No livro Kryia Yoga escrito pelo guru Paramahansa Hariharananda (Lótus do Saber, 2006) entre elucidações do método e do processo "científico de aperfeiçoamento espiritual" dado pela kryia (que aparentemtente "acelera" o progresso do homem) há considerações sobre a verdadeira natureza da energia "kundalini" que se avizinham do que Gurdjieff apelidava de órgão de Kundabuffer.
Vejam o que diz o autor:
"No corpo físico, o centro da alma é o infinito reino dos céus. Esse reino é a morada do Pai Todo-Poderoso que não possui forma. O corpo físico, porém, é também o reino da ilusão,da desilusão e do erro (e. e, maya). Por essa razão, a união de maya com o condutor de maya também recebe o nome de yoga. A união desses dois é yoga. A respeito da yoga, as escrituras antigas declaram (Kularnava Tantra):
Parasati atma mithuna
Samyogananda isvara
Ya aste mithunam tat
Paresyat strinisebakah
Muitos afirmam usufruir os prazeres da sexualidade por serem adeptos do tantrismo e que isso é mithuna (ligação, união), uma prática por meio da qual se pode alcançar a realização de Deus (yoga). O simples prazer físico, porém, não é o prazer verdadeiro. Está escrito: parashakti atma mithuna. Parashakti é o poder do Pai Todo-Poderoso que permanece oculto no interior do corpo, na fontanela. Esse poder está além dos cinco elementos básicos densos (pancha mahabhuta), ou seja, akash(vácuo) no centro cervical, vayu (ar) no centro cardíaco, agni (fogo) no centro umbilical; jala (água) no centro sexual e prithivi (terra) no centro do cóccix. A cada respiração acontece uma união, uma junção. Essa é o verdadeiro prazer sexual. Isso é atma mithuna e significa sexo com o self.
“O reino dos céus está sempre dentro de você, assim como reino de satanás. O reino dos céus recebe o nome de as e o reino da ilusão, da desilusão e do erro (maya) é denominado ham. O corpo físico é maya. No Guru Gita, o Senhor Shiva declara a Parvati:
Pindam kundalini saktim
Hamsa iti udahrtan
Rupam bindum iti jneyam
Rupatitam niranjanan
O significado desse verso é: o corpo inteiro é pinta (corpo). Nosso corpo físico vive repleto de ilusão, engano e erro (maya) que é kundalini shakti. Ao contraio da errônea concepção popular, a kundalini não é uma serpente enrodilhada e inerte encerrada no centro do cóccix. A kundalini shakti é maya, algo muito difícil de evitar."
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quinta-feira, fevereiro 11, 2010
segunda-feira, agosto 24, 2009
A Famosa “Serpente Kundalini” e o Papel do Sexo em Gurdjieff segundo P.D. Ouspensky e os “Fragmentos (...)”
A Famosa “Serpente Kundalini” e o Papel do Sexo em Gurdjieff segundo P.D. Ouspensky e os “Fragmentos (...)”
Muitos dos candidatos à senda iniciática e os neófitos em ocultismo exalam suspiros ansiosos diante da simples menção da palavra “sexo”. O pronunciar do mantra “Kundalini” exerce efeito vibracional da mesma magnitude ou maior, sem dúvida ampliado quando conjugado ao vocábulo sânscrito “Tantra” ou junto ao supra sumo dos gurus orientais, a “Yoga”.
Isso resulta em “Kundalini Yoga” ou “Tantra Yoga”. Seria engraçado notar outras associações que só a risível mecanicidade dos homens explicaria mas não é outro nosso propósito que anotar o pensamento de P. D. Ouspensky contido em “Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido – Em busca do Milagroso”, esta obra notável que, em que pesem as diferenças com o estilo argumentativo e a didática do mestre conserva em linhas magistrais o essencial de seu pensamento apresentado nas conferências a que compareceu P.D.O.
A visão de G (como chamaremos à moda usual de Georges Illitch Gurdjieff) começa a ser esboçada quando fala do repertório definido de pais que o homem representa habitualmente e como “(...) o estudo dos papéis que cada um representa é uma parte indispensável do conhecimento de si. O repertório de cada homem é extremamente limitado’. Esses papéis, como observa, exercem uma função prodigiosa nas relações entre homem e mulher (pg. 290) e demonstram como o tipo real, a essência, é escondida nestas mesmas relações pois elas se travam com base em uma espécie de “coincidência de gostos”, por assim dizer, correlacionada à personalidade (aparência e não à essência) do casal. “(...) o homem 'mecânico' não pode amar. Nele, isto ama ou isto não ama”.
A grosso modo, o “sistema” de Gurdjieff é fundamentada no pressuposto de que o homem é uma máquina e para estudá-lo é antes necessário compreender a mecânica que a psicologia em sentido estrito. Para o homem “tudo acontece” e ele dificilmente escapa ao conjunto de “leis da mecanicidade” por esforço próprio o que, não obstante, pode ser feito por um esforço consciente em grupo capaz de produzir “choques artificiais” adicionais que garantam a cristalização de algo mais sutil em si mesmo.
Poucos compreendem, entretanto, a importância que desempenha o sexo no conjunto do sistema porque via de regra se resumem os “centros do homem” aos centros instintivo, motor, emocional e mental. O “centro sexual” cumpre um papel que é ignorado por muitos adeptos do “Quarto Caminho” (ou a escola introduzida por G. Gurdjieff no Ocidente) ou é entendido como a contrapartida conceitual da famosa “kundalini” hindu, ao qual difere em número, gênero e grau.
“Kundalini” para Gurdjieff em nada se aparenta à “serpente ígnea” que se aloja no chackra situado na base da coluna e o “despertar de kundalini” não se relaciona em absoluto ao acréscimo de faculdades desconhecidas ou poderes (“sidhis”) transcendentes. Na realidade:
“(...) é a potência da imaginação, a potência da fantasia, que usurpa o lugar de uma função real” (...). “Kundalini é uma força introduzida nos homens para mantê-los em seu estado atual”. Despertar para o homem significa ser “deshipnotizado”.
Kundalini é algo que foi colocado no homem “por fora” e serve para mantê-los escravizados, sujeitos ás leis mecânicos e reféns das influências planetárias, transformando-se em “alimento para a lua” de acordo com a utilidade quer forças de ordem cósmica reservaram à terra na economia da universo. Sem “Kundalini” o homem não é mais hipnotizado, não age como na velha fábula em que o cordeiro pensa que é um Leão.
Kundalini, posteriormente tratada nos “Contos de Belzebu a seu Neto” nada mais é que o estranho órgão “kundabuffer” que faz com que os homens e mulheres neste pequeno planeta, estes insólitos seres “tricerebrados” ajam de maneira tão estranha diante dos olhos do estupefato neto do velho e sábio Belzebu.
Como afirmava o velho caucasiano em suas conversas com os mais seletos discípulos,
“Ao mesmo tempo, o sexo desempenha um papel enorme na manutenção da mecanicidade da vida. Tudo o que as pessoas fazem está em ligação com o sexo; a política, a religião, a arte, o teatro, a música, tudo é sexo”. (...) Essa é a principal fonte de energia de toda a mecanicidade. Todos os sonos, todas as hipnoses dela decorrem. Tentem compreender o que quero dizer. A mecanicidade é particularmente perigosa quanto as pessoas não a querem tomar pelo que é e tentam explicá-la por outra coisa. Quando o sexo é claramente consciente de si mesmo, quando não se esconde por trás de pretextos, não se trata mais de mecanicidade de que falo. Ao contrário, o sexo é claramente consciente de si mesmo, quando não ser esconde por trás de pretextos, não se trata mais da mecanicidade de que falo.Ao contrário, o sexo, que existe por si mesmo e não depende de mais nada já é uma grande realização. Mas o mal reside nessa perpétua mentira de si mesmo”.
O sexo é a principal fonte da escravidão humana e o laço que o ata em caráter quase irrevogável à mecanicidade, impedindo-o de ser algo mais que uma simples e previsível máquina. Contudo, há algo de positivo nele, desde que exploradas suas possibilidades enquanto fator de “transmutação” do homem.
“Lembram-se do que foi dito a respeito das quarenta e oito leis? Não podem ser modificadas, mas é possível libertar-se de grande número delas. Quero dizer, há uma possibilidade de mudar. O estado de coisas para s
i mesmo pode escapar à lei geral. Aí, como em qualquer outra parte, a lei geral não pode ser mudada, tanto mais que a lei de que falo, isto é, o poder do sexo sobre as pessoas, oferece possibilidades muito diversas. O sexo é a principal fonte de nossa escravidão, mas também nossa principal possibilidade de libertação”.
Neste ponto ingressa-se no campo da alquimia enquanto ciência das transmutações e estudo da unidade da matéria. O sexo se torna ingrediente indispensável no processo que conduz ou ao nascimento de um novo corpo físico à base da união dos princípios masculino ou feminino ou à constituição de um corpo astral sem “bodas alquímicas”, sem o “sol e lua” como se pode dizer (Gurdjieff e Ouspensky não usavam essa notação alquímica.
O processo de Criação de um Novo Corpo Físico depende da forma como são manipuladas substâncias sutis, em especial a mais fina e rara que pode ser produzida pela fábrica humana (o corpo humano de três andares), o hidrogênio si 12. Por assim dizer:
“O novo ‘nascimento’ de que falamos, depende da energia sexual tanto quanto o nascimento físico e a propagação das espécies”. “(...) o hidrogênio si 12 é o hidrogênio que representa o produto final da transformação do alimento no organismo humano. É a matéria a partir da qual o sexo trabalha e produz. É a ‘semente’ ou o ‘fruto’. “(...) si 12 pode passar ao dó da oitava seguinte com o auxílio de um ‘choque adicional’. Mas esse ‘choque’ pode ser de dupla natureza e duas oitavas diferentes podem começar, uma fora do organismo que produziu si, outra no próprio organismo. A união dos si 12 masculino e feminino – e tudo que a acompanha – constitui o ‘choque’ da primeira espécie e a nova oitava começada com a sua ajuda desenvolveu-se independentemente, como um novo organismo ou uma nova vida’.
“Essa é a maneira normal e natural de utilizar a energia de si 12. entretanto, no mesmo organismo há outra possibilidade. É a possibilidade de criar uma vida nova dentro do organismo onde si 12 foi elaborado, mas desta vez sem a união dos princípios masculino e feminino”.
Gurdjieff deixa claro que a energia sexual só pode ser gasta de duas maneiras legítimas, a vida sexual normal e a transmutação. “(...)Neste domínio, qualquer invenção é das mais perigosas”. Isso pode ser entendido como uma admoestação que visa coibir as chamadas práticas da “mão esquerda” (não entendidas, diga-se de passagem, à moda piegas de vários autores ocultistas, principalmente “teósofos” mas como um conjunto de ações que deturpam o caminho e aumentam a mecanicidade do homem).
O sexo, em si, se normal e bem utilizado é bom e saudável. O grande mal, o mais pernicioso é o “abuso do sexo” Como Gurdjieff entende a expressão “abuso do sexo”?
“Ela designa o mau trabalho dos centros em suas relações com o centro sexual ou, noutros termos, a ação do sexo exercendo-se através dos outros centros e a ação dos outros centros exercendo-se através do centro sexual, ou para ser mais preciso, o funcionamento do centro sexual com o auxílio da energia tomada dos outros centros e o funcionamento dos outros centros com o auxílio da energia tomada do centro sexual”.
Abuso do sexo é qualquer situação que produz o mal funcionamento dos centros, sua desarmonia e desorganização. O centro sexual rouba energia dos demais centros (o motor, o emocional e o mental) e estes se alimentam, por seu turno, das energias do centro sexual. Nesse caso o homem se descontrola e tende a se tornar um ser horrendo e desprezível. O sexo como parte neutralizante do centro motor deixa de operar e seu centro, o centro sexual, passa a se “alimentar” de coisas mais impuras e grosseiras.
”(...) O centro sexual trabalha com o hidrogênio 12, disse ele desta vez. Isto é, deveria trabalhar com ele. O hidrogênio 12 é si 12 mas o fatoé que raramente trabalha com o seu hidrogênio próprio. As anomalias no trabalho do centro sexual exigem estudo especial”.
Além de tomar para si “hidrogênios inferiores”, o centro sexual começa adquirir caraterísticas que não são próprias dele, é contaminado por atributos dos demais centros e, em especial, do centro emocional. Como demonstra G.; no centro sexual, no centro emocional superior e no intelectual superior não há duas partes.
“Tudo o que se relaciona com o sexo deveria ser, quer agradável, quer indiferente. Os sentimentos e as sensações desagradáveis provêm todos do centro emocional ou do centro instintivo”.
“Mas em conseqüência do mau trabalho dos centros, acontece freqüentemente que o centro sexual entra em contato com a parte negativa do centro emocional ou do centro instintivo. A partir daí, certos estímulos particulares ou mesmo quaisquer estímulos do centro sexual, podem evocar sentimentos desagradáveis, sensações desagradáveis”.
O sexo é importantíssimo por fim pois é o mais rápido dos centros por trabalhar com o hidrogênio 12.
“(...) Isto significa que ele é mais forte e mais rápido que todos os outros centros. De fato, o sexo governa todos os outros centros (pq. 292)”.
“(...) Quando a energia do sexo é saqueada pelos outros centros, é esbanjada num trabalho inútil, nada resta para ele mesmo e deve, a partir de então, roubar a energia dos outros centros, que é de qualidade bem inferior à sua e bem mais grosseira”.
“Mas quando o centro sexual trabalha com energia que não é a sua, isto é, com os hidrogênios relativamente inferiores, 48 e 24, suas impressões tornam-se muito mais grosseiras e ele cessa de ter no organismo o papel que poderia desempenhar. Ao mesmo tempo sua união com o centro intelectual e a utilização de sua energia pelo centro intelectual provocam um excesso de imaginação de ordem sexual e, por acréscimo, uma tendência a satisfazer-se com essa imaginação. Sua união com o centro emocional cria a sentimentalidade, ou, ao contrário, a inveja, a crueldade”.
As mais grandiosas obras em todos os terrenos são frutos inegáveis da ação do centro sexual. Essa energia se reconhece “(...) por um ‘sabor’ particular, por um certo ardor, por uma veemência ‘desnecessários”. O maior desafio do homem que trabalha sobre si mesmo no espírito do quarto caminho e compreender (e antes SER para COMPREENDER) como utilizá-la da forma correta e não fazer mal uso do sexo tornando-se um infra-sexual conforme ensina Ouspensky em “Um Novo Modelo do Universo”. Um demônio vil, asqueroso e perverso aguilhoado pela torpe sujeição aos mais abjetos prazeres que satisfaçam sua mecanicidade.
Muitos dos candidatos à senda iniciática e os neófitos em ocultismo exalam suspiros ansiosos diante da simples menção da palavra “sexo”. O pronunciar do mantra “Kundalini” exerce efeito vibracional da mesma magnitude ou maior, sem dúvida ampliado quando conjugado ao vocábulo sânscrito “Tantra” ou junto ao supra sumo dos gurus orientais, a “Yoga”.
Isso resulta em “Kundalini Yoga” ou “Tantra Yoga”. Seria engraçado notar outras associações que só a risível mecanicidade dos homens explicaria mas não é outro nosso propósito que anotar o pensamento de P. D. Ouspensky contido em “Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido – Em busca do Milagroso”, esta obra notável que, em que pesem as diferenças com o estilo argumentativo e a didática do mestre conserva em linhas magistrais o essencial de seu pensamento apresentado nas conferências a que compareceu P.D.O.
A visão de G (como chamaremos à moda usual de Georges Illitch Gurdjieff) começa a ser esboçada quando fala do repertório definido de pais que o homem representa habitualmente e como “(...) o estudo dos papéis que cada um representa é uma parte indispensável do conhecimento de si. O repertório de cada homem é extremamente limitado’. Esses papéis, como observa, exercem uma função prodigiosa nas relações entre homem e mulher (pg. 290) e demonstram como o tipo real, a essência, é escondida nestas mesmas relações pois elas se travam com base em uma espécie de “coincidência de gostos”, por assim dizer, correlacionada à personalidade (aparência e não à essência) do casal. “(...) o homem 'mecânico' não pode amar. Nele, isto ama ou isto não ama”.
A grosso modo, o “sistema” de Gurdjieff é fundamentada no pressuposto de que o homem é uma máquina e para estudá-lo é antes necessário compreender a mecânica que a psicologia em sentido estrito. Para o homem “tudo acontece” e ele dificilmente escapa ao conjunto de “leis da mecanicidade” por esforço próprio o que, não obstante, pode ser feito por um esforço consciente em grupo capaz de produzir “choques artificiais” adicionais que garantam a cristalização de algo mais sutil em si mesmo.
Poucos compreendem, entretanto, a importância que desempenha o sexo no conjunto do sistema porque via de regra se resumem os “centros do homem” aos centros instintivo, motor, emocional e mental. O “centro sexual” cumpre um papel que é ignorado por muitos adeptos do “Quarto Caminho” (ou a escola introduzida por G. Gurdjieff no Ocidente) ou é entendido como a contrapartida conceitual da famosa “kundalini” hindu, ao qual difere em número, gênero e grau.
“Kundalini” para Gurdjieff em nada se aparenta à “serpente ígnea” que se aloja no chackra situado na base da coluna e o “despertar de kundalini” não se relaciona em absoluto ao acréscimo de faculdades desconhecidas ou poderes (“sidhis”) transcendentes. Na realidade:
“(...) é a potência da imaginação, a potência da fantasia, que usurpa o lugar de uma função real” (...). “Kundalini é uma força introduzida nos homens para mantê-los em seu estado atual”. Despertar para o homem significa ser “deshipnotizado”.
Kundalini é algo que foi colocado no homem “por fora” e serve para mantê-los escravizados, sujeitos ás leis mecânicos e reféns das influências planetárias, transformando-se em “alimento para a lua” de acordo com a utilidade quer forças de ordem cósmica reservaram à terra na economia da universo. Sem “Kundalini” o homem não é mais hipnotizado, não age como na velha fábula em que o cordeiro pensa que é um Leão.
Kundalini, posteriormente tratada nos “Contos de Belzebu a seu Neto” nada mais é que o estranho órgão “kundabuffer” que faz com que os homens e mulheres neste pequeno planeta, estes insólitos seres “tricerebrados” ajam de maneira tão estranha diante dos olhos do estupefato neto do velho e sábio Belzebu.
Como afirmava o velho caucasiano em suas conversas com os mais seletos discípulos,
“Ao mesmo tempo, o sexo desempenha um papel enorme na manutenção da mecanicidade da vida. Tudo o que as pessoas fazem está em ligação com o sexo; a política, a religião, a arte, o teatro, a música, tudo é sexo”. (...) Essa é a principal fonte de energia de toda a mecanicidade. Todos os sonos, todas as hipnoses dela decorrem. Tentem compreender o que quero dizer. A mecanicidade é particularmente perigosa quanto as pessoas não a querem tomar pelo que é e tentam explicá-la por outra coisa. Quando o sexo é claramente consciente de si mesmo, quando não se esconde por trás de pretextos, não se trata mais de mecanicidade de que falo. Ao contrário, o sexo é claramente consciente de si mesmo, quando não ser esconde por trás de pretextos, não se trata mais da mecanicidade de que falo.Ao contrário, o sexo, que existe por si mesmo e não depende de mais nada já é uma grande realização. Mas o mal reside nessa perpétua mentira de si mesmo”.
O sexo é a principal fonte da escravidão humana e o laço que o ata em caráter quase irrevogável à mecanicidade, impedindo-o de ser algo mais que uma simples e previsível máquina. Contudo, há algo de positivo nele, desde que exploradas suas possibilidades enquanto fator de “transmutação” do homem.
“Lembram-se do que foi dito a respeito das quarenta e oito leis? Não podem ser modificadas, mas é possível libertar-se de grande número delas. Quero dizer, há uma possibilidade de mudar. O estado de coisas para s
i mesmo pode escapar à lei geral. Aí, como em qualquer outra parte, a lei geral não pode ser mudada, tanto mais que a lei de que falo, isto é, o poder do sexo sobre as pessoas, oferece possibilidades muito diversas. O sexo é a principal fonte de nossa escravidão, mas também nossa principal possibilidade de libertação”.
Neste ponto ingressa-se no campo da alquimia enquanto ciência das transmutações e estudo da unidade da matéria. O sexo se torna ingrediente indispensável no processo que conduz ou ao nascimento de um novo corpo físico à base da união dos princípios masculino ou feminino ou à constituição de um corpo astral sem “bodas alquímicas”, sem o “sol e lua” como se pode dizer (Gurdjieff e Ouspensky não usavam essa notação alquímica.
O processo de Criação de um Novo Corpo Físico depende da forma como são manipuladas substâncias sutis, em especial a mais fina e rara que pode ser produzida pela fábrica humana (o corpo humano de três andares), o hidrogênio si 12. Por assim dizer:
“O novo ‘nascimento’ de que falamos, depende da energia sexual tanto quanto o nascimento físico e a propagação das espécies”. “(...) o hidrogênio si 12 é o hidrogênio que representa o produto final da transformação do alimento no organismo humano. É a matéria a partir da qual o sexo trabalha e produz. É a ‘semente’ ou o ‘fruto’. “(...) si 12 pode passar ao dó da oitava seguinte com o auxílio de um ‘choque adicional’. Mas esse ‘choque’ pode ser de dupla natureza e duas oitavas diferentes podem começar, uma fora do organismo que produziu si, outra no próprio organismo. A união dos si 12 masculino e feminino – e tudo que a acompanha – constitui o ‘choque’ da primeira espécie e a nova oitava começada com a sua ajuda desenvolveu-se independentemente, como um novo organismo ou uma nova vida’.
“Essa é a maneira normal e natural de utilizar a energia de si 12. entretanto, no mesmo organismo há outra possibilidade. É a possibilidade de criar uma vida nova dentro do organismo onde si 12 foi elaborado, mas desta vez sem a união dos princípios masculino e feminino”.
Gurdjieff deixa claro que a energia sexual só pode ser gasta de duas maneiras legítimas, a vida sexual normal e a transmutação. “(...)Neste domínio, qualquer invenção é das mais perigosas”. Isso pode ser entendido como uma admoestação que visa coibir as chamadas práticas da “mão esquerda” (não entendidas, diga-se de passagem, à moda piegas de vários autores ocultistas, principalmente “teósofos” mas como um conjunto de ações que deturpam o caminho e aumentam a mecanicidade do homem).
O sexo, em si, se normal e bem utilizado é bom e saudável. O grande mal, o mais pernicioso é o “abuso do sexo” Como Gurdjieff entende a expressão “abuso do sexo”?
“Ela designa o mau trabalho dos centros em suas relações com o centro sexual ou, noutros termos, a ação do sexo exercendo-se através dos outros centros e a ação dos outros centros exercendo-se através do centro sexual, ou para ser mais preciso, o funcionamento do centro sexual com o auxílio da energia tomada dos outros centros e o funcionamento dos outros centros com o auxílio da energia tomada do centro sexual”.
Abuso do sexo é qualquer situação que produz o mal funcionamento dos centros, sua desarmonia e desorganização. O centro sexual rouba energia dos demais centros (o motor, o emocional e o mental) e estes se alimentam, por seu turno, das energias do centro sexual. Nesse caso o homem se descontrola e tende a se tornar um ser horrendo e desprezível. O sexo como parte neutralizante do centro motor deixa de operar e seu centro, o centro sexual, passa a se “alimentar” de coisas mais impuras e grosseiras.
”(...) O centro sexual trabalha com o hidrogênio 12, disse ele desta vez. Isto é, deveria trabalhar com ele. O hidrogênio 12 é si 12 mas o fatoé que raramente trabalha com o seu hidrogênio próprio. As anomalias no trabalho do centro sexual exigem estudo especial”.
Além de tomar para si “hidrogênios inferiores”, o centro sexual começa adquirir caraterísticas que não são próprias dele, é contaminado por atributos dos demais centros e, em especial, do centro emocional. Como demonstra G.; no centro sexual, no centro emocional superior e no intelectual superior não há duas partes.
“Tudo o que se relaciona com o sexo deveria ser, quer agradável, quer indiferente. Os sentimentos e as sensações desagradáveis provêm todos do centro emocional ou do centro instintivo”.
“Mas em conseqüência do mau trabalho dos centros, acontece freqüentemente que o centro sexual entra em contato com a parte negativa do centro emocional ou do centro instintivo. A partir daí, certos estímulos particulares ou mesmo quaisquer estímulos do centro sexual, podem evocar sentimentos desagradáveis, sensações desagradáveis”.
O sexo é importantíssimo por fim pois é o mais rápido dos centros por trabalhar com o hidrogênio 12.
“(...) Isto significa que ele é mais forte e mais rápido que todos os outros centros. De fato, o sexo governa todos os outros centros (pq. 292)”.
“(...) Quando a energia do sexo é saqueada pelos outros centros, é esbanjada num trabalho inútil, nada resta para ele mesmo e deve, a partir de então, roubar a energia dos outros centros, que é de qualidade bem inferior à sua e bem mais grosseira”.
“Mas quando o centro sexual trabalha com energia que não é a sua, isto é, com os hidrogênios relativamente inferiores, 48 e 24, suas impressões tornam-se muito mais grosseiras e ele cessa de ter no organismo o papel que poderia desempenhar. Ao mesmo tempo sua união com o centro intelectual e a utilização de sua energia pelo centro intelectual provocam um excesso de imaginação de ordem sexual e, por acréscimo, uma tendência a satisfazer-se com essa imaginação. Sua união com o centro emocional cria a sentimentalidade, ou, ao contrário, a inveja, a crueldade”.
As mais grandiosas obras em todos os terrenos são frutos inegáveis da ação do centro sexual. Essa energia se reconhece “(...) por um ‘sabor’ particular, por um certo ardor, por uma veemência ‘desnecessários”. O maior desafio do homem que trabalha sobre si mesmo no espírito do quarto caminho e compreender (e antes SER para COMPREENDER) como utilizá-la da forma correta e não fazer mal uso do sexo tornando-se um infra-sexual conforme ensina Ouspensky em “Um Novo Modelo do Universo”. Um demônio vil, asqueroso e perverso aguilhoado pela torpe sujeição aos mais abjetos prazeres que satisfaçam sua mecanicidade.
terça-feira, setembro 05, 2006
Clarividência e Clariaudiência Atlantes - Os Riscos de Kundalini
Antes de se falar do desenvolvimento das faculdades de clarividência e claridiaudiência, além da outra enorme gama de dons que agraciavam os atlantes, é indispensável recorrer a alguns conceitos esotéricos e teósoficos que nos ajudam a compreender a verdadeira história da Atlântida e os processos internos de “despertar do kundalini” que ativaram no mais alto grau os chacras daqueles seres. Foram eles, os Atlantes, que descobriram as propriedades intrínsecas do chamado “duplo etérico” do homem, o kundalini e seus canais (o sushuma, ida e pingala), técnicas para fazê-lo subir e suas diversas implicações negativas ou positivas. Infelizmente, com a já mencionada vulgarização excessiva dos ritos iniciáticos, indivíduos com baixa estatura moral apropriaram-se destas técnicas, transformando-se nos temíveis e bestiais magos negros que faziam encantamentos mortais com a energia emitida pelo lado escuro da lua.
- Centro esplênico, brilhante e de cor solar. No centro astral, vitaliza o corpo astral permitindo-o viajar conscientemente neste corpo. No Centro etérico: vitaliza o copor físico e permite viagens astrais.
Para o eminente – embora algumas vezes equivocado teósofo, Charles Leadbeater, palavra sânscrita chackra significa roda, uma série de vórtices semelhantes a rodas que existem na superfície do duplo etérico do homem. Como ele próprio define:
"Os chackras, ou centros de força, são pontos de conexão ou enlace pelos quais flui a energia de um a outro veículo ou corpo do homem. Quem quer que possua um ligeiro grau de clarividência, pode vê-los facilmente no duplo etérico, em cuja superfície aparecem sob a forma de depressões, semelhantes a pratinhos ou vórtices. Quando já totalmente desenvolvidos, assemelham-se a círculos de uns cinco centímetros de diâmetro, que brilham mortiçamente no homem vulgar, mas que ao se excitarem vividamente, aumentam de tamanho e se vêem como refugentes e coruscantes torvelinhos à maneira de diminutos sóis. Às vezes falamos destes centros como se toscamente correspondesse com determinados órgãos físicos, mas em realidade estão na superfície do duplo etérico, que se projeta mais além do corpo denso".
"Todas estas rodas giram incessantemente, e pelo cubo ou boca aberta de cada uma delas flui continuamente a energia do mundo superior, a manifestação da corrente vital dimanante do Segundo Aspecto do Logos Solar, a que chamamos energia primária, de natureza sétupla, cujas modalidades in totum agem sobre cada chackra, ainda que com particular predomínio de uma delas segundo o chacka. Sem esse influxo de energia, não existiria o corpo físico.
Portanto, os centros ou chackras atuam em todo o ser humano, ainda que nas pessoas pouco evoluídas é tardo o seu movimento, o estritamente necessário para formar vórtice adequado ao influxo de energia. No homem bastante evoluído refulgem e palpitam com vívida luz, de maneira que por eles passa uma quantidade muitíssimo maior de energia, e o indivíduo obtém como resultado o acréscimo de suas potências e faculdades".
Mas o que é o duplo etérico? Para os Hindus, é “(...) Prânamayakosha, ou véiculo do Prâna; em alemão é Doppelganger. Depois da morte, separado do corpo físico denso, é a ‘alma do outro mundo’, o ‘fantasma’, a ‘aparição’ ou o ‘espectro dos cemitérios’. Em Raja Yoga , o duplo etérico e corpo denso unidos são chamados o Sthûlopâdhi, isto é, o Upâdhi inferior do Atma” (POWELL, Major Arthur E. O duplo etérico. São Paulo: Ed. Pensamento.)
O duplo etérico é a reprodução exata da forma densa, ultrapassando a epiderme de cerca de uma polega, ainda que a aura da saúde ultrapasse várias polegadas. Ao mesmo tempo em que o homem purifica o corpo denso, purifica também o seu duplo etérico, pois este é sua contraparte. Não entraremos aqui na discussão da composição deste “duplo”, mas esquematicamente pode-se considera-lo como se segue:
Química Oculta
|
Física
|
Exemplo
|
E1 Atômico
|
Eletrônico
|
Electron
|
E2 Subatômico
|
Núcleo Positivo
|
Partícula Alfa (mesons e elétrons)
|
E3 Superetérico
|
Núcleo Neutralizado
|
Nêutron
|
E4 Etérico
|
Atômico
|
N. Nascente
H. Atômico
|
Gasoso
|
Gás Molecular, etc
|
H2, N2 ou compostos gasosos
|
Suas funções principais são: a) absorver o Prâna ou a Vitalidade, enviando-o a todas as regiões do corpo físico; b) operar como intermediário ou ponte entre o corpo físico e o corpo astral, transmitindo a este a consciência dos contatos sensoriais físicos e, outrossim, permitindo a descida ao cérebro físico e ao sistema nervoso da consciência dos níveis astrais e dos superiores ao astral”.
Nesse sentido, como já discutido nos tópicos anteriores, os ocultistas sabem que existem pelo menos três forças independentes e distintas, emanadas do Sol, que chegam ao nosso planeta”, ou seja:
1 – Fohat ou Eletricidade (na verdade, englobando todas as forças conhecidas, como magnetismo e também a energia nuclear forte e fraca);
2 – Prâna ou Vitalidade
3 – Kundalini ou Fogo Serpentino.
Sem o Prâna, o corpo seria um agregado de moléculas independentes. “Prâna reúne e as associa num todo único e complexo, percorrendo as ramificações e malhas da tela vital, cintilante e dourada, de finura inconcebível, beleza delicada, constituída por um só fio de matéria búdica, por um prolongamento do Sutratma e nas malhas do qual vêm se justapor os átomos mais grosseiros. (...) A associação do Prâna astral e do Prâna Físico cria a matéria nervosa, que é fundamentalmente, a célula, e fonfere a faculdade de sentir o prazer o sentimento” (POWELL).
Do ponto de vista do homem, quiçá o mais importante aspecto seja a kundalini, o fogo ou serpente serpentina, que habita o chakra da base da coluna vertebral. Estas forças difundidas através dos chackras se mostram essenciais à vida do duplo etérico. Por isso, todos os indivíduos possuem esses centros de força, embora o grau de seu desenvolvimento varie muito em cada indivíduo. Quando não muito desenvolvidos, são foscos e as partículas etéricas lentas, formando um vórtice apenas suficiente para a manifestação da força e nada mais. Por outro lado, nos indivíduos mais adiantados, fulguram palpitam fortemente, brilhando como pequenos sóis. Neste caso, sua dimensão varia de 5 a 15 centímetros , segundo o Major Powell. No caso dos recém-nascidos são círculos minúsculos do tamanho de uma moeda comum,pequenos discos que mal se movem e escassamente brilham”.
“Os chackas etéricos têm duas funções distintas: uma, absorver e distribuir o “prâna” no corpo etérico, e daí ao corpo físico, para manter a vida deste. A segunda função consiste em trazer à consciência física a qualidade inerente ao centro astral correspondente.”
“Quando os centros etéricos estão completamente desenvolvidos, o cérebro conserva a recordação integral das experiência astrais”. (POWELL, 2005).
Suas principais características são:
- Centro da Base espinhal: no centro astral é a sede de Kundalini e no central. Sua cor é alarajanda-vermelha ígnea.
- Centro umbilical: verde. Sentimento sensibilidade. No centro etérico, sensibilidade às influencias astrais.
- Centro Cardíaco: Ouro brilhante. No centro astral, compreensão das vibrações astrais, consciência dos sentimentos dos outros.
- Centro Laríngeo: Sua cor tem muito de azul, mas o efeito geral é prateado brilhante, um pouco da claridade lunar caindo sobre as águas ondulante.No centro austral, ouvido, no centro etérico, audição etérica e astral.
- Centro dos supercílos: No centro Astral Vista, no Etérico, clarividência, Amplificação. Aparência metade rósea, com muito de amarelo.
- Centro situado no alto da cabeça: diferente dos outros. “Os livros hindus o chama o lótus de mil pétalas, embora o número exato de força primária seja 960. além disso, possui uma espécie de vórtice secundário, ou atividade menor, com doze ondulações próprias. O despertar co centro astral correspondente é o coroamento da vida astral, pois confere ao homem a plenitude de suas faculdades.
LEADBEATER, CHARLES W. Os chackras - os centros magnéticos vitais do ser humano. São Paulo. Ed. Pensamento, 2004.
POWELL, Major Arthur E. O duplo etérico. São Paulo: Ed. Pensamento, 2003.
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