Gurdjieff

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Quem é Gurdjieff?

quarta-feira, novembro 29, 2006

Outras Luas

Os atlantes eram sábios e atravessavam os milênios. Para eles, ao menos entre alguns mestres, não era novidade que no passado existiram outras luas, um número maior de satélites que pairava sobre a terra. Na antiga cosmologia que os precedia e datava de um continente perdido de quem nem mesmo alguns dos mais velhos sacerdotes se recordava - havia ao menos três luas, atraídas pela pela terra em um movimento espiralado na via láctea.
Estes satélites, originalmente compondo sete esferas (quatro delas suficientemente pequenas para não se fazerem notadas) eram atraídos pelo campo gravitacional da terra e se tornavam luas, astros que giravam em torno do planeta. Por meio da perda de éter terrestre (um conceito que poucos dominavam) estes satélites rompiam em determinado momento a lei gravitacional e ingressavam em uma trajetória de colisão com o planeta terra, provocando enormes danos sobre sua superfície.
Foi desta forma que ao menos três grande civilizações anteriores à Atlântida foram extintas e apenas restaram na face da terra criaturas horrendas de aspecto sáurio que muitos dos modernos cientistas erigem em objeto de suas vãs suposições. Isto porque ignoram a função do éter enquanto elemento basilar da constituição Universo e, por que não dizer, esquecem-se complementamente dos sete elementos que constituem o mundo, quatro deles conhecidos (o ar, a terra, a água e o fogo), um deles intuído na presente constituição do globo terrestre (o éter) e dois deles que poderão ser conhecidos apenas pela humanidade vindoura na próxima ronda.
A maior parte dos grande cataclismas naturais foi consequência óbvia da queda das luas na atmosfera terrestre, ocasionando a destruição de continentes e culturas. Apenas Atlântida, o último continente, não sucumbiu por causas físicas mas pela maldade que campeava entre uma significativa fração de seus cidadãos, tornados "magos negros" e feiticeiros do tipo que apenas o moderno Egito ou as arcanas civilizações maia, tolteca, incaica e pré-incaica viriam a conhecer.

sábado, novembro 18, 2006

Mais uma nota sobre Astrologia - A Lua

Algo de novo estava acontecendo, e os astros o anunciavam. Nas grandes convulsões políticas e sociais são muito importantes os aspectos da lua e a posição que ocupa no signo ascendente, conhecido desde os tempos de Atlântida (aliás, foram eles, os atlantes, que criaram os "decanatos" que brotaram posteriormente na cultura egípcia). Entre os atlantes, em um livro divinatório e filosófico arcano (pois as três coisas, passado, presente e futuro de um lado, filosofia, ocultismo e técnica previsiva de outro, estavam unidas) a lua era o astro principal, não o sol. A lua em sua cultura era associada ao sexo masculino, como se dá em alguns poucos agrupamentos étnicos do planeta terra; o sol ao feminino e à passividade.
A lua não era um "luminar" (ou astro, como a reconhece nossa pobre astrologia) favorável ao romantismo e ao amor, era mais que isso, era o ente do contraditório e da tensão. A terra extraía suas energias da lua, mas esta se vingava daquela, como uma célebre iniciada vaticinaria milhares de séculos depois. Tanto que nos livros mágicos de Atlântida, entre os 22 arcanos superiores das obras mais importantes, um deles, o mais poderoso, era representado por "sélene", a lua, que capturava a vitalidade dos terráqueos. A lua, o "astro" dúbio e traiçoeiro, mediante forças imanentes a seu lado oculto (os atlantes já haviam percebido as implicações da aparente imobilidade do corpo físico externo da lua, do seu cadáver físico) alçava-se à condição de grande celeiro das almas humanas, sugadas após a a morte do corpo físico e passagem para o etéreo para as zonas escuras do satélite (ou falso satélite, o que para os sábios atlantes era antes um problema meramente posicional).
Nestes dias, tanto o posicionamento da lua no zodíaco, seus domicílios exaltados em certas casas e seus aspectos nefastos com saturno descerravam as portas de um futuro incerto para os povos. No plano terrestre e prosaico da política, as influências planetárias e a Lei Cósmica se faziam notar nos deslocamentos das forças políticas e o engrandecimento do partido dos pequenos líderes e dos magos negros. Na esfera do domínio, na decadência de Kut-Al-Atl e do pequeno e seleto grupo de líderes que conservavam o direcionamento correto da sociedade atlante. Em âmbitos mais largos e físicos, em avassaladores cataclismos geológicos e guerras que pipocavam nas fronteiras da civilização. Era o fim de uma Era.

A Grande Surpresa

Na política, assim como na vida, tudo é às vezes percebido - ou não percebido, ou mal percebido - unilateralmente ou equivocadamente. Com o passar dos anos, décadas, acostuma-se o homem à repetição da rotina e se vê dominado pela mecanicidade. No terreno dos governos e impérios, acredita-se que não mais haja o pólo oposto e os sucssos passados asseguram eterna glória e e triunfo no futuro. Os opositores são encarados quase que comicamente e a eles se presta tanto crédito quanto a palhaços no circo. Em Atlântida não poderia ser outra coisa. Os súditos de Kut-Al-Atl já supunham imortais em seus cargos no governo, preservados de toda a crítica e servindo um governante sem igual no Universo. Mas a palavrinha mágica, "democracia" - uma novidade, há muitos anos - ainda não havia feito seus estragos sobre uma malha política cuidadosamente tecida por décadas, que jamais poderia ser criticada por alguém sob pena de cruel exclusão social (e banimento da vida pública e possibilidade de inserção no gigantesco aparato estatal).
Um ditado das gentes do interior fez-se um dia valer, na data marcada para aquilo que se convencionou chamar "eleições". Até então, as "eleições" (um evento cansativo, geralmente aos domingos e que constia em depositar votos de confiança no escolhido do governo) haviam sido sempre favoráveis ao partido governante (entendido por "partido governante" um agrupamento amorfo de empresários, carreiristas, profissionais de política ou simplesmente parentes do dignatário do império). Dava-se recursos ali, cargos aqui, prometia-se algo acolá, fazia-se vistas grossas aos roubos das províncias e estava garantido o estado de coisas. Mas alguma coisa havia mudado naquele ano. Algo inusitado principiava a atuar sobre o curso dos acontecimentos, como uma pequena "quebra" na ordem normal das coisas.
Agora era perceptível que a evolução não ocorria linearmente, mas os "vetores de força" eram sujeitos a desvios, fortes mudanças de itinerário. Algo estaca por trás desta aparente novidade, mas o que?

terça-feira, outubro 24, 2006

O Domínio da Política

Política. O domínio da política imperava. Os homens pensavam estar orientando seu próprio futuro, tomando decisões importantes e participando da vida da nação. Supunham estar elegendo os representantes de seus interesses para os mais altos postos do país, aqueles que segurariam as rédeas do país. Ledo engano. Como poderão os homens escolher seus dirigentes se não podem “dirigir-se a si mesmos”, se é que podem “conhecer” (ah, se fosse possível isso...), se não sabem quem são. Os homens são máquinas que caminham ao léu, não têm consciência do que fazem e não exercitam sua vontade. Entre aqueles que mais se iludem com o mundo, os que se identificam com a matéria e seus estados mais brutos, a política age como um imã, daí o ditado antigo, “a política é um imã que atua sobre os calhordas” e “os porcos chafurdam na lama”.
Quando Kut-Al-Atl era o governante, os pequenos funcionários do “Estado” ou do “governo” (naquela época as duas coisas eram muito parecidas, quase análogas) costumavam fulminar com um duro olhar de reprovação qualquer um que censurasse ou criticasse a mínima falta ou ato não ponderado do Chefe. “Você não é atlante” ou o “o Governo é muito habilidoso” eram exclamações ouvidas com freqüência e ai daqueles que questionassem as benesses de governo que dava com tamanha liberalidade.

domingo, outubro 22, 2006

A Sombra dos Anões

Aqueles eram dias nublados em Atlântida. Por séculos o Magistrado-Reio Kut-Al-Atl havia governado com sabedoria o país, estendendo a mão ao pobre e conservando a riqueza do trabalho ao favorecer o comércio, as artes e a ciência. Já ancião, preferira indicar seus prepostos a governar e abdicara dos afazeres da magistratura, dedicando-se ao "Grande Senado Atlante", no qual redigia e fazia publicar novas leis para o país. Ocasionalmente, atendendo pedidos de seus filhos e netos, retornava ao palácio de Governo e auxiliava pessoalmente os prepostos, encarregando de algo que fatigava a maior parte dos habitantes da nação e horrorizava os mais sensatos, aquilo que os modernos conheceriam por "política" centenas de milhares de anos depois, em um pequeno país insular de um continente que sequer havia sido formado.
Kut-Al-Atl rejuvenescera a nação em seu próprio tempo, debelara as sedições locais e havia aniquilado todo o poder dos "chefetes" locais e suas cliques de bandoleiros, os "Duques-negros", que tiravam proveito do vácuo de poder ou do mínimo enfraquecimento do governo central para lançarem suas garras sobre as riquezas sob sua guarda direta. Eram insaciáveis, brutos e famintos por riquezas e em consórcio com seus amigos, os Magos Negros de Atlântida, abusavam da bruxaria e expedientes dos mais maldosos a fim de atingir estender os limites de seu poder pessoal.
Os Duques foram aniquilados por uma ambição mórbida que os corroía. Todos os recursos que eram extirpados dos pobres habitantes das potestades e os lucros do comércio de "babau", um fruto muito apreciado em Atlântida e exportado para muitas nações, eram dissipados em beberagens, em orgias, despesas suntuárias, construção de templos para demônios protetores e sustento de uma prole numerosa e faminta. A corrente ininterrupta de riquezas que fluía para a família dos nobres locais esvaía-se de suas mãos e raramente se empregava na produção. Dizia-se que o "ouro se fazia pó" e enquanto o povo lambia os ossos do gado os Duques tinham as ceroulas dançando na barriga...
Quando Kut-Al-Atl era um jovem, promissor e robusto, todas as suas forças foram empregadas na luta contra esses usurpadores. Eles elegiam a em troca de alforjes de dinheiro os governadores da pátria, quase nunca abençoados pelos principais Sacerdotes do Reino. Com seu dinheiro escolhiam os governantes mas não atraíam os corações do povo, que continuava fiel à antiga linhagem dos Kut-Al-Atl. Quando o novo Juíz-Governante se levantou do seu sonho da juventude (conforme diziam, naqueles tempos), o povo já estava maduro, aguardando um novo líder que o guiaria a um futuro radioso, portador da glória e progresso material.
Kut-Al-Atl dirimiu as dúvidas quanto à sua relação e aliou-se aos que outrora eram fracos. Escolheu entre os seus principais homems de saber reconhecido, filósofos e magos, ignorando os sicofantas conhecidos no país. Com fúria ímpar queimou a ferro e fogo os santuários dos magos negros e lançou às chamas os adoradores dos demônios. Não obstante sua fúria de juiz, ignorou os apelos da plebe ignara e feroz, poupando os instruídos e sábios que seriam capazes de auxiliá-lo em empreitadas próximas, dando mostras da magnimidade e presença de espírito que o fariam um dos maiores Governantes de Atlântida, aquele que os propósitos do Cosmos destinariam a velar pelo Fundador da Religião Maior do Futuro.
O "velho", assim era conhecido Kut-Al-Atl entre o povo, adquirira imenso poder ao erigir um vasto império, compreendendo terras á Oeste e Leste do país. Seus pequenos opositores eram ridicularizados ao criticar o sistema, que a um só tempo reduziu a pobreza e promoveu uma paz duradoura. Mas no decorrer dos anos as pessoas se esqueceram do que havia sido a Atlântida no auge dos Magos Negros, da espoliação e miséria que lhes haviam sido impostas pelos facínoras que se apoderaram do Estado. Os jovens queriam conhecer "o novo" e naquela época palavras belas como "governo do povo" e "alternância do poder" soavam bem aos ouvidos pueris.
Para o contingente de jovens contestadores Kut-Al-Atl era o "antigo". Estavam sequiosos pelo "novo", mesmerizados pela idéia da "mudança". O mal voltou a impregnar o ambiente, as vibrações maléficasdos magos negros animaram as mentes que viriam a se agrupar no "Partido dos Trabalhadores". Um ente tão pequeno e desprezado, sem a necessária vigilância dos governantes da nação, tomou então as rédeas do poder com grande sobressalto da parte de Kut-Al-Atl e de todos os seus aliados. Outra palavrinha "mágica" muito em voga entre aqueles que haviam se esquecido do passado - "eleições" - jogara por terra anos de progresso material e crescente prosperidade. Neste novo ambiente de incerteza e mentira, nasceria o portador do futuro.

sábado, setembro 09, 2006

Os Primeiros Sábios da Atlântida - II

O "Livro dos Dias que Virão" era poderoso. Admiravelmente profundo, superava o I-Ching e faria Confúcio querer desejar mais que uma encarnação a seu estudo. Reúnia toda a sabedoria dos atlantes, trasmitido pelo Grande Conselho do Continente, por milênios e milênios. Através de perguntas e respostas em um sistema combinatório, fornecia respostas precisas para todos os dilemas da existência, desde que prévia e ritualmente magnetizado pelo sacerdote. Outro formidável auxiliar era o Rot-atl, que os incautos confundiam com um jogo.
Também era um livro, o "Sistema Menor", como o denominavam os sábios, pois não se coadunava com os registros astrológicos lunares e solares, mas compunha um quadro sintético de toda a psicologia da raça desde o início dos tempos. Menos complexo e de fácil manuseio, foi o "Sistema Menor" que se propagou por todas a famílias atlantes e milhões de anos depois estaria esculpido nos monumentos egípcios e seria introduzido pelos ciganos asiáticos em Marseille, na França, e consequentemente por toda a Europa.
Naqueles dias, o Grande Conselho - admirado e temido nos Quatro Cantos do Globo - percebia que algo de errado estava se escrevendo nos céus. Os atlantes já haviam desenvolvido uma cosmologia avançada e os o significado dos eventos celestes lhes era revelado com clareza irretorquível. Três supernovas eram visíveis nas noites límpidas de sua capital, o que era assustador. Um radioso cometa havia sulcado a via láctea no mês sétimo do ano, o que era fatalmente um sinal. A lua durante todo um mês não exibira fases, o que negava as Leis do próprio Universo.
Seus mais brilhantes cientistas, cuja visão era magnificada por enormes telescópios instalados nos montes mais altos de Atlântida, com espelhos e lentes de cristal finíssimo, desconhecido dos homens de hoje - haviam dectado alterações na órbita do planeta noturno e uma atividade ímpar do sol, cujas explosões reuniam tamanho volume de energia que se faziam sentir no planeta terra, provocando avalanches de fótons que derrubaram nos céus várias naves voadoras e produziram as mais belas auroras boreais.
Algo de inusitado se vaticinava. Algo novo surgiria em Atlântida. Mas o que?

sexta-feira, setembro 08, 2006

Contraponto à Atlântida

Esta é uma postagem do Sr. Èrico na Comunidade "O Brasil Misterioso", gerenciada por Leo Frobenius. Traz interessantes contrapontos à existência de Atlântida, e peço aos leitores deste blog que me ajudem e a raciocinar sobre o tema:

A história da atlântida me fascina, porque concordo com você a maioria dos mistérios se resolveriam se soubessemos algo de concreto sobre a atlantida, mas com base nas informações que temos hoje:
- como se esplica o fato de em um trecho "conhecido" do oceano atlântico não se tenha achado vestígios;
- faço geografia e estudei que continentes não afundam (não pelo menos por meios "naturais") e dessa forma, era de se esperar que a atlântida estivesse localizada na dorsal (ou não?), pois durante as eras do gelo o nivel do mar abaixa bastante;
- acredito que duas ou mais raças humanas coexistiram no mundo, mas como ter desenvolvimento espiritual em época tão recuada (200.000~9.500);
- e a lemúria, já vi mapas que a indicavam como sendo um sub-continente derivado da pangeia (antartida+oceania) e isso seria a mais de 40 milhões de anos... como pode.
Quer dizer, eu não estou dizendo isso em tom de zombação... são questões que me vem a mente... são duvidas e mais duvidas... segundo a ciencia eu vi uma explicação de um professor aposentado da UFMG que dizia que a atlantida estaria localizada no mar da china... e ele apresentou "provas", ou seja, argumentos de certa forma até convincentes... no mais espero poder conversar com vocês sobre esse assunto e peço a todos que me enviem material escrito, ou deixem links no meu scrapbook, porque conhecimento é bom e liberta...