Gurdjieff

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quinta-feira, junho 04, 2009

História Oculta da Humanidade - Idade Moderna (De John Dee à Aurora Dourada - Golden Dawn - ao Novo AEON)

John Dee e Edward Kelley - auxílio á Rainha da Inglaterra e criação do "British Empire", o Grande Império Britânico. Derrota da forma como Felipe II encarava o catolicismo genuíno, maculada pela longa luta contra os árabes e libertação da Espanha e Portugal, infelizmente manifesta na criação de sua "invencível" armada - aniquilada pela evocação dos anjos enoquianos pelo Sr. John Dee que apelaram aos poderes das quatro torres - e criação das bases do futuro estado democrático na Europa e do moderno capitalismo.
Manifestos Rosa-Cruzes - Alemanha. Surgimento do luteranismo. Os príncipes se engalfinham pelo poder político, alguns aliados a Lutero, outros ao Papa. Em meio ao luto por milhões de vítimas inocentes ressurge a Rosa Cruz e Christian Rosenkreuz. Jacob Böehme e os rosa-cruzes e verdadeiros teósofos alemães reencarnam.
Vésperas da Revolução Francesa - Os Grandes Mestres do Mundo Oculto, a Hierarquia Oculta que governa o mundo determina a vinda à terra, especialmente a Europa, sob a forma do Conde de Saint Gérmain e o ser inferior a ele na luz, mas não em papel, Cagliostro. Preparação para os grandes eventos que se sucederam à revolução francesa, a ascensão de Bonaparte e sua inclinação ditada pelos mestres em direção ao hermetismo egípcio e a decifração de sua escrita, os hieroglifos. Surgimento do Adepto Champollion.
Inglaterra, sec. XIX - Auge da Revolução Industrial. Surgimento de movimentos satânicos e materialistas na Inglaterra e continente, em particular o socialismo fabiano e a social-democracia, além do anarquismo bakunista assassino - com a mediação exercida pelo grande Richard Wagner na Alemanha, como contraponto místico-cultural à barbárie que brotava naquele período. Nestes anos os mestres e adeptos ocultos preparam homens e mulheres que resgatariam as velhas tradições herméticas em uma nova ordem que viria a corrigir e apeiçoar a maçonaria teórica e operativa: a "Golden Dawn" ou "Aurora Dourada. Seus grandes expoentes são Wescott, Mathers e Waite.
Ainda no século XIX, Helena Petrovna Blavatsky, acionada pelos grandes Mestres ou Mahatmas do Ocidente e Oriente é instada a interpretar o Livro de Dzian - tentativa antes realizada por Eliphás Lévy ao ter acesso ao Sépher Dzeûnita. Este, cedendo aos caprichos da juventude perdeu suas faculdades ao tentar métodos equivocados de evocação que o mergulharam em profunda melancolia. (a célebre operação  dirigida ao suposto fantasma de Apolônio de Tyana). Publicação da Doutrina Secreta e Ìsis sem Véu, erigindo-se uma ponte para a união entre Ocidente e Oriente e fundação da moderna Índia através da Sociedade Teosófica em Adyar.
Século XX - A Luz infinita ganha manifestação no grande Mestre Gurdjieff (João em carne na ilha de Patmos) e seus discípulos. Frater Perdurabo (Therion) anuncia o advento do AEON de HORUS e se afirma a reencarnação de Edward Kelley (o que em si traduz a dualidade do período), aproximando-se o desfecho do ciclo histórico ditado pela hierarquia oculta do mundo.

terça-feira, agosto 22, 2006

Por que Ressurgiu o Ocultismo?

Muitos se perguntam por que se deve ser um ocultista. A resposta é menos trivial do que se imagina, uma vez que o conceito que se tem do "ocultismo" na sociedade atual - que vem se consolidando como pré-conceito - desde o final do século XIX é que ele em si é uma seara de charlatães ou loucos extravagantes ou então como uma alegre reunião dos chá das cinco de um grupo de Senhores interessadas em cultivar mais um hobby ingênuo que preencha seus dias tediosas.
Este mito não deixa de ter suas razões para existir. Naquele tempo o ocultismo havia se tornado um passatempo para os nobres e, ulteriormente, para uma pequena burguesia enfastiada com os seus afazeres cotidianos e assustada com o capitalismo agressivo que lhe roubava todas as esperanças de restauração de uma Era Cavalheiresca que havia sido definitivamente enterrada com a queda da Dinastia dos Bourbón e o fim de uma elite cultural que animou a Europa por séculos, agraciada por seus dias de infindável descontração.
Mas a explosão do espiritualismo no velho continente e nos Estados Unidos em meados do séculoXIX, com os fenômenos das mesas girantes e materializações de "espíritos" em reuniões por toda a parte, com todo o rol de bizarrias e pantomima que as acompanhavam, acabou por acarretar uma série de investigações sobre os casos, envolvendo até escritores famosos com Arthur Conan Doyle ou, inacreditalvemte, o velho companheiro de Karl Marx em seus estudos do materialismo direto, Friedrich Engels, que escreveu "Uma Investigação no Mundo dos Espíritos", que não logrou sucesso em desmascarar os citados fenômenos.
Tão grande era a extensão do "fenômeno espírita", que um social-democrata destacado como Friedrich Engels viu-se obrigado a interromper a redação de seus livros e o trabalho junto aos movimentos sociais para dedicar-se ao estudo do paranormal, sendo levado a concluir que qualquer julgamento sobre os eventos de outro mundo ficava circunscrito ao terreno da razão, sendo francamente impossível provar sua veracidade ou não somente através da experimentação.
No século XVIII a Europa já havia sido invadida por uma onda ocultista sem precedentes. Ao invés do medo reinante nos séculos XVI e XVII, apogeu dos filósofos e rosa-cruzes e místicos como Swedenborg, Paracelso e os alquimistas de origem medieval (que com centenas de anos não aparentava mais de 40), Clagliostro, Saint-Gérmain e um amontoado de figuras sinistras se avolumavam nas cidades européias. O ápice do movimento foi a publicação das obras de Èliphas Lévy e Papus, nomes hebraicizados de Alphonse Louis Constant e Gérard Encacusse, principais responsáveis pelo resgaste da Caballa medieval e antigas fórmulas mágicas entre os europeus da revolução industria.
"Demon est Deus Inversos". Com este motto, Lévy conquistou centenas de adeptos no continente e na Inglaterra, e com as promessas de invocação de espíritos e o domínio de rituais mágicos antes ocultos dos olhos curiosos das massas, o moderno ocultismo europeu - uma obra de Lévy e Papus - tornou-se a coquecoluche do europeu mediano. Com o advento do movimento espiritualista - só mais tarde identificado com o atual kardecismo - estavam reunidos os elementos para a explosão da mais fantástica revolução religiosa desde Lutero e o protestantismo. Desta vez não estava em cheque a fé cristã, mas a própria noção européia de espiritualidade e as idéias consagradas sobre Deuses, Santos e Demônios.
O "ocultismo" trazia uma nova perspectiva. Antigas ciências como a alquimia e a caballa eram reabilitadas. Os segredos do Tarot e da numerologia eram trazidos à público. Os rituais mágicos eram pela primeira vez explicados sob a luz de uma tênue razão. As velhas ordens maçônicas e rosa-cruzes, já embotadas pela burocracia e o formalismo, eram vivificadas pelo verdadeiro e imorredouro misticismo. Era uma explosão de religiosidade de novo tipo, como que se Ìsis e Vênus voltassem a viver e o esplendor do antigo Egito e do Mundo de milhares de anos atrás emergisse do portal do tempo. Estava aberta a porta para o nascimento - ou melhor dizendo, renascimento - da Theosophia, a Sabedoria Divina, que teve em Helena Petrovna Blavatsky, uma nobre de origem russa, sua maior expoente e nobre fundadora.

terça-feira, agosto 15, 2006

Moisés, o Iniciado

Moisés era um iniciado egípcio. Amigo do Faraó no trono, discípulo dos sacerdotes de Tebas, iniciado nos sagrados mistérios de Mênfis. Moisés, como já fora dito anteriormente - o que descobri ter sido já apontado por Siegmund Freud - tem mesmo um sufixo patronímico de origem egípcia e comum a muitos velhos faraós. O antigo egito era a pátria da iniciação e, segundo Édouard Schuré, novo ainda, o futuro guia dos hebreus no deserto matara um egípcio que maltratava os pobres escravos das minas, o que o obrigou a fugir para a planície de Horeb, onde conheceu o etíope Jethro, que lhe deu as chaves da compreensão dos mistérios dos elohim e do Deus único.

Na Biblioteca de Jethro leu os vetustos livros sagrados dos caldeus, aprendeu os segredos ritualísticos arcaicos que futuramente viria a traduzir no Sepher Bérishit, seu livro sagrado. Este não é o mesmo Moisés que escrevera o Gêneses (este personagem jamais existiu e este livro foi na verdade redigido na Babilônia por rabinos doutores judeus exilados). Mesmo o relato original da grande cosmogonia esotérica que mais tarde se transformaria no "gêneses" foi escrito pelo Sacerdote egípcio Moshe em caracteres hieroglíficos antiquíssimos, cujo significado oculto e profundo foi se perdendo com o desenrolar do tempo à medida que as tábuas originais eram traduzidas para idiomas mais modernos como o egípcio de 4.000 anos atrás, os caracteres cuneiformes babilônicas, o fenício e o arameu. A capacidade de interpretação de uma escrita simbólica e oculta havia se perdido junto aos cantos e fórmulas mágicas dos iniciados no culto de Osíris.

Esta é uma das teses que Èdouard Schuré desenvolve em sua alentada obra "Os Iniciados", que em escala ascedente - como que obedecendo ao plano prévio traçado pela divindade para a humanidade - apresenta os grandes mestres do mundo, os avatares de Vishnu, Rama e Krishna, Hermes o Três Vezes Grande, Moisés, Pitágoras, Orfeu e Cristo. Moisés, como o grande e inconteste fundador do monoteísmo estrito no Ocidente recebe tratamento que julgo diferenciado. Sempre incompreendido, s empre envolto pelo mistério, tendo com frequência sua própria existência histórica negada, Moisés assoma na obra como um dos maiores iniciados de todos os tempos.
E quem é este Moisés? Um príncipe e Sacerdote egípcio. Se seus ensinamentos e o conteúdo dos primeiros capítulos do Gêneses permanecem obscuros (o "Velho Testamento" é um "mar de obscenidades), isto ocorre porque foram perdidas na poeira do tempo as chaves de ouro para sua correta interpretação, uma vez que estes foram escritos em antiquíssima língua com tipos hieroglíficos que já eram desconhecidos até mesmo de parcela da casta sacerdotal. As incursões de filólogos, lingüistas e dos "cientistas" da religião foram quase repetidamente infrutíferas quando se tratava de desvelar o sentido interno destas obras, pois ora se recorriam a toscas interpretações alegóricas, ora se socorriam da "letra fria" da escritura, a exemplo dos protestantes que não aceitam nenhuma leitura mais ou menos liberal da letra bíblica.

Muito provavelmente todo o segredo sobre as origens de Moisés esteja perdido, ao menos todo e qualquer dado primário ou secundário que nos ajude a decifrar o enigma de sua existência e obra. Fora dos colégios iniciáticos e das Escolas de Mistérios não resta alternativa para o conhecimento desse assunto, que permanecerá sempre tocado com um leve sussurro de ouvido pelo mestre.

terça-feira, agosto 08, 2006

Descrição Geral do Sítio De São Desidério


Localizado entre os municípios de Catolândia e São Desidério, próximos a Barreiras, um conjunto rochoso, com um extenso complexo de grutas, tornou-se uma das áreas mais procuradas para a prática do rapel e do caving em toda a Bahia. As grutas do Buraco do Inferno e do Sumidouro, por oferecerem bons obstáculos, estão entre as mais visitadas para os esportes. Já os menos ousados e iniciantes acabam optando pelo Paredão Deus Me Livre, um desafio considerado mais fácil, com cerca de 40 metros de altura.Na mesma região, no entanto, há uma atração ainda mais procurada, tanto pelo acentuado grau de dificuldade, quanto pelas variações que seu roteiro oferece. Para chegar até a Gruta do Catão, o aventureiro terá que primeiro vencer uma trilha de quase 100 metros, dificultada pelo terreno íngreme e pedregoso, mesclado a uma vegetação bastante densa. Dentro da gruta, o caving será inesquecível, exigindo grande esforço mas oferecendo uma beleza ímpar como recompensa.
Além de ser também excelente para o rapel, é através desta gruta que se pode chegar a um dos mais belos cartões postais da região oeste, a Lagoa Azul. Neste complexo de cavernas ainda há um sítio arqueológico com pinturas rupestres, um lago com um tipo de areia movediça e outras grutas menores, como a do Sítio Grande.
Localizado entre os municípios de Catolândia e São Desidério, próximos a Barreiras, um conjunto rochoso, com um extenso complexo de grutas, tornou-se uma das áreas mais procuradas para a prática do rapel e do caving em toda a Bahia. As grutas do Buraco do Inferno e do Sumidouro, por oferecerem bons obstáculos, estão entre as mais visitadas para os esportes. Já os menos ousados e iniciantes acabam optando pelo Paredão Deus Me Livre, um desafio considerado mais fácil, com cerca de 40 metros de altura.Na mesma região, no entanto, há uma atração ainda mais procurada, tanto pelo acentuado grau de dificuldade, quanto pelas variações que seu roteiro oferece. Para chegar até a Gruta do Catão, o aventureiro terá que primeiro vencer uma trilha de quase 100 metros, dificultada pelo terreno íngreme e pedregoso, mesclado a uma vegetação bastante densa. Dentro da gruta, o caving será inesquecível, exigindo grande esforço mas oferecendo uma beleza ímpar como recompensa.
Além de ser também excelente para o rapel, é através desta gruta que se pode chegar a um dos mais belos cartões postais da região oeste, a Lagoa Azul. Neste complexo de cavernas ainda há um sítio arqueológico com pinturas rupestres, um lago com um tipo de areia movediça e outras grutas menores, como a do Sítio Grande. OBSERVAÇÃO: TEXTO EXTRAÍDO DE http://www.bahia.com.br/viver_detalhe.asp?id=112. Fotos tomadas por Maria Júlia de Sá Trancoso no local, em julho de 2006.

segunda-feira, agosto 07, 2006

A entrada do sítio arqueológico de São Desidério já é magnífica. É sensação que nos proporciona é a de estarmos recuando milhões de anos na história da terra e tendo alguma especíe de contado com homens que deixaram de existir há milhares de anos. É simplesmente fascinante e, mais ainda, assombroso, inferir que gravuras tão deliciosamente harmônicas, de cores assaz vivazes, tenham sido produzidas por seres humanos como nós, não por extra-terrestres ou deuses.

Há milhares de anos atrás, como nas cavernas de Lascaux, o homem já raciocinava com perfeição e exercitava a sua veia artística, prenunciando o modernismo na idade das cavernas!

A aqui do lado uma estranha pintura rupestre. Mais parace uma inscrição que denota contagem de algo (será que não era)? De qualquer modo, no meu blog podem ser encontradas as principais fotos deste lugar maravilhoso. Basta acessar os links abaixo:

http://creomar.nafoto.net/photo20060804115438.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804115057.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804121658.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804120651.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804120536.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804120432.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804120222.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804120432.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804115528.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804115515.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804115528.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804115515.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804115500.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804115448.html
Mais esses aqui:

http://creomar.nafoto.net/photo20060804115427.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804115348.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804115348.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804115145.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804115030.html
http://creomar.nafoto.net/photo20060804114615.html

Deleitem-se!

Outras Pinturas Rupestres

A entrada do sítio arqueológico de São Desidério é encoberta por rios e riachos, cercados por encostas íngremes e vegetação luxuriante. É difícil imaginar como a milhares de anos atrás nossos ancestrais se locomoviam com tamanha desenvoltura em uma região não só de difícil acesso como também infestada de animais selvagens e inimigos beligerantes, fartamente ilustrados nas gravuras impressas por mãos
extradiornariamente hábeis nas cavernas de idade imemorial.

Neste ponto, selecionamos um conjunto de fotografias que nos dão um pouco do sentimento de "ambiência" e nos ajudam a captar a atmosfera deste local mágico, como aliás são todas aquelas raras porções de terra onde entramos em contato com nossas mais vetustas raízes enquanto homens.



Sítios como este são verdadeiras maravilhas arqueológicas, que só muito recentemente o Brasil aprendeu a preservar, dada nossa herança cultural que nos fazia esquecer de nossas próprias origens e da antiguidade de nosso povo.

terça-feira, abril 11, 2006

Os Sacrifícios Humanos e o Declínio da Civilização Incaica - II

É difícil separar nos relatos dos cronistas – muitas vezes espanhóis cristãos, nativos convertidos à nova fé ou mestiços como o famoso Inca Garcilazo de La Vega ou Guamán Poma Ayala[1] – o trigo do joio, ou seja, o que efetivamente compreende o “conjunto exotérico” de cerimônias religiosas deste grupo social daquilo que os preconceituosos conquistadores lhes atribuíam como “resquícios mágicos e demoníacos” com a intenção de afastar as futuras gerações de suas tradições e cultos milenares.
Em que pese esta dificuldade metodológica, não restam dúvidas concernentes à realidade dos sacrifícios de pessoas nos templos incas e sua introdução relativamente recente, em um período que viria, em poucos anos, a ser marcado por enorme desunião e guerra civil – prenúncio da crise terminal que viria a se abater sobre o império.

Las capacochas[2] o capac-huchas constituían cerimônias extraordinárias dedicadas al inca, celebradas solo em oportunidades solemnes (entronización Del soberano, nacimientos de príncipes, victorias guerreras, epidemias). De aquellas ceremonias majestuosas unas eran cíclicas y otras excepcionales. En el Cusco quien las restauró fue Pachacútec con oportunidad del Coricancha remodelado (...)”
Su celebración la difundian preventivamente por todos os ángulos y rincones del tahuantinsuyo. Los curacas principales, entonces, enviaban suas ofrendas a la capital del Estado (maiz, coca, mullu, ganado, idolillos de oro y plata, cuyes, ropa de cumbi y niños de ambos sexos y de 10 años de edad, en cantidades que dependían de las posibilidades de cada etnía. En lo que respecta los niños su número fluctuaba de uno a dos. En consecuencia, el monto de productos naturales y culturales y de niños era enorme se tenermos en cuenta que las nacionalidades dependientes del Cusco pasaban de 100. A dichas ofrendas las conducían a la metrópoli del incario sus respectivos curacas, sacerdotes y otros jefes locales, desplazándose en imponentes procesiones. Los niños iban acompañados de sus respectivas progenitoras.
En el Cuzco ya, se concentraban en la plaza mayor (Aucaypata), a donde anticipadamente habían sacado las efigies de las divinidades más importantes, alrededor de cuyas estatuas daban vueltas los peregrinos, observando figuras rituales y ayunos. El Inca se refregaba la totalidad de su cuerpo con esas criaturas para participar de sus sacralidades.
Pero el sacrificio propiamente dicho iba a ser la inmolación de los referidos niños y la quema o entierro de otros ofrendas. A las lhamas las mataban metiendoles la mano por un costado para extraerles el corazón y vaticinar según sus palpitaciones. Tales ceremonias las dirigían al Sol; Huiracocha Pachayachachis, al trueno, Luna, Cielo, Madre Tierra
[3] y a Huanacauri (huaca de los alcahuizas de Ayar Ucho que fue adoptado pelos incas). Cuando el sacrificio lo ofrecían directamente al dios Huiracocha le pedían para sapainca larga vida, salud, triunfo contra sus opositores, paz en el territorio, abundancia agropecuaria, aumento poblacional y, finalmente, ventura constante para el referido mandatario.
Acabada la oración, daban de comer y beber a un grupo de los niños hasta embriagarlos. Las respectivas madres estaban encargadas de suministrar tales alimentos a los más chiquitos. Ato seguido, poco a poco los ahogaban taconeándoles la garganta con coca en polvo, con la idea de que se arribaran sin hambre, ni sed, ni descontentos ante la presencia del dios citado. De inmediato, a esos agónicos infantes les abrían sus pechitos para arrancarles sus pequeños corazones, todavía estando vivos, de manera que pulsando y latiendo los ofrecían a sus dioses en medio de actos muy ritualizados. Con la sangre de los chicuelos sacrificados untaban el rostro de las efigies sagradas, de una oreja a la outra; si bien e otras imágenes las pintaban distintas partes de sus cuerpos. Pronto guardaban los cadáveres de los mencionados niños juntamente con las demás ofrendas en un lugar lhamado Chuquicancha, cerro no muy alto en la parte prominente de Saño (San Sebastián), a casi tres kilómetros al sur del Cusco, que componía la tercera huaca del sexto ceque del Antisuyo (Cayao)
”.
Enfim, “(...) Los niños así sacrificados se convertían en huacas (seres sacralizados) con poderes para proteger a sus ayllus y etnias a los que habían pertenecido en vida, prodigándoles la fecundidad de sus ganados y campos. A sus pequeñas momias les consultaban por haberse transformado en oráculos. Consecuentemente, tenían sus santuarios e sacerdotes que recibían y hacían ofrendas
En consecuencia, las capacochas funcionaban como una institución de control social. Buscaban fusionar las etnias al cusco, capital política del imperio, con la meta de dar vida al Estado y al sapainca. Había la intención de establecer con ellas relaciones armónicas entre el poder central y las etnias regionales, o en otros términos, entre los grandes curacas e el sapainca; con lo que a su turno quedaría asegurada la cohesión ideológica entre ambos sectores político-sociales. De ahí que las capacochas conformaban un formidable instrumento de control social, cultural y económico a nivel estatal. A través de ellas se ve también cómo la religión sostenía al Estado, por cuanto configuraba una de las mejores herramientas de dominación. Ponía énfasis en demostrar que los curacas poseían algunos poderes gracias a la generosidad de la sapainca. Un juego de reciprocidad entre el gran Rey e los pequeños reyes regionales (curacas). Las capacochas anhelaban la tranquilidad y felicidad total de los grupos de poder cusqueños: ilusión que, en realidad, no pudieron alcanzarla nunca”.
[1] O primeiro, graças à sua refinada cultura castelhana e profundo conhecimento das línguas nativas era o que se poderia considerar como um intérprete mais rigoroso de um passado do qual, em parte, herdou muito da tradição oral através de sua mãe, uma princesa inca. O segundo, quase um autodidata, retém para si o mérito de uma originalidade profundamente popular e uma riqueza pictóricaO em seus textos que nos permitem nos dias de hoje reproduzir com imensa riqueza de detalhes o colorido da vida inca em seus dias de glória.
[2] Seu suposto significado em “quétchua” é o “grande pecado”, alusão ao caráter expiatório dos ritos sacrificiais humanos.
[3] Mãe Terra ou Pacha Mama, já representado em Tiawanaco pelo celebro monólito Bennet.

sexta-feira, abril 07, 2006

Os Sacrifícios Humanos (Período Incaico e Pré-Incaico) e a Destruição do Tawantinsuyo, o Grande Império do Inca


Os sacrifícios humanos - e por vezes o canibalismo - foram situados na moderna antropologia como fenômenos comuns entre povos primitivos ou pequeno número de nações esparsas no mundo antigo, a exemplo dos fenícios - os supostos massacres de crianças em Cartago e povos do antigo Crescente Fértil (a lenda de Abraão que rememora milenares costumes cananeus ao receber o "chamado" de Javé para matar seu filho). Entre os gregos e romanos, elementos sub-reptícios de suas mitologias levam a crer que a ascensão do "homem moderno" da Paidéia é uma idéia fortemente enraizada na superação de práticas canibais de origem ancestral (o Apólo original era um Deus de sacrifícios e os mistérios de Elêusis com a simbologia da descida de Perséfone ao Hades o testemunham). A luta de Heracles contra os ciclopes, o sacrifício de Ifigênia por Agamênon e as inúmeras libações da Ilíada seguidas de rituais assassinos (como a mortandade que se segue à queda de Pátroclo, o amado de Aquiles) são ilustrações deste passado homicida.



(ESTÁTUA ERIGIDA AO INCA PACHACÚTEC, EM AGUAS CALIENTES, foto própria).

No período dos grandes descobrimentos a prática de imolar homens e mulheres era denunciada e estigmatizada como demoníaca entre pelos catequistas cristãos e portugueses, cujos primeiros comentaristas traçaram quadros assombrosos dos cortejos de homens e mulheres degolados nos templos mexicanos. A sucessão de descobrimentos na região ocupada pelo “Tawantinsuyu" (o território dos quatro suyos ou partes do Império)incaico na América andina, mais propriamente as culturas como a mochica, além de sugerirem o emprego persistente de "oferendas" humanas aos Deuses parecem derrubar por terra o antigo mito de que os incas não praticavam tais sacrifícios.

É digno de nota que culturas como a Chavín, Vicus, Salinar-Gallinazo e Paracas, extremamente antigas, não praticassem os sacrifícios humanos, segundo as pesquisas disponibilizadas por inúmeros arqueólogos. Entre os Mochicas, no Vale de Moche e nas regiões de Chicama, Virú e Chão, o assassínio religioso de homens e mulheres era comum, como provam recentes artigos na “National Geographic”. Porém, todos estes assassínios coincidiam com a decadência desta civilização milenar, que julgar pelas huacas (retratos) que nos restaram hoje em dia, havia mergulhado em uma pornografia e em um culto ao sexo sem precedentes.

Ainda sobre os poderosos mochicas, relatos orais que me transmitiram amigos peruanos nos dão conta do estado de podridão a que haviam chegado no limiar de sua existência como civilização. Suas "huacas" ou ídolos com significado religioso haviam se transformado em peças com ilustrações pornográficas, exibindo variado leque de posições sexuais e relações hetero e homossexuais. Isto coincide, justamente, com a multiplicação em escala gigantesca da mortandade de crianças.

Minha tese principal é a de que entre os povos pré-colombianos, à diferença do ocorrido entre gregos, romanos e as nações da civilização ocidental, a decadência de sua cultura e sociedade coincidiu com a adoção tardia – por motivos políticos e cálculo “maquiavélico” dos estadistas – de rotinas religiosas fundamentadas na matança de seres humanos. Entre os gregos, como disse anteriormente, estas práticas eram abominadas, assim como as odeiam várias sociedades antigas. Mesmo os índios brasileiros e algumas tribos africanas canibais têm postura distinta em relação à questão. Uma coisa é enxergar os tupinambás conhecidos por Hans Staden que devoravam a carne de seus inimigos pessoais para absorver seu poder. Outro fato bem diferente é degolar crianças inocentes para seu bel prazer, como o fez o Inca Pachacútec, soberano da dinastia que precedeu a conquista espanhola de um território dividido pela cobiça.

Salvo engano – todas estas informações históricas mudam com rapidez surpreendente – no império inca (que representou a “etapa madura” das civilizações andinas) esta prática (a dos sacrifícios humanos) foi inaugurada pelo grande guerreiro e construtor Pachucatec, em torno do século XVI de nossa Era. Segundo especialistas com Bernand:

"Pachacuti (ou Pachacútec) definiu ainda os ritos após o trespasse do inca. Os senhores, uma vez purificados da `sujeira´ da morte, deviam ser colocados em moradas reais a fim de que escolhessem entre suas mulheres aquelas que com eles iriam para o além. Estas, acompanhadas de criados, cujo número era proporcional à estirpe do defunto, eram, primeiro, mimadas e festejadas, e, depois, embriagadas: quando soçobravam na inconsciência eram enterradas vivas. Tudo indica que a partir do reinando de Pachacuti os sacrifícios humanos tomaram considerável amplitude. Relatam os cronistas que quando da morte de Huayana Capac, foram reunidas mil crianças, com idade aproximada de 5 anos, dos dois sexos e emparelhadas
`como se fossem casadas´. Cumularam-nas com presentes e honras, levaram-nas a passeio em liteiras através de todo o território e, enfim, as imolaram em cada lugar onde o inca havia se detido quando vivo. Resta saber se as vítimas aceitavam verdadeiramente com júbilo tal rito, como o afirmavam os nobres de Cuzco, interrogados pelos espanhóis. Parece, porém, que nos primeiros anos que se seguiram à conquista, algumas aproveitaram a presença de estrangeiros para fugir a semelhante destino, e que Pólo de Onegardo, o Corregedor, protegeu os desertores" (BERNAND, Carmen. História Viva - Edição Especial Temática no 10, 2006).

domingo, dezembro 04, 2005

O Verdadeiro Faraó do Êxodo

Acostumamo-nos a contemplar a figura sóbria de Ramsés II no Museu de Londres - uma das múmias mais conservadas da história, linda mesmo - e julgá-lo o Faraó sobre o qual foram lançadas as pragas de Moisés no Egito. Caso o fosse, não estaria lá, pois teria sido tragado pelo mar Vermelho durante a travessia dos hebreus, junto a todo seu exército.

Mas o verdadeiro Faraó do Êxodo foi Neferhotep I. Vejamos (1):

"Enquanto realizavam escavações nas ruínas do antigo templo de Karnak, arqueólogos franceses encontraram uma rara estátua do faraó Neferhotep I, que governou o Egito entre 1696 e 1686 A.C. A obra, que tem mais de 3.600 anos de idade e 1,8 metro de comprimento, está em ótimo estado. A estátua de Neferhotep, porém, está parcialmente bloqueada por restos de uma antiga estrutura, possivelmente um portão, o que impede, por enquanto, sua remoção do lugar onde foi encontrada. Alguns historiadores bíblicos acreditam que Neferhotep seria o governante do Egito à época do êxodos dos judeus".

Neferhotep I foi rei entre a XIII e XIV dinastias do Egito.

"Dos reis desta duas dinastias consta uma lista com trinta nomes, é tudo o que sabemos. Alguns continham o nome de Sobk e disso se pode deduzir que eram originários de Fayum, enquanto que outros levavam o prestigioso nome de Amenemhat.
O primeiro da série, Sebekhotep, que provavelmente se casou com Skemiofris, e o segundo, Skehemkare, parecem ter tido o controle do país, mas deduzimos que em breve a situação se agravou e no decurso de cinqüenta anos sucederam-se um trinta reis, corruptos, simples burgueses e, por fim, um negro, por nome de Nehesi (o que significa exatamente negro). Neferhotep I, nas inscrições, se vangloriou de suas origens humildes. O mais importante parece ter sido um dos Sebekhotep, que conseguia não só governar, mas retomar o controle de Biblos. Um outro, Sebekhotep, mandou erguer para si grandes estátuas em Tânis. De resto, foi uma era de reinados curtos (poucos anos ou poucos meses - um rei chegou a reinar por dois dias) e de reis privados de poder (ou assassinados) por outros que em breve tinham o mesmo destino. No fim, surgiram duas dinastias distintas e simultâneas, uma em Tebas e a outra em Xóis, no Delta. Os poucos documentos que nos restaram não nos permitem esclarecer este obscuro período; sem dúvida, a economia sofreu com isto e a desorganização devia ser total, tanto assim que o país não teve mais condições sequer de defender as próprias fronteiras" (2).

As implicações desta descoberta encobrem ainda mais o mito de Moisés e do Êxodo, que fica situado bem antes da ascensão de Akhenaton. Mas a minha tese principal continua válida, isto é, de que a religião hebréia é herdeira direta do monoteísmo de "Amarna" e do culto ao disco solar, Aton. Ele foi reforçado com o espírito de Akhenaton, embora provavelmente seja mais antigo, remontando a Deuses (em particular El) da Caldéia, de onde viera Abrão-Abraão anos antes, o "pai" das tribos de Israel.

O importante é reter que na dinastia anterior, do "Médio Império", foi criado o Deus Supremo Amon, o invísivel, que abria caminho certamente para a adoração de uma divindade única com o Faraó Akhenaton, séculos depois. Como diz Paul Johnson:

"O Médio Império também criou seu Deus supremo, Amon, que, originalmente, não era uma divindade tebana, mas um deus verdeiramente primevo, desse muito arcaicos. Ele parece ter se estabelecido deliberadamente como o contrapeso tebano para Ptah, de Mênfis, e Atum, de Heliópolis. O culto de Amon se tornou, entõa, a religião oficial da família régia. Mas ele ainda era mais do que isso. Seu grande mérito era a invisibilidade, fazendo com ele pudesse ter sua presença imanente declarada em todos os lugares. Multiforme e sincrético, ele era capaz de ser associado convenientemente a outros deuses importantes, como Rá. Passível de realizar viagens, ele se abria para, potencialmente, assumir a posição de um Deus imperial" (3).

Esta gloriosa dinastia foi sucededida pelas XIII e XIV, marcadas pelo reinado de Faraós como Neferhotep, ou seja:

"Essa dinastia foi substituída pela Décima Terceira, é improvável, entretanto, que os reis tardios dessa última tenha controlado a totalidade do país. Os próximos 200 anos, até a criação do Novo Império, durante a Décima Oitava Dinastia, em cerca de 1570 A.C., ficaram conhecidos como o Segundo Período Intermediário. A propaganda egípcia posterior apresentou essa Idade das Trevas como uma vergonhosa e cruel conquista estrangeira realizada pelos hekaukhasut ("príncipes dos países estrangeiros") - um termo que aparece equivocadamente em Manêton como hicsos, ou "reis pastores".

(1) Revista Galileu, no 168, Julho 2005.
(2) MELLA, Federico A. (op. citada).
(3) JOHNSON, Paul. História Ilustrada do Egito Antigo. Ediouro. São Paulo: 2002.






UMA BREVE DESCRIÇÃO DO FARA

Storia: Secondo il Canone di Torino, a Sebekhotpe III successe Neferhotep che regnò undici anni. Le testimonianze su costui, come sul suo predecessore, sono relativamente numerose. Varie iscrizioni su roccia presso la prima cateratta ricorderebbero una sua visita nella località, e una lapide in steatite trovata nello Wadi Halfa dimostra che la sua autorità si estendeva almeno fin laggiù. Anche più interessante è un bassorilievo scoperto nella lontana Biblo sulla costa siriaca, che rappresenta il principe locale nell'atto di rendergli omaggio. Un suo ritratto ci è rimasto in una bella statuetta che si trova nel museo di Bologna. Per lo studioso dei geroglifici, tuttavia, la più importante reliquia del suo regno è una grande stele scoperta da Manette ad Abido e lasciata in loco a causa delle sue condizioni precarie. Il significato generale dell'iscrizione è ancora chiaro malgrado le lacune dell'unica copia disponibile. Il faraone è presentato a consulto con i suoi cortigiani, mentre espone la sua intenzione di far modellare nella forma autentica le statue di Osiride e della sua Enneade e ordina di far si che egli abbia modo di consultare gli antichi testi dove queste cose sono registrate. I cortigiani s'inchinano in segno d'assenso con la consueta ossequiosità. Un funzionario viene mandato ad Abido a preparare il cammino. Egli dà disposizioni perché Osiride venga portato in processione sulla barca sacra; quindi arriva il re, sovrintende personalmente alla fabbricazione delle statue e prende parte alla rappresentazione mimata della sconfitta dei nemici del dio. Il resto del testo è dedicato a pie lodi della divinità e a minacce rivolte contro chi in futuro osasse sminuire il ricordo di un così grande e benefico re.