade tangível e assim se tornam de máxima importância. As evocações são feitas pelo magista não por curiosidade nem para satisfazer sua sede por poder, mas com o único objetivo de trazer essas facetas ocultas de sua própria consciência para o campo de sua vontade e submetê-las a seu domínio (...)".
"Em Magia nenhuma tentativa é feita para adquirir poderes para seus próprios propósitos ou para qualquer fim nefasto. Qualquer poder adquirido deve ser instantaneamente submetido à Vontade e mantido em seu próprio lugar e perspectiva (...)"
"Por que indivíduos - particularmente alguns teosofistas - o cobiçam ou contemplam como fazem o astral e seus poderes ocultos para seu próprio deleite ou morbidade patológica isso é coisa que ultrapassa minha compreensão. No começo de sua carreira o magista é obrigado a compreender que sua única aspiração é o seu EU SUPERIOR ou seu Santo Anjo Guardião e que quaisquer faculdades obtidas devem ser atreladas a essa aspiração (...)". "(...) Uma aspiração a algo que não seja o Santo Anjo Guardião constitui em realidade e em raras exceções, um ato de magia negra o qual é deplorável ao extremo".
"Outra objeção também levantada é a de que a Magia pode levar à mediunidade. Esta também é uma censura errônea para um grande número de pessoas. Foi corretamente observado que ambos, o mago e o médium, cultivam o transe. Mas aí o acuro da observação cessa, pois nos respectivos estados de consciência está toda a diferença no mundo. Como se diz popularmente é num piscar de olhos que a diferença entre o gênio e o louco é revelada. A real distinção é que num caso a balança da gravidade está acima do centro normal de consciência. No último caso abaixo e a consciência que desperta se tornou invadida por uma horda descontrolada de impulsos inconscientes. A mesma idéia se aplica mais fortemente à comparação entre o médium e o magista. O médium cultiva um transe passivo e negativo que desloca seu centro de consciência para baixo, para o que chamamos NEPHESH. O magista, por outro lado, está intensamente ativo de um ponto de vista mental e espiritual, simultaneamente e também se mantém em um transe noético, mas mantendo os processos do raciocínio sob controle. Seu método é subir acima deles, abrindo a si próprio aos raios telésticos do seu Ser Superior ao invés de descer ao acaso ao lodo de nephesh.
Esta constitui a única diferença. O cultivo da Vontade Mágica e a conseqüente exaltação da alma é a técnica da magia. O transe espiritualista não é nada mais, nada menos, que uma descida não usual na inércia e na consciência animal. Abdica-se de toda a humanidade e divindade no transe passivo e negativo em prol da vida animal e da obsessão demoníaca. Ao abrir mão do ego individual, toma lugar no magista a consciência noética espiritual, não o torpor da vida instintiva e vegetativa. “A Magia não tem então qualquer associação sob qualquer ponto de vista com a mediunidade”.

sexta-feira, junho 08, 2007

Franz Hartmann e os Elementais Internos

Em uma interessante passagem de sua "Magia Branca e Magia Negra ou "A Ciência da Vida Finita e Infinita", o mago, teósofo e estudioso Franz Hartmann comenta com propriedade a possibilidade de vivificação de nossos elementais internos que se convertem em diabretes a perseguir-nos. Vejamos bem:

"A ciência da vida consiste em submeter o inferior e elevar o superior. A primeira lução que nos ensina é a libertação do anor excessivo ao nosso eu pessoal, anjo primeiro do mal (...). Essa personalidade inferior é irreal, compõe-se de muitos eus ilusórios, cada qual com suas reinvidicações particulares. Essas dmandas crescem mais e mais à medida que tentamos satisfazê-las. São as forçãs semi-intelectualizadas da alma que a fragmentariam em pedaços se lhes fosse permitido crescer ainda mais, e que precisam ser subjugadas pelo do Mestre real: o Eu superior ou Deus".
Esses "eus" são os eus elementais de que tanto fala a literatura oculta. Não são criações imaginárias, mas forças vivas que podem ser percebidas por todo aquele que munir-se do poder de olhar para dentro de sua própria alma. Cada uma dessas forças corresponde a um desejo animal, e se permitirmos que cresçam, tomam a forma do ser que corresponde à sua natureza. Inicialmente são pequenas e obscuras, mas à medida que o desejo que lhes corresponde vai sendo saciado, tornam-se cada vez mais densas dentro da alma e, nutridas pela vontade, ganham força descomunal quando nossos desejos se convertem em paixões. Os Elementais mennores são tragados pelos maiores; os desejos pequenos são absorvidos pelos mais fortes; até que uma única Paixão-mestra, um poderoso elemental, permanece. Trata-se do temido MORADOR DO UMBRAL, que guarda os jardins do paraíso da alma. Têm sido descritos na forma de serpentes, tigres, porcos e lobos famintos, mas como são amiúde o resultado da mistura de elementos humanos e animais, muitas vezes não exibem formas puramente animais. Freqüentemente apresentam-se como bestas com cabeças humanas ou homens com membros animais. Suas forma variam ao infinito, pois existe uma enorme variedade de combinações entre luxúria, avareza, ganância, amor sensual, ambição, covardia, medo, terror, ódio, orgulho, vaidade, autopresunção, estupidez, volúpia, egoísmo, ciúme, inveja, arrogância, hipocrisia, astúcia, sofisma, imbecilidade, superstição, etc.
Esses elementais vivem no reino da alma do homem e, enquanto ele viver, fortalecem-se e engordam, pois vivem do princípio vital dele e nutrem-se dos pensamentos que emite. Podem inclusive manifestar-se objetivamente para ele, se durante um acesso de medo ou em consequencia de alguma doença, lograrem sair de sua esfera. Não pode ser eliminados por cerimônias religiosas, nem exorcizados por clérigos; só podem ser destruídos pelo poder da vontade espiritual do homem divino, que os aniquila como a luz elimna as trevas ou um raio rasga as nuvens.
Somente os que despertam para a consciência divina espiritual possuem esse tipo de vontade, da qual os não regenerados nada sabem. Mas aqueles que ainda não estão assim avançados podem imputar morte lenta a esses elementais, retirando deles o alimento de que necessitam, simplesmente não desejando ou recusando-se a desfrutar sua companhia e não consentindo voluntariamente na sua existência. Então eles começarão a minguar, definhar, adoecer, morrer e apodrecer como ocorre com um membro amputado do corpo. Uma linha de demarcaçaõ formar-se-á no corpo-alma do homem; pode haver 'inflamações' e sofrimento num processo semelhante ao que ocorre quando uma parte do corpo gangrenada é extirpada. Por fim, a carcaça putrefata do Elemental se dissolve e apodrece".

terça-feira, setembro 05, 2006

Clarividência e Clariaudiência Atlantes - Os Riscos de Kundalini

Antes de se falar do desenvolvimento das faculdades de clarividência e claridiaudiência, além da outra enorme gama de dons que agraciavam os atlantes, é indispensável recorrer a alguns conceitos esotéricos e teósoficos que nos ajudam a compreender a verdadeira história da Atlântida e os processos internos de “despertar do kundalini” que ativaram no mais alto grau os chacras daqueles seres. Foram eles, os Atlantes, que descobriram as propriedades intrínsecas do chamado “duplo etérico” do homem, o kundalini e seus canais (o sushuma, ida e pingala), técnicas para fazê-lo subir e suas diversas implicações negativas ou positivas. Infelizmente, com a já mencionada vulgarização excessiva dos ritos iniciáticos, indivíduos com baixa estatura moral apropriaram-se destas técnicas, transformando-se nos temíveis e bestiais magos negros que faziam encantamentos mortais com a energia emitida pelo lado escuro da lua.
Para o eminente – embora algumas vezes equivocado teósofo, Charles Leadbeater, palavra sânscrita chackra significa roda, uma série de vórtices semelhantes a rodas que existem na superfície do duplo etérico do homem. Como ele próprio define:
"Os chackras, ou centros de força, são pontos de conexão ou enlace pelos quais flui a energia de um a outro veículo ou corpo do homem. Quem quer que possua um ligeiro grau de clarividência, pode vê-los facilmente no duplo etérico, em cuja superfície aparecem sob a forma de depressões, semelhantes a pratinhos ou vórtices. Quando já totalmente desenvolvidos, assemelham-se a círculos de uns cinco centímetros de diâmetro, que brilham mortiçamente no homem vulgar, mas que ao se excitarem vividamente, aumentam de tamanho e se vêem como refugentes e coruscantes torvelinhos à maneira de diminutos sóis. Às vezes falamos destes centros como se toscamente correspondesse com determinados órgãos físicos, mas em realidade estão na superfície do duplo etérico, que se projeta mais além do corpo denso".
"Todas estas rodas giram incessantemente, e pelo cubo ou boca aberta de cada uma delas flui continuamente a energia do mundo superior, a manifestação da corrente vital dimanante do Segundo Aspecto do Logos Solar, a que chamamos energia primária, de natureza sétupla, cujas modalidades in totum agem sobre cada chackra, ainda que com particular predomínio de uma delas segundo o chacka. Sem esse influxo de energia, não existiria o corpo físico.
Portanto, os centros ou chackras atuam em todo o ser humano, ainda que nas pessoas pouco evoluídas é tardo o seu movimento, o estritamente necessário para formar vórtice adequado ao influxo de energia. No homem bastante evoluído refulgem e palpitam com vívida luz, de maneira que por eles passa uma quantidade muitíssimo maior de energia, e o indivíduo obtém como resultado o acréscimo de suas potências e faculdades".
Mas o que é o duplo etérico? Para os Hindus, é “(...) Prânamayakosha, ou véiculo do Prâna; em alemão é Doppelganger. Depois da morte, separado do corpo físico denso, é a ‘alma do outro mundo’, o ‘fantasma’, a ‘aparição’ ou o ‘espectro dos cemitérios’. Em Raja Yoga, o duplo etérico e corpo denso unidos são chamados o Sthûlopâdhi, isto é, o Upâdhi inferior do Atma” (POWELL, Major Arthur E. O duplo etérico. São Paulo: Ed. Pensamento.)
O duplo etérico é a reprodução exata da forma densa, ultrapassando a epiderme de cerca de uma polega, ainda que a aura da saúde ultrapasse várias polegadas. Ao mesmo tempo em que o homem purifica o corpo denso, purifica também o seu duplo etérico, pois este é sua contraparte. Não entraremos aqui na discussão da composição deste “duplo”, mas esquematicamente pode-se considera-lo como se segue:
Química Oculta
Física
Exemplo
E1 Atômico
Eletrônico
Electron
E2 Subatômico
Núcleo Positivo
Partícula Alfa (mesons e elétrons)
E3 Superetérico
Núcleo Neutralizado
Nêutron
E4 Etérico
Atômico
N. Nascente
H. Atômico
Gasoso
Gás Molecular, etc
H2, N2 ou compostos gasosos
Suas funções principais são: a) absorver o Prâna ou a Vitalidade, enviando-o a todas as regiões do corpo físico; b) operar como intermediário ou ponte entre o corpo físico e o corpo astral, transmitindo a este a consciência dos contatos sensoriais físicos e, outrossim, permitindo a descida ao cérebro físico e ao sistema nervoso da consciência dos níveis astrais e dos superiores ao astral”.
Nesse sentido, como já discutido nos tópicos anteriores, os ocultistas sabem que existem pelo menos três forças independentes e distintas, emanadas do Sol, que chegam ao nosso planeta”, ou seja:
1 – Fohat ou Eletricidade (na verdade, englobando todas as forças conhecidas, como magnetismo e também a energia nuclear forte e fraca);
2 – Prâna ou Vitalidade
3 – Kundalini ou Fogo Serpentino.
Sem o Prâna, o corpo seria um agregado de moléculas independentes. “Prâna reúne e as associa num todo único e complexo, percorrendo as ramificações e malhas da tela vital, cintilante e dourada, de finura inconcebível, beleza delicada, constituída por um só fio de matéria búdica, por um prolongamento do Sutratma e nas malhas do qual vêm se justapor os átomos mais grosseiros. (...) A associação do Prâna astral e do Prâna Físico cria a matéria nervosa, que é fundamentalmente, a célula, e fonfere a faculdade de sentir o prazer o sentimento” (POWELL).
Do ponto de vista do homem, quiçá o mais importante aspecto seja a kundalini, o fogo ou serpente serpentina, que habita o chakra da base da coluna vertebral. Estas forças difundidas através dos chackras se mostram essenciais à vida do duplo etérico. Por isso, todos os indivíduos possuem esses centros de força, embora o grau de seu desenvolvimento varie muito em cada indivíduo. Quando não muito desenvolvidos, são foscos e as partículas etéricas lentas, formando um vórtice apenas suficiente para a manifestação da força e nada mais. Por outro lado, nos indivíduos mais adiantados, fulguram palpitam fortemente, brilhando como pequenos sóis. Neste caso, sua dimensão varia de 5 a 15 centímetros, segundo o Major Powell. No caso dos recém-nascidos são círculos minúsculos do tamanho de uma moeda comum,pequenos discos que mal se movem e escassamente brilham”.
“Os chackas etéricos têm duas funções distintas: uma, absorver e distribuir o “prâna” no corpo etérico, e daí ao corpo físico, para manter a vida deste. A segunda função consiste em trazer à consciência física a qualidade inerente ao centro astral correspondente.”
“Quando os centros etéricos estão completamente desenvolvidos, o cérebro conserva a recordação integral das experiência astrais”. (POWELL, 2005).
Suas principais características são:
- Centro esplênico, brilhante e de cor solar. No centro astral, vitaliza o corpo astral permitindo-o viajar conscientemente neste corpo. No Centro etérico: vitaliza o copor físico e permite viagens astrais.
- Centro da Base espinhal: no centro astral é a sede de Kundalini e no central. Sua cor é alarajanda-vermelha ígnea.
- Centro umbilical: verde. Sentimento sensibilidade. No centro etérico, sensibilidade às influencias astrais.
- Centro Cardíaco: Ouro brilhante. No centro astral, compreensão das vibrações astrais, consciência dos sentimentos dos outros.
- Centro Laríngeo: Sua cor tem muito de azul, mas o efeito geral é prateado brilhante, um pouco da claridade lunar caindo sobre as águas ondulante.No centro austral, ouvido, no centro etérico, audição etérica e astral.
- Centro dos supercílos: No centro Astral Vista, no Etérico, clarividência, Amplificação. Aparência metade rósea, com muito de amarelo.
- Centro situado no alto da cabeça: diferente dos outros. “Os livros hindus o chama o lótus de mil pétalas, embora o número exato de força primária seja 960. além disso, possui uma espécie de vórtice secundário, ou atividade menor, com doze ondulações próprias. O despertar co centro astral correspondente é o coroamento da vida astral, pois confere ao homem a plenitude de suas faculdades.
LEADBEATER, CHARLES W. Os chackras - os centros magnéticos vitais do ser humano. São Paulo. Ed. Pensamento, 2004.
POWELL, Major Arthur E. O duplo etérico. São Paulo: Ed. Pensamento, 2003.