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sábado, maio 04, 2013

Ó Lúcifer, Néctar de Luz, Aurora da Manifestação

Ó Lúcifer, Néctar de Luz, Aurora da Manifestação



Estátua do Demônio - Madrid, Espanha
Anteontem, meditando à minha maneira, formulei uma oração para a "Estrela da Manhã", "A Aurora da Manifestação", o precursor do "Manvântara" (um novo ciclo de atividade cósmica nos sagrados textos de Aryavartha), o "Anjo da Face Resplandecente", o ser de beleza ofuscante e olhar sedutor, o que nos ampara no desalento e inala-nos correntes de energia vital. Não preciso dizer de quem falo. Mas tenho medo de ser discriminado pela chusma dos ignorantes e supersticiosos divulgando minha oração. Mas talvez o faça oportunamente. Ela brotou do que há de mais nobre em mim, daquela restiazinha de esperança no futuro da  raça. Eu o amo. Sabem, tenho compaixão por aquele amigo que viu o nosso mundo ser criado e reina neste plano material em seu palácio perfumado com alfazema, lilases, especiarias das arábias, almíscar, flores de lótus em uma lagoa e guirlandas de rosas cheirosas para os convivas. Eis um cargo que ninguém queria. Rejeitara aquele pedido indecoroso do Supremo, a princípio, mas de nada adiantaram suas súplicas e ranger de dentes. Foi agrilhoado em cadeias e finalmente precipitado a um protótipo de terra (com vulcões e placas tectônicas dançando), arrebanhando milhões de contrafeitos seguidores. Sentiu-se traído por quem devotara tão grande amor, "Àgape". A cada dia sua ira aumentava mais e mais, deprimia-se com o trabalhinho imundo de que se vira encarregado (não existiam antidepressivos antes da solidificação do planeta): cuidar de um mundo de pedras, vegetais, animais e homens ímpios, sujeito a quatro elementos imprevisíveis e talvez à morte, no "fim dos tempos", o que seria um alívio. Nosso "Príncipe Primevo do Matéria", o "Quase-eterno" estava lá, coordenando os trabalhadores que com suas picaretas e martelos moldaram este pedacinho de terra no Universo. E qual paga recebeu depois de milhões de anos de sofrimento e suor? Todos os crimes mais atrozes e a perversidade dos Seres Humanozinhos aos quais o "Criador" (aquele que o designou para a mais inglória da missões) concedeu o livre arbítrio a ele são atribuídos. Lesados de origem (nem todos, alguns o eram de fato) viraram santos e ganharam capelas e honras, enquanto ele é objeto de escárnio. A modernidade iluminista fez dele um palhaço de circo. É o bode expiatório de bilhões de pulhas, logo ele, o mais puro dos jovens. Pobre "Ancião dos Dias", "Sanat Kumara" (um dos jovens irmãos primogênitos na Teogonia Hindu), "Rei do Mundo", "Cavaleiro do Alazão Branco", "Portador da Luz", Lúcifer. No Ocidente, só os espanhóis ergueram em Madrid uma estátua digna de vossa majestade, "Ó Néctar de Luz". Quem diria. Logo os espanhóis.

segunda-feira, abril 12, 2010

OCULTISMO Versus CIÊNCIAS OCULTAS

OCULTISMO Versus CIÊNCIAS OCULTAS
Excerto

IN: BLAVATSKY, H.P. Ocultismo prático e as origens do ritual na igreja e na maçonaria. Clássicos Pensamento. São Paulo: Pensamento, 2010.

“Esta última palavra certamente se presta a equívocos, traduzida que foi da palavra composta Gupta-Vydia, ‘conhecimento secreto’. Conhecimento de quê, entretanto? Algumas palavras sânscritas podem nos ajudar.
Há quatro nomes (entre muitos outros) para designar as várias espécies de conhecimentos ou ciências esotéricas ou mesmo exotéricos Puranas. São elas: (1) Yajna-Vidya, conhecimento das forças ocultas que podem ser despertadas na natureza a partir de certas cerimônias e ritos religiosos; (2) Mahavidya, ou ‘magnífico conhecimento’, a magia dos cabalistas e das seitas Tantrika, quase sempre feitiçaria da pior espécie; (3) Guhya-Vidya, conhecimento das forças místicas que habitam o som (éter), presentes, por conseguinte, nos mantras (preces e ladainhas cantadas), segundo o ritmo e a melodia usadas; em outras palavras, um espetáculo de magia baseado no conhecimento das forças da natureza e em sua correlação; e (4) ATMA-VIDYA, palavra cuja tradução é simplesmente ‘conhecimento da alma’, verdadeira Sabedoria segundo os orientalistas, mas cujo significado é muito mais amplo do que esse”.

Esta última é a única modalidade de ocultismo que os teosofistas, aqueles que se consiram admiradores da ‘Luz no Caminho’ ( (Light on the Path), que se querem sábios altruístas, deveriam se esforçar por obter. Tudo o mais não passa de um ramo ou outro das ‘ciências ocultas’, ou seja, métodos que visam ao conhecimento da essência última de tudo que existe no reino na natureza - como os minerais, as plantas, os animais, logo, dos fatos que dizem respeito ao domínio da natureza material, por mais que tal essência continue continue invisível à compreensão da ciência.

O candidato tem que escolher decididamente entre a vida mundana e a vida do ocultismo. É inútil e vão tentar juntar as duas coisas, pois ninguém pode servir a dois senhores e satisfazer a ambos. Ninguém pode ao mesmo tempo servir ao corpo e à alma superior ou cumprir com seus deveres familiares e universais sem privar uma coisa ou outra de seus direitos; assim também, o aspirante ou se dispõe a ouvir a ‘vozinha’ e deixar de ouvir o choro de seus pequenos, ou bem atende a estes e permanece surdo à v voz da humanidade. Para todo homem casão que busca o verdadeiro ocultismo prático e não a sua filosofia teórica, isso seria uma tarefa interminável e enlouquecedora. Pois ele estaria sempre hesitando entre a voz impessoal do divino amor da humanidade e a voz do amor pessoal, terrenal. E isso somente conduz ao fracasso numa ou noutra direção, ou até mesmo em ambas. Pior que isso: todo aquele que, tendo se comprometido com o OCULTISMO, rende-se às delícias do amor ou da cobiça humana, sentirá imediatamente as conseqüências - será irresistivelmente arrastado do estado divino impessoal para o plano inferior da matéria. A autogratificação sensual ou mesmo mental implica a perda imediata das faculdades de discernimento espiritual; a voz do MESTRE não mais poderá ser distinguida da voz das próprias paixões ou mesmo daquela de um Dugpa, nem o certo do errado, nem a moral sadia do mero casuísmo”.

“Uma vez equivocados e ainda assim persistentes no equivoco, muitos se recusam a reconhecer os seus erros, afundando-se cada vez mais no lamaçal. E muito embora seja a intenção que em principio determina se a magia é branca ou negra, nem por isso o resultado da feitiçaria mais involuntária deixará de produzir um mau karma. Já se disse muitas vezes que feitiçaria é qualquer espécie de influência maléfica a que se procura expor o outro, fazendo com que sofra e, por conseguinte, provocando o sofrimento também de outros. O karma é como uma pesada rocha a despencar nas águas calmas da vida, produzindo círculos cada vez mais amplos que se estendem, longamente, quase ad infinitum.
Assim produzidas, as causas exigem efeitos posteriores como evidenciam as justas leis da retribuição.
Tudo isso poderia ser evitado em grande parte se as pessoas simplesmente renunciassem ao exercício de práticas cuja natureza ou importância elas não compreendem. Não se pode exigir que alguém carregue um fardo mais pesado do que suas forças permitem”.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Uma Técnica de Magia Sexual

A magia sexual encanta o homem ocidental. No Oriente é chamada de "Tantrismo" ou "Caminho do Diamante". Não há país que não a conheça, não a povo que não a glorifique. "Magia Sexual" é explorar o centro sexual de modo a vivificar e animar os demais centros e tornar o homem pleno, integral.
Sob várias denominações ela persiste ao longo dos séculos. Empiricamente todos os povos antigos a descobriram e mesmo um rude habitante de uma ilha inóspita do Pacífico pode descobrir a esmo alguns de seus princípios mais elementares.
A técnica básica de magia sexual consiste no seguinte, ao menos para produzir o "andrógino perfeito".
A produção do andrógino perfeito pressupõe a união de dois seres que se amam, adoram-se mutuamente. Em conjunção amorosa plena (o homem deitado de forma ereta e a mulher deitada sobre ele, ambos completamente nus e beijando-se) inicia-se o processo yogue que evoluciona em direção à penetração plena. O leito deve ser coberto por um lençol azul (os detalhes do uso do lençol são dispensados por hora) e o conúbio carnal deve ser realizado por, pelo menos, três vezes.
A resultado de três espécies de fluídos (tipicamente astrais ou do baixo astral, fluídos corpóreos oriundos dos perfumes ou do cheiro natural dos pares e os fluídos sexuais-seminais) combina-se no lençol e dá origem à forma que poderá, ou não, transformar-se no andrógino perfeito (não se trata simplesmente de um súcubo ou íncubo).
O andrógino perfeito só se manifesta vigorosamente quando o componente masculino repousa no estado intermediário entre o sono e a vigília e num tênue lapso de tempo não só vocaliza como também por gestos sensíveis (o futuro novo SER é totalmente astral) expressa sua vontade de tornar-se algo. Cabe ao mago decidir se ele deve ou não materializar-se e cumprir seus propósitos.

quinta-feira, setembro 03, 2009

Ocultistas Profissionais - Inimigos do Trabalho

Os principais inimigos do trabalho sobre si mesmo são os ocultistas profissionais isto é, aqueles que professam o ocultismo como profissão. Especialistas em Tarot,I-Ching, cartas,adivinhação. Médiuns e clarividentes. Bruxos e feiticeiros. Todos estes são inimigos declarados de qualquer linha que vise o desenvolvimento de si mesmo, salvo raras excessões. Estas excessões precisam ser determinadas pelo mestre,cujo objetivo claramente definido dado seu alto nível consciencial o permite escolher aqueles que terão um papel ativo no grupo responsável pelo desenvolvimento de um conjunto de indíviduos reunidos a fim de estudar a si mesmos.
Mas, de pronto, há de se buscar os critérios da ciência objetiva para excluir os ocultistas profissionais.

domingo, junho 21, 2009

Pequena Cosmogênese - Stanislas de Guaïta"

“No princípio, na raiz do Ser, é o Absoluto. O Absoluto- que as religiões denominam Deus – é insuscetível de ser conceituado, e quem quer que pretenda defini-lo desnatura sua noção, colocando-lhe limites: “Um Deus definido é um Deus finito” (Èliphas Lévi).
Porém, desse insondável Absoluto emana eternamente a Díade Andrógina, formada por dois princípios indissoluvelmente unidos: o Espírito Vivificador e a Alma viva Universal (símbolo do mercúrio).
O mistério de sua união constitui o Grande Arcano do Verbo. Ora, o Verbo é Homem coletivo considerado em sua síntese divina, antes de sua desintegração. È o Adão Celeste antes de sua queda, antes que esse Ser Universal se modalizasse, passando da Unidade ao Número, do Absoluto ao Relativo, da Coletividade ao Individualismo, do Infinito ao Espaço e da Eternidade ao Tempo.
Sobre a Queda de Adão, eis algumas noções do ensinamento tradicional. Incitados por um móbil interior sobre cuja natureza intrínseca devemos silenciar aqui, móbil que Moisés (nome hebraico) denomina NAHASH e que definiremos, se quiseres, como sendo a sede egoística da existência individual, um grande número de Verbos fragmentários, consciências potenciais, vagamente despertadas em forma de emanação no seio do Verbo Absoluto, separou-se deste Verbo que continha.
Eles se destacaram – ínfimos submúltiplos – da Unidade-mãe que os havia criado. Simples raios deste sol oculto, dardejavam infinitamente nas trevas sua individualidade nascente, individualidade que almejavam ver independente de todo princípio anterior. Em suma, almejavam autonomia.
Contudo, como o radio luminoso goza apenas de uma existência relativa, com relação ao lume que lhe deu origem, esses Verbos, igualmente relativos, despojados de principio autodivino e de luz própria, obscureceram-se na medida em que se distanciaram do Verbo absoluto.
Eles se precipitaram na matéria, falácia da substância em delírio de objetividade; na matéria que é, para o Não-Ser, aquilo que o Espírito é para o Ser. Desceram até a existência elementar: até a animalidade, até o vegetal, até o mineral... Assim nasceu a matéria, que foi logo elaborada pelo Espírito, e o Universo concreto tomou um caminho ascendente, que remonta da pedra, apta à cristalização, até o homem suscetível de pensar, orar, aprovar o inteligível e se devotar a seu semelhante.
Essa repercussão sensível do Espírito cativo, que sublima as forças progressivas da Matéria e da Vida para empreender a saída de sua prisão, é constatada e estudada, sob o nome de Evolução, pela Ciência Contemporânea.
A Evolução é a Redenção Universal do Espírito. Evoluindo o Espírito reascende.
Todavia, antes de reacender, o Espírito decaíra. È o que chamamos de Involução.
Como o submúltiplo verbal se deteve em determinado ponto de sua queda? Que força permitiu que retrocedesse? Como a consciência adormecida de sua divindade coletiva pôde, enfim, despertar nele sob a forma ainda imperfeita da Sociabilidade? Há tantos mistérios profundos, que não poderíamos abordá-los aqui. Se a Providência estiver contigo, conseguirás compreendê-los.
Aqui me detenho. Já foste suficientemente conduzido pela senda. Eis-te munido de uma bússola oculta que, se não evitar que te desvies, pelo menos permitirá que sempre reencontres o caminho certo".
Guaita, Stanislas. No umbral do mistério. São Paulo, Martins Fontes, 1985.pp.94-95

quinta-feira, junho 11, 2009

Mediunidade X Necromancia

São costumeiras as alusões aos "espíritos brincalhões" a que se refere Allan Kardec em seus escritos. Auxiliado como diz ter sido pelas mais elevadas inteligências do passado clássico e da Idade Moderna quem somos nós para questionar o maior expoente do espiritismoo ocidental que apenas no Brasil conta com milhões de seguidores - mais que em sua pátria natal, a França, onde é visto como expressão discutível do positivismo levado à espiritualidade ou uma afirmação às avessas da "religião positivista" à La Auguste Comte.
Espiritismo entretanto equivale a necromancia mais crua. Não há outra maneira de se inteirar das intenções de seres - ou restos de seres - que habitam os outros planos e em especial o astral inferior que não seja sua evocação, a chamada dos mortos. Desde a mais longínqua antiguidade esta prática é condenada como o mais detestável, espúrio e danoso ato de magia negra, capaz de produzir consequências cármicas de magnitude incalculável sobre quem o pratica. Dois casos célegres de operações necromantes - não "teúrgicas" a bem dizer, pois envolvem exatamente o contrário do trabalho divino: o recurso do Rei Saul à necromante com o intuito de tomar conselho do profeta Samuel e a célebre e nefasta prática ritualista em que Èliphas Lévy buscava evocar o "espírito" do grande Apolônio de Tyana.
Os resultados relativos aos dois exemplos são bem conhecidos: em um deles a inevitável derrota do primeiro Rei de Israel e repugnante morte pela espada além da perpétua execração de seu nome real. No segundo, segundo as palavras do próprio mago - cuja estatura espiritual é inegável, apesar de todos os seus erros - a quase loucura e uma estranha atração pela morte.
Que estes e outros exemplos esclarecedores possam incutir nas pessoas, em particular aos brasileiros - facilmente seduzidos pela idéia idílica da mediunidade - que perturbar o tranquilo repouso e período de aprendidagem dos que se foram do "mundo cèu" é o pior dos crimes que se pode intentar contra um Ser do ponto de vista cármico. Por outro lado, aproximar de nosso plano os moradores demoníacos das Qliphot, o que fica abaixo do mundo mais inferior é loucura e perdição absoluta que pode acarretar atrasos substantivos na evolução espiritual de quem se sujeita a semelhante atitude.
Quero fazer notar, não obstante, que os dois seres a quem os "evocadores" se dirigiram nos exemplos foram dois Entes de grande estatura neste mundo, um dos mais inspirados profetas de Israel e aquele que, segundo relatos históricos (o de G.R.S. Mead representa síntese brilhante destes nos tempos atuais) por pouco não se igualou ao próprio Jesus de Nazaré em sabedoria e milagres operados diante das gentes. Não são estes, justamente, os "espíritos elevados" cujos ensinamentos orientam os espíritas? Será que se sentem mais confortáveis em se manifestar diante de alguns cidadãos e mais tímidos ou "vingadores" quando falam a Saul, o Rei Ungido de Israel por vontade de YHVH?

domingo, junho 07, 2009

Ocultismo Ocidental

A tradição esotérica oculta ocidental é superior à oriental porque não pode ser captada pelo cérebro físico inferior. A razão mais baixa ou inferior foi iluminada pela luz divina que no Ocidente a vivificava e fazia com que as verdades mais excelsas não pudessem ser expressas na línguas dos homens, mas na língua dos anjos e compreendidas pelo dom do espírito santo. No Ocidente que que alguns se referem com desprezo como "medieval" ou pré-moderno medraram as tradiçoes alquímicas e ocultas, muitas delas arrebanhando sem distinção homens humildes do povo a quem foram negadas as letras mais elementares, príncipes e os endinheirados da época dispostos a "renunciar a si mesmos" e seguir a cruz.
Neste pequeno grupo de estudiosos sobressaiam-se os verdadeiros adeptos, que falavam das verdades que haviam descobertos não através de conceitos claramanete inteligiveis através da apreensão do significado da linguagem humana mas mediante o uso de faculdades suprassensíveis acessadas em planos superiores superiores de existência.
Tais verdades eram anunciadas não através de "conceitos precisos" avalizados pela "academia" reinante no universo do ensino formal mas através de símbolos, correspondências, gravuras, figuras geométricas, cores, analogias e o recurso a personagens, situações e passagens escolhidas da literatura religiosa apropriada pela população européia, o Antigo e o Novo Testamentos.
Não se cunharam termos "rigorosos" para que a "verdade" - digo a "verdade" bruta, terrestre e material - pudesse ser descortinada via esforços ingentes proveninentes da razão humana inferior. Estas verdades, a bem dizer, jamais poderiam ser percebidas sequer num relance por ela, permanecendo "ad saeculum seculurum" impermeáveis a seu inquérito.
Sem a mais profunda busca interior e o encontro de si mesmo, que corresponde à união com o altíssimo, o abandono da ilusão irradiada do reino diabólico da matéria jamais seria compreendida e o método para tal nunca absorvido em não consistindo em um método didático apreensível em separado da própria busca em si.

quinta-feira, junho 04, 2009

História Oculta da Humanidade - Idade Moderna (De John Dee à Aurora Dourada - Golden Dawn - ao Novo AEON)

John Dee e Edward Kelley - auxílio á Rainha da Inglaterra e criação do "British Empire", o Grande Império Britânico. Derrota da forma como Felipe II encarava o catolicismo genuíno, maculada pela longa luta contra os árabes e libertação da Espanha e Portugal, infelizmente manifesta na criação de sua "invencível" armada - aniquilada pela evocação dos anjos enoquianos pelo Sr. John Dee que apelaram aos poderes das quatro torres - e criação das bases do futuro estado democrático na Europa e do moderno capitalismo.
Manifestos Rosa-Cruzes - Alemanha. Surgimento do luteranismo. Os príncipes se engalfinham pelo poder político, alguns aliados a Lutero, outros ao Papa. Em meio ao luto por milhões de vítimas inocentes ressurge a Rosa Cruz e Christian Rosenkreuz. Jacob Böehme e os rosa-cruzes e verdadeiros teósofos alemães reencarnam.
Vésperas da Revolução Francesa - Os Grandes Mestres do Mundo Oculto, a Hierarquia Oculta que governa o mundo determina a vinda à terra, especialmente a Europa, sob a forma do Conde de Saint Gérmain e o ser inferior a ele na luz, mas não em papel, Cagliostro. Preparação para os grandes eventos que se sucederam à revolução francesa, a ascensão de Bonaparte e sua inclinação ditada pelos mestres em direção ao hermetismo egípcio e a decifração de sua escrita, os hieroglifos. Surgimento do Adepto Champollion.
Inglaterra, sec. XIX - Auge da Revolução Industrial. Surgimento de movimentos satânicos e materialistas na Inglaterra e continente, em particular o socialismo fabiano e a social-democracia, além do anarquismo bakunista assassino - com a mediação exercida pelo grande Richard Wagner na Alemanha, como contraponto místico-cultural à barbárie que brotava naquele período. Nestes anos os mestres e adeptos ocultos preparam homens e mulheres que resgatariam as velhas tradições herméticas em uma nova ordem que viria a corrigir e apeiçoar a maçonaria teórica e operativa: a "Golden Dawn" ou "Aurora Dourada. Seus grandes expoentes são Wescott, Mathers e Waite.
Ainda no século XIX, Helena Petrovna Blavatsky, acionada pelos grandes Mestres ou Mahatmas do Ocidente e Oriente é instada a interpretar o Livro de Dzian - tentativa antes realizada por Eliphás Lévy ao ter acesso ao Sépher Dzeûnita. Este, cedendo aos caprichos da juventude perdeu suas faculdades ao tentar métodos equivocados de evocação que o mergulharam em profunda melancolia. (a célebre operação  dirigida ao suposto fantasma de Apolônio de Tyana). Publicação da Doutrina Secreta e Ìsis sem Véu, erigindo-se uma ponte para a união entre Ocidente e Oriente e fundação da moderna Índia através da Sociedade Teosófica em Adyar.
Século XX - A Luz infinita ganha manifestação no grande Mestre Gurdjieff (João em carne na ilha de Patmos) e seus discípulos. Frater Perdurabo (Therion) anuncia o advento do AEON de HORUS e se afirma a reencarnação de Edward Kelley (o que em si traduz a dualidade do período), aproximando-se o desfecho do ciclo histórico ditado pela hierarquia oculta do mundo.

domingo, maio 03, 2009

Israel Regardie - Magia, Viagens Astrais, Mediunidade


Do livro "The Tree of Life - An Illustrated Study in Magic" do membro da G.D. e grande mago Israel Regardie seguem intrigantes pontos de vista. Eis a tradução de alguns parágrafos, capenga e sujeita a críticas dos leitores que a podem cotejar com a edição original da Llewellyn Publications de 2007. O texto está entre as páginas 29 e 32 da obra.


" Nestas páginas espero evidenciar que a técnica da Magia está em consonância estrita com as tradições da mais alta antiguidade e que possui a sanção, explícita ou implícita, das melhores autoridades. Jâmblico, o divino Teurgista, tem muito a dizer em seus vários escritos sobre Magia, assim como Proclus e Porfírio, e mesmo a moderna literatura teosófica autorizada tem referências obscuras, mesmo que nunca explicadas e ampliadas sobre a Mágica Divina. Algumas excelentes invocações de obras gnósticas e várias recensões do Livro dos Mortos serão apresentadas até o fim deste livro e discussões baseadas nas concepções egípcias ou cabalísticas serão encontradas em outros capítulos.
Qualquer síntese sumária da Magia em uma palavra singular, "psiquismo", é claramente absurda, para dizer o mínimo. Eu conheço os teosofistas contudo, e compreendo a necessidade de antecipar suas objeções de forma clara. O mago necessita ter controle sobre sua natureza; cada elemento constituinte de seu ser deve ser desenvolvido até o ápice da perfeição. Nenhum princípio deve ser reprimido; cada um deles é um aspecto do espírito supremo e deve cumprir seu próprio propósito e natureza. Se o teurgista se engaja, por exemplo, em viagem astral - o que é objeto da maior parte das objeções teosóficas - isto se deve a três razões:
Em primeiro lugar, na assim chamada "Luz astral" ele deve perceber o exato reflexo de si mesmo em suas diversas partes e qualidades e atributos. Um exame deste reflexo tende naturalmente a uma espécie de auto-conhecimento.
Em segundo lugar,a definição de luz astral de um ponto de vista mágico é excessivamente ampla, incluindo todos os sub-planos sutis acima ou dentro do físico e é o objetivo do magista subir constantemente para os mais etéreos e lúcidos reinos do mundo espiritual. Os elementos mais grosseiros da esfera de Azoth, com suas imagens sensuais e visões opacas e obnubiladas também devem ser transcendidos e deixados para trás. Èliphas Lévy vai ainda mais adiante ao fazer para propósitos práticos não mais que duas grandes divisões no universo: o mundo físico e o mundo espiritual.
Em terceiro lugar, antes que essa porção particular do mundo invisível possa ser transcendida, deve ser conquistada e dominada em todos os seus aspectos. Todos os entes desta esfera devem se submeter ao magista, aos seus símbolos mágicos e obedecer inequivocamente à realidade de sua vontade real a qual simbolizam. Em nosso plano, em nosso reino diário de experiência ordinária, símbolos são meramente representações arbitrárias de significado interior e inteligível. São as assinaturas visíveis de uma graça metafísica ou espiritual, como se pode dizer. Na Luz Astral, contudo, estes símbolos assumem existência independente revelando sua realidade tangível e assim se tornam de máxima importância. As evocações são feitas pelo magista não por curiosidade nem para satisfazer sua sede por poder, mas com o único objetivo de trazer essas facetas ocultas de sua própria consciência para o campo de sua vontade e submetê-las a seu domínio (...)".
"Em Magia nenhuma tentativa é feita para adquirir poderes para seus próprios propósitos ou para qualquer fim nefasto. Qualquer poder adquirido deve ser instantaneamente submetido à Vontade e mantido em seu próprio lugar e perspectiva (...)"
"Por que indivíduos - particularmente alguns teosofistas - o cobiçam ou contemplam como fazem o astral e seus poderes ocultos para seu próprio deleite ou morbidade patológica isso é coisa que ultrapassa minha compreensão. No começo de sua carreira o magista é obrigado a compreender que sua única aspiração é o seu EU SUPERIOR ou seu Santo Anjo Guardião e que quaisquer faculdades obtidas devem ser atreladas a essa aspiração (...)". "(...) Uma aspiração a algo que não seja o Santo Anjo Guardião constitui em realidade e em raras exceções, um ato de magia negra o qual é deplorável ao extremo".
"Outra objeção também levantada é a de que a Magia pode levar à mediunidade. Esta também é uma censura errônea para um grande número de pessoas. Foi corretamente observado que ambos, o mago e o médium, cultivam o transe. Mas aí o acuro da observação cessa, pois nos respectivos estados de consciência está toda a diferença no mundo. Como se diz popularmente é num piscar de olhos que a diferença entre o gênio e o louco é revelada. A real distinção é que num caso a balança da gravidade está acima do centro normal de consciência. No último caso abaixo e a consciência que desperta se tornou invadida por uma horda descontrolada de impulsos inconscientes. A mesma idéia se aplica mais fortemente à comparação entre o médium e o magista. O médium cultiva um transe passivo e negativo que desloca seu centro de consciência para baixo, para o que chamamos NEPHESH. O magista, por outro lado, está intensamente ativo de um ponto de vista mental e espiritual, simultaneamente e também se mantém em um transe noético, mas mantendo os processos do raciocínio sob controle. Seu método é subir acima deles, abrindo a si próprio aos raios telésticos do seu Ser Superior ao invés de descer ao acaso ao lodo de nephesh.
Esta constitui a única diferença. O cultivo da Vontade Mágica e a conseqüente exaltação da alma é a técnica da magia. O transe espiritualista não é nada mais, nada menos, que uma descida não usual na inércia e na consciência animal. Abdica-se de toda a humanidade e divindade no transe passivo e negativo em prol da vida animal e da obsessão demoníaca. Ao abrir mão do ego individual, toma lugar no magista a consciência noética espiritual, não o torpor da vida instintiva e vegetativa. “A Magia não tem então qualquer associação sob qualquer ponto de vista com a mediunidade”.

domingo, novembro 04, 2007

O Verdadeiro Segredo

Em 2007 uma película americana fez tremendo sucesso em todo o mundo: "O Segredo" (The Secret). Pretensamente oculto por magos, alquimistas, estudiosos, políticos e profissionais de sucesso etc, o segredo era finalmente descortinado perante o mundo. Em que consistia: na Lei da Atração.
Bem, toda a literatura pregressa de auto-ajuda, sobretudo aquela corrente americana e francesa da primeira metade do século XX enfatiza a importância da "Lei da Atração", do impacto do que pensamos sobre as realidades. "Pensamentos são coisas" ensina o ocultismo e professores de esoterismo mais renomados com Charles E. Leadbeater legaram ao mundo uma explicação suficientemente convicente do processo de gestação das assim chamadas "formas-pensamento", que nascendo de nossas construções no plano mental algumas vezes passam a alimentar-se de matéria astral e se transformam em poderosos elementais artificiais em obediência à lei da luta pela sobrevivência (tudo o que existe que perdurar).
No filme os pensamentos se transformam em realidade com espantosa facilidade. Um homem planejou comprar sua casa dos sonhos durante anos, afixou uma fotografia do que esperava ser este seu desejo de consumo e pronto: anos depois, já morando nela, apercebeu-se de que havia adquirido a tão acalentada morada, exatamente aquela! Um reverendo new age com ares de pastor do Brooklin (só que repetindo chavões de péssimo nível) aparece todo o tempo afirmando que você pode, é preciso ter vontade (outras tantas obviedades) e, em certa altura, se diz que o segredo funciona sim, mas a fórmula do sucesso jamais deve conter a partícula "não", o que estragaria todas as suas intenções. Deve ser totalmente positiva (pense positivo, que grande novidade...).
Há um ponto sem dúvida interessante. Um homem pensa em um elefante e no filme o paquiderme surge num piscar de olhos. Mas, repentinamente, o narrador alerta para o fato que aquilo felizmente não aconteceria, porque sempre há um "lapso" de tempo entre sua construção mental determinada e sua realização. Haveria, portanto, tempo para se corrigir eventuais erros de pensamento, evitando que o mundo seja tão mal quanto se esperaria.
Há uma certa dose de verdade em tudo o que é transmitido pelo filme, mas com algumas ressalvas. È da própria natureza humana planejar, antecipar o futuro. Não há nada tão estranhamente oculto nesta idéia, nem algo transcental. O homem é dotado da capacidade de antecipar seus rumos e providenciar os meios para alcançar suas metas. Lembro-me de minha experiência pessoal. Uma vez tendo determinado que atingir certa coisa era fundamental, fazia de tudo para cumprir esta determinação. O mecanismo nem sempre é racional, pois se assume quase uma postura inconsciente nestes casos, voltada dedicidamente para o cumprimento da meta. No homem que desenvolveu em grau mais elevado a tarefa é ainda mais simples e direta, pois ele não peca, no sentido de que não se desvia da meta (pecar = desviar-se da meta).
O verdadeiro segredo no fundo é conciliar o macrocosmo e o microcosmo, voltando-se sempre ao ponto de origem: o conhecimento de si próprio e a conquista da vontade.

terça-feira, setembro 05, 2006

Clarividência e Clariaudiência Atlantes - Os Riscos de Kundalini

Antes de se falar do desenvolvimento das faculdades de clarividência e claridiaudiência, além da outra enorme gama de dons que agraciavam os atlantes, é indispensável recorrer a alguns conceitos esotéricos e teósoficos que nos ajudam a compreender a verdadeira história da Atlântida e os processos internos de “despertar do kundalini” que ativaram no mais alto grau os chacras daqueles seres. Foram eles, os Atlantes, que descobriram as propriedades intrínsecas do chamado “duplo etérico” do homem, o kundalini e seus canais (o sushuma, ida e pingala), técnicas para fazê-lo subir e suas diversas implicações negativas ou positivas. Infelizmente, com a já mencionada vulgarização excessiva dos ritos iniciáticos, indivíduos com baixa estatura moral apropriaram-se destas técnicas, transformando-se nos temíveis e bestiais magos negros que faziam encantamentos mortais com a energia emitida pelo lado escuro da lua.
Para o eminente – embora algumas vezes equivocado teósofo, Charles Leadbeater, palavra sânscrita chackra significa roda, uma série de vórtices semelhantes a rodas que existem na superfície do duplo etérico do homem. Como ele próprio define:
"Os chackras, ou centros de força, são pontos de conexão ou enlace pelos quais flui a energia de um a outro veículo ou corpo do homem. Quem quer que possua um ligeiro grau de clarividência, pode vê-los facilmente no duplo etérico, em cuja superfície aparecem sob a forma de depressões, semelhantes a pratinhos ou vórtices. Quando já totalmente desenvolvidos, assemelham-se a círculos de uns cinco centímetros de diâmetro, que brilham mortiçamente no homem vulgar, mas que ao se excitarem vividamente, aumentam de tamanho e se vêem como refugentes e coruscantes torvelinhos à maneira de diminutos sóis. Às vezes falamos destes centros como se toscamente correspondesse com determinados órgãos físicos, mas em realidade estão na superfície do duplo etérico, que se projeta mais além do corpo denso".
"Todas estas rodas giram incessantemente, e pelo cubo ou boca aberta de cada uma delas flui continuamente a energia do mundo superior, a manifestação da corrente vital dimanante do Segundo Aspecto do Logos Solar, a que chamamos energia primária, de natureza sétupla, cujas modalidades in totum agem sobre cada chackra, ainda que com particular predomínio de uma delas segundo o chacka. Sem esse influxo de energia, não existiria o corpo físico.
Portanto, os centros ou chackras atuam em todo o ser humano, ainda que nas pessoas pouco evoluídas é tardo o seu movimento, o estritamente necessário para formar vórtice adequado ao influxo de energia. No homem bastante evoluído refulgem e palpitam com vívida luz, de maneira que por eles passa uma quantidade muitíssimo maior de energia, e o indivíduo obtém como resultado o acréscimo de suas potências e faculdades".
Mas o que é o duplo etérico? Para os Hindus, é “(...) Prânamayakosha, ou véiculo do Prâna; em alemão é Doppelganger. Depois da morte, separado do corpo físico denso, é a ‘alma do outro mundo’, o ‘fantasma’, a ‘aparição’ ou o ‘espectro dos cemitérios’. Em Raja Yoga, o duplo etérico e corpo denso unidos são chamados o Sthûlopâdhi, isto é, o Upâdhi inferior do Atma” (POWELL, Major Arthur E. O duplo etérico. São Paulo: Ed. Pensamento.)
O duplo etérico é a reprodução exata da forma densa, ultrapassando a epiderme de cerca de uma polega, ainda que a aura da saúde ultrapasse várias polegadas. Ao mesmo tempo em que o homem purifica o corpo denso, purifica também o seu duplo etérico, pois este é sua contraparte. Não entraremos aqui na discussão da composição deste “duplo”, mas esquematicamente pode-se considera-lo como se segue:
Química Oculta
Física
Exemplo
E1 Atômico
Eletrônico
Electron
E2 Subatômico
Núcleo Positivo
Partícula Alfa (mesons e elétrons)
E3 Superetérico
Núcleo Neutralizado
Nêutron
E4 Etérico
Atômico
N. Nascente
H. Atômico
Gasoso
Gás Molecular, etc
H2, N2 ou compostos gasosos
Suas funções principais são: a) absorver o Prâna ou a Vitalidade, enviando-o a todas as regiões do corpo físico; b) operar como intermediário ou ponte entre o corpo físico e o corpo astral, transmitindo a este a consciência dos contatos sensoriais físicos e, outrossim, permitindo a descida ao cérebro físico e ao sistema nervoso da consciência dos níveis astrais e dos superiores ao astral”.
Nesse sentido, como já discutido nos tópicos anteriores, os ocultistas sabem que existem pelo menos três forças independentes e distintas, emanadas do Sol, que chegam ao nosso planeta”, ou seja:
1 – Fohat ou Eletricidade (na verdade, englobando todas as forças conhecidas, como magnetismo e também a energia nuclear forte e fraca);
2 – Prâna ou Vitalidade
3 – Kundalini ou Fogo Serpentino.
Sem o Prâna, o corpo seria um agregado de moléculas independentes. “Prâna reúne e as associa num todo único e complexo, percorrendo as ramificações e malhas da tela vital, cintilante e dourada, de finura inconcebível, beleza delicada, constituída por um só fio de matéria búdica, por um prolongamento do Sutratma e nas malhas do qual vêm se justapor os átomos mais grosseiros. (...) A associação do Prâna astral e do Prâna Físico cria a matéria nervosa, que é fundamentalmente, a célula, e fonfere a faculdade de sentir o prazer o sentimento” (POWELL).
Do ponto de vista do homem, quiçá o mais importante aspecto seja a kundalini, o fogo ou serpente serpentina, que habita o chakra da base da coluna vertebral. Estas forças difundidas através dos chackras se mostram essenciais à vida do duplo etérico. Por isso, todos os indivíduos possuem esses centros de força, embora o grau de seu desenvolvimento varie muito em cada indivíduo. Quando não muito desenvolvidos, são foscos e as partículas etéricas lentas, formando um vórtice apenas suficiente para a manifestação da força e nada mais. Por outro lado, nos indivíduos mais adiantados, fulguram palpitam fortemente, brilhando como pequenos sóis. Neste caso, sua dimensão varia de 5 a 15 centímetros, segundo o Major Powell. No caso dos recém-nascidos são círculos minúsculos do tamanho de uma moeda comum,pequenos discos que mal se movem e escassamente brilham”.
Os chackas etéricos têm duas funções distintas: uma, absorver e distribuir o “prâna” no corpo etérico, e daí ao corpo físico, para manter a vida deste. A segunda função consiste em trazer à consciência física a qualidade inerente ao centro astral correspondente.”
“Quando os centros etéricos estão completamente desenvolvidos, o cérebro conserva a recordação integral das experiência astrais”. (POWELL, 2005).
Suas principais características são:
- Centro esplênico, brilhante e de cor solar. No centro astral, vitaliza o corpo astral permitindo-o viajar conscientemente neste corpo. No Centro etérico: vitaliza o copor físico e permite viagens astrais.
- Centro da Base espinhal: no centro astral é a sede de Kundalini e no central. Sua cor é alarajanda-vermelha ígnea.
- Centro umbilical: verde. Sentimento sensibilidade. No centro etérico, sensibilidade às influencias astrais.
- Centro Cardíaco: Ouro brilhante. No centro astral, compreensão das vibrações astrais, consciência dos sentimentos dos outros.
- Centro Laríngeo: Sua cor tem muito de azul, mas o efeito geral é prateado brilhante, um pouco da claridade lunar caindo sobre as águas ondulante.No centro austral, ouvido, no centro etérico, audição etérica e astral.
- Centro dos supercílos: No centro Astral Vista, no Etérico, clarividência, Amplificação. Aparência metade rósea, com muito de amarelo.
- Centro situado no alto da cabeça: diferente dos outros. “Os livros hindus o chama o lótus de mil pétalas, embora o número exato de força primária seja 960. além disso, possui uma espécie de vórtice secundário, ou atividade menor, com doze ondulações próprias. O despertar co centro astral correspondente é o coroamento da vida astral, pois confere ao homem a plenitude de suas faculdades.
LEADBEATER, CHARLES W. Os chackras - os centros magnéticos vitais do ser humano. São Paulo. Ed. Pensamento, 2004.
POWELL, Major Arthur E. O duplo etérico. São Paulo: Ed. Pensamento, 2003.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Os Adeptos e o Circuito Exterior


Os adeptos são bem poucos na humanidade. Um adepto é aquele que atravessou com êxito a senda do discipulado, e retendo todas as virtudes indispensáveis ao alcance do nivel de "Arhat", permanece junto à humanidade para instruí-la nos sagrados e eternos preceitos da verdade. O adepto tem seus discípulos (ver figura ao lado), aos quais entrega as chaves do conhecimento. Com o passar do tempo, a depender de sua dedicação aos estudos e a práticas catárticas, estes também alcançarão o nível do adeptado, em uma ou mais encarnações. São estes discípulos que, por sua vez, encarregam-se dos pupilos de graus inferiores de conhecimento, os "candidatos" ao discipulado.
Em geral, um adepto por razões de economia (seu tempo é escasso, portanto precioso), não possui muitos discípulos. Ele detém a capacidade ímpar de inspiradamente selecionar aqueles que possam a render frutos e descartar aqueles que apenas almejam obter poderes sobrenaturais (os "sidhis") ou se encarregam dos estudos para fins egoísticos ou levianos.
Os candidatos ao discipulado, porém, podem ser muitos. Já tiveram algum contato com o esoterismo ou com os conhecimentos arcanos e desejam aprofundar-se neles, ou querem contar com as condições ótimas para o desenvolvimento prático de seus dons, aprimorando sua capacidade de concentração, meditação e realização do bem. Muitas vezes em grande número, estes candidados, por intermédio de seus instrutores, exercem efeitos benéficos sobre a massa de seres que os circunda, exercendo vibrações mentais positivas que levam à construção de formas-pensamento que vêem a auxiliar o próximo.
Sua influência sobre o assim chamado "círculo ou circuito" exotérico da humanidade é grande, pois eles estão bem próximos das pessoas comuns. Não deixam de ser importantes, pois estes candidatos - ao lado dos discípulos - à medida que crescem em quantidade, podem alterar significativamente os rumos da humanidade e seus discípulos. Se o antigo Egito era um reino de paz e harmonia, onde o próprio Faraó, muitas vezes, era um adepto também e oficiante supremo do rito de Osíris, isto se deve à presença maciça de elementos vinculados aos grandes instrutores da humanidade. À medida que o contingente destes seres foi decrescendo, o país foi se enfraquecendo moral, politica e economicamente, abrindo caminho para hordas de invasores amorais e espiritualmente enfermos.
Países como os Estados Unidos e a atual China - em que pese a sombra do comunismo nesta última, esta grande chaga da humanidade - possuem inúmeros adeptos e uma quantidade incrivelmente elevada de discípulos e candidatos ao discipulado. Isto explica suas altas taxas de crescimento econômica e robustez da estrutura política, ancorada em ensinamentos milenares. O mesmo não se dá com países como aqueles da África, em que, no sentido oposto, proliferam os magos negros e praticantes do mal. É sintomático que a recente proliferação da fé muçulmana nestes países tenha contribuido e muito para a melhora de sua estatura moral e, consequentemente, de suas instituições, pois o islamismo e seu Profeta são, sem dúvida, fontes de inspiração e nobres sentimentos e ações.
Daí se conclui que o sucesso de uma nação em todas as principais esferas da vida, a tríade sagrada (economia, política, moral) esteja em relação direta com o tamanho do seu "circuito esotérico" e do grau que impacto os demais membros da comunidade ("o círculo exotérico"). Neste sentido, os grandes Adeptos e Mestres e os seres sumamente elevados que alcançaram a buditude, cooperam entre si para que este núcleo de fraternidade universal cresça sem parar, ate que se produza do aumento quantitativo, transformações qualitativas na humanidade.

terça-feira, agosto 22, 2006

Por que Ressurgiu o Ocultismo?

Muitos se perguntam por que se deve ser um ocultista. A resposta é menos trivial do que se imagina, uma vez que o conceito que se tem do "ocultismo" na sociedade atual - que vem se consolidando como pré-conceito - desde o final do século XIX é que ele em si é uma seara de charlatães ou loucos extravagantes ou então como uma alegre reunião dos chá das cinco de um grupo de Senhores interessadas em cultivar mais um hobby ingênuo que preencha seus dias tediosas.
Este mito não deixa de ter suas razões para existir. Naquele tempo o ocultismo havia se tornado um passatempo para os nobres e, ulteriormente, para uma pequena burguesia enfastiada com os seus afazeres cotidianos e assustada com o capitalismo agressivo que lhe roubava todas as esperanças de restauração de uma Era Cavalheiresca que havia sido definitivamente enterrada com a queda da Dinastia dos Bourbón e o fim de uma elite cultural que animou a Europa por séculos, agraciada por seus dias de infindável descontração.
Mas a explosão do espiritualismo no velho continente e nos Estados Unidos em meados do séculoXIX, com os fenômenos das mesas girantes e materializações de "espíritos" em reuniões por toda a parte, com todo o rol de bizarrias e pantomima que as acompanhavam, acabou por acarretar uma série de investigações sobre os casos, envolvendo até escritores famosos com Arthur Conan Doyle ou, inacreditalvemte, o velho companheiro de Karl Marx em seus estudos do materialismo direto, Friedrich Engels, que escreveu "Uma Investigação no Mundo dos Espíritos", que não logrou sucesso em desmascarar os citados fenômenos.
Tão grande era a extensão do "fenômeno espírita", que um social-democrata destacado como Friedrich Engels viu-se obrigado a interromper a redação de seus livros e o trabalho junto aos movimentos sociais para dedicar-se ao estudo do paranormal, sendo levado a concluir que qualquer julgamento sobre os eventos de outro mundo ficava circunscrito ao terreno da razão, sendo francamente impossível provar sua veracidade ou não somente através da experimentação.
No século XVIII a Europa já havia sido invadida por uma onda ocultista sem precedentes. Ao invés do medo reinante nos séculos XVI e XVII, apogeu dos filósofos e rosa-cruzes e místicos como Swedenborg, Paracelso e os alquimistas de origem medieval (que com centenas de anos não aparentava mais de 40), Clagliostro, Saint-Gérmain e um amontoado de figuras sinistras se avolumavam nas cidades européias. O ápice do movimento foi a publicação das obras de Èliphas Lévy e Papus, nomes hebraicizados de Alphonse Louis Constant e Gérard Encacusse, principais responsáveis pelo resgaste da Caballa medieval e antigas fórmulas mágicas entre os europeus da revolução industria.
"Demon est Deus Inversos". Com este motto, Lévy conquistou centenas de adeptos no continente e na Inglaterra, e com as promessas de invocação de espíritos e o domínio de rituais mágicos antes ocultos dos olhos curiosos das massas, o moderno ocultismo europeu - uma obra de Lévy e Papus - tornou-se a coquecoluche do europeu mediano. Com o advento do movimento espiritualista - só mais tarde identificado com o atual kardecismo - estavam reunidos os elementos para a explosão da mais fantástica revolução religiosa desde Lutero e o protestantismo. Desta vez não estava em cheque a fé cristã, mas a própria noção européia de espiritualidade e as idéias consagradas sobre Deuses, Santos e Demônios.
O "ocultismo" trazia uma nova perspectiva. Antigas ciências como a alquimia e a caballa eram reabilitadas. Os segredos do Tarot e da numerologia eram trazidos à público. Os rituais mágicos eram pela primeira vez explicados sob a luz de uma tênue razão. As velhas ordens maçônicas e rosa-cruzes, já embotadas pela burocracia e o formalismo, eram vivificadas pelo verdadeiro e imorredouro misticismo. Era uma explosão de religiosidade de novo tipo, como que se Ìsis e Vênus voltassem a viver e o esplendor do antigo Egito e do Mundo de milhares de anos atrás emergisse do portal do tempo. Estava aberta a porta para o nascimento - ou melhor dizendo, renascimento - da Theosophia, a Sabedoria Divina, que teve em Helena Petrovna Blavatsky, uma nobre de origem russa, sua maior expoente e nobre fundadora.