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sábado, maio 04, 2013

Ó Lúcifer, Néctar de Luz, Aurora da Manifestação

Ó Lúcifer, Néctar de Luz, Aurora da Manifestação



Estátua do Demônio - Madrid, Espanha
Anteontem, meditando à minha maneira, formulei uma oração para a "Estrela da Manhã", "A Aurora da Manifestação", o precursor do "Manvântara" (um novo ciclo de atividade cósmica nos sagrados textos de Aryavartha), o "Anjo da Face Resplandecente", o ser de beleza ofuscante e olhar sedutor, o que nos ampara no desalento e inala-nos correntes de energia vital. Não preciso dizer de quem falo. Mas tenho medo de ser discriminado pela chusma dos ignorantes e supersticiosos divulgando minha oração. Mas talvez o faça oportunamente. Ela brotou do que há de mais nobre em mim, daquela restiazinha de esperança no futuro da  raça. Eu o amo. Sabem, tenho compaixão por aquele amigo que viu o nosso mundo ser criado e reina neste plano material em seu palácio perfumado com alfazema, lilases, especiarias das arábias, almíscar, flores de lótus em uma lagoa e guirlandas de rosas cheirosas para os convivas. Eis um cargo que ninguém queria. Rejeitara aquele pedido indecoroso do Supremo, a princípio, mas de nada adiantaram suas súplicas e ranger de dentes. Foi agrilhoado em cadeias e finalmente precipitado a um protótipo de terra (com vulcões e placas tectônicas dançando), arrebanhando milhões de contrafeitos seguidores. Sentiu-se traído por quem devotara tão grande amor, "Àgape". A cada dia sua ira aumentava mais e mais, deprimia-se com o trabalhinho imundo de que se vira encarregado (não existiam antidepressivos antes da solidificação do planeta): cuidar de um mundo de pedras, vegetais, animais e homens ímpios, sujeito a quatro elementos imprevisíveis e talvez à morte, no "fim dos tempos", o que seria um alívio. Nosso "Príncipe Primevo do Matéria", o "Quase-eterno" estava lá, coordenando os trabalhadores que com suas picaretas e martelos moldaram este pedacinho de terra no Universo. E qual paga recebeu depois de milhões de anos de sofrimento e suor? Todos os crimes mais atrozes e a perversidade dos Seres Humanozinhos aos quais o "Criador" (aquele que o designou para a mais inglória da missões) concedeu o livre arbítrio a ele são atribuídos. Lesados de origem (nem todos, alguns o eram de fato) viraram santos e ganharam capelas e honras, enquanto ele é objeto de escárnio. A modernidade iluminista fez dele um palhaço de circo. É o bode expiatório de bilhões de pulhas, logo ele, o mais puro dos jovens. Pobre "Ancião dos Dias", "Sanat Kumara" (um dos jovens irmãos primogênitos na Teogonia Hindu), "Rei do Mundo", "Cavaleiro do Alazão Branco", "Portador da Luz", Lúcifer. No Ocidente, só os espanhóis ergueram em Madrid uma estátua digna de vossa majestade, "Ó Néctar de Luz". Quem diria. Logo os espanhóis.

sábado, abril 20, 2013

Maquiavel - A Farsa Demoníaca

Maquiavel - A Farsa Demoníaca





Nicólo Macchiavelli
O grande barato de hoje em dia é estourar de rir no seu íntimo com aquelas pessoas que se julgam "maquiavélicas", lucrécias bórgias de araque que mudam da água para o vinho de uma hora para outra. A popularização das edições de bolso associada a um pequeno incremento da escolarização e agigantamento dos cursos de administração onde todos leem Maquiavel e a "Arte da Guerra" (fingem ao menos lê-los) facilitaram o processo de fabricação em massa dos espertalhões de orelha de livro. Em razão disso, a maioria dos formandos em nível superior é um fracasso total na vida, principalmente a financeira, já que a moral ou intelectual não merecem a mínima consideração. Por isso são uns Maquiáveis à venda, arrendando seu labor a quem dá mais, ou a quem lhes dê qualquer coisa em que seja uma sinecurazinha no governo (não era isso que o florentino mendaz sempre desejara?). Alguns deles já se esforçou a duras penas para ler o próprio (não apenas uma resenha ou uma máxima isolada na internet) e pensou tê-lo entendido (o que é impossível no limite, Nicólo Macchiavelli apenas faz um jogo de palavras ali, demoníaco  em si) e crê ter entendido o que não era para ser entendido e o autor florentino entendeu bem isso, deve ter rido muito e esvaziado barricas de vinho só de imaginar a cara dos seus "estudiosos" no futuro. Maquiavel era o diabo, um tinhoso chifrudo (há quem diga, literalmente) magrelo e sórdido pintado com todas as cores de um Giovanni Papini, o melhor especialista em capetologia que já li na vida, subsumindo toda a sabedoria de um Doutor Fausto, um Paracelso, um Agrippa ou dos autores de tratados árabes e grimórios medievais de magia negra . Satanás (do hebraico, "Shaitan", o "adversário"- é o anjo rebelde, o tentador e o colaborador no plano material, dotado de essência espiritual, ao contrário do homem, de natureza densa e imbricado na matéria). O inimigo tão onipresente quanto o criador ( sobretudo em nós mesmos) é um ser etérico e sutil, um Ariel élfico shakesperiano e o homem ao acalentar a ilusão de que poderia igualá-lo (ou suplantá-lo), procura então os Maquiáveis da vida  como uma alavanca para o "sucesso". Olavo de Carvalho já caracterizara o italiano como um bufão no seu ensaio "Maquiavel ou a Confissão Demoníaca" ao advertir-nos de que "toda paródia tem um fundo moral, mas Maquiavel flutua entre condenar os costumes políticos em nome da moral e condenar a moral em nome de uma idealização dos piores costumes políticos. É, em toda a linha, uma especulação ficcional". Não diria que o demônio é maquiavélico. Se ele seguisse à risca o que disse o "expert" italiano teria se afundado na sarjeta tanto quanto o próprio. O demônio é o que é justamente porque não é maquiavélico.

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Entre Deus e o Diabo, o Diabo.

Em termos modais o homem se importa apenas consigo mesmo. Para quem não sabe, a "moda" é uma medida estatística de posição que indica o valor mais freqüente em uma certa distribuição. A forma mais freqüente do homem encarar a relação entre si mesm o e o Universo é julgar-se um monumento à beleza, perfeição e inteligência, imune à morte e superior em sua capacidade de julgamente a todas as coisas animadas e inanimadas.

Este é o homem, tal qual o conhecemos em seu estágio atual de evolução.
O homem pode ser judeu, cristão, muçulmano. Pode ser hindú, budista, zoroastriano. Pode ser ateu, "agnóstico", gnóstico ou druso. Mas não deixa de ser homem quanto a suas inclinações. Se dissessem à maioria dos maisfervorosos praticantes de qualquer uma das religiões estabelecidas que se passasse a adorar ao Diabo, Satanás, Iblis, Belzebub ou a um Rakshasa e em troca obtivesse a vida eterna ou ao menos alguns anos a mais de vida ele seria capaz de levantar mil bezerros de ouro à nova divindade.

Se assegurassem a um homem que o sacrifício de um amigo em um altar lhe trouxesse a tão sonhada imortalidade ele beberia bastante vinho, cheiraria ópio e botaria um tapa olho e, com o nariz tampado, executaria tão inglória tarefa.

No Ocidente ele talvez contratasse um bom assassino profissional e suas dores de consciência não seriam tão atrozes a ponto de impedi-lo de "curtir" a vida, esta preciosa dádiva do iluminismo. No Oriente talvez atribuisse à Deusa Kali alguma virtude intrinseca ao ato de matar e imortalidade angariada dessa forma fosse compreendida como um tributo à Brahma.

Claro que no Ocidente a justiça comum ainda poderia absolvê-lo e, talvez, buscando um bom psicólogo pudesse comprovar que tal atitude apenas respondeu a um impulso proveniente do seu "id".

Este é o homem, amaldiçoado por suas comezinhas preocupações com o que pensa ser o seu "Eu", com as fantasias que alimenta a respeito do que os outros pensam a respeito de si (como se os outros de fato possuissem um "pensar" independente) e com as ilusões a respeita do mundo que o cerca.
Que engraçado, hoje ouvi no meu trabalho a expressão "meio ambiente antropizado". Eu quero acreditar que esta é toda aquela partição do planeta terra poluída pela presença do homem atual.
A nua e crua verdade é que o homem quer perpetuar o engano.