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sábado, abril 20, 2013

Oblivion - Cientologia Pura no Cinema


Oblivion - Cientologia Pura no Cinema


Creomar Baptista



Estou tão contente e empolgado com o resultado do filme Oblivion estrelado por Tom Cruise que não sei se conseguirei dormir hoje. Três atores para mim são critérios para assistir uma película: Robert de Niro, Clint Eastwood e Tom Cruise. Poderia arranjar um lugarzinho entre eles para Gérard Depardieu, Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger mas não são a mesma coisa. Não comentarei o roteiro pois qualquer um pode lê-lo na internet, mas o significado cientológico da produção. Para mim como amante e estudioso de "Scientology" (a forma correta de referir-se a esta religião-ciência), o astronauta Jack Harper (o cara da manutenção de "drones" destruidores de inimigos no planeta terra destruído) e toda a trama do filme carregam em cada uma das cenas elementos trazidos da noção de "Thetan" (o ser eterno ) introduzido a partir de estudos de Ron Hubbard, escritor de ficção científica e fundador da "Scientology". Talvez o maior poder de Cruise em Hollywood (que levantou a NBC Universal United Starts Studios) e seus cachês cada vez maiores venham facilitando seu trabalho de popularização de conceitos da cientologia. Oblivion recorda-me as primeiras obras Sci-fi de Hubbard, ainda nos cinquenta. Para começar, os termos "Tet" (a base espacial de onde são enviados os drones caçadores e replicados milhares de Jack Harpers) e Titan (o planeta a que a fantasmagórica criatura chamada Sally, a comandante de Tet promete enviar os humanos) remetem ambos ao "Thetan", o conceito supremo da ciênciologia como disse. Em meados dos anos 50 Ron Hubbard formulou a possibilidade de que "a coisa que é a pessoa, a personalidade, pode ser separada do corpo e da mente, voluntariamente, e sem causar a morte do corpo ou distúrbio mental". Um "thetan" ou espírito no sentido cientológico não é uma pessoa ou um nome individual, ele é eterno. Por isso, à medida que o filme avança torna-se possível estabelecer elos cada vez mais amplos entre seu conteúdo narrativo e elementos da cientologia. Como não pretendo ser muito extenso, o primeira deles tem a ver com o sono induzido durante 60 anos nos sobreviventes de uma nave terráquea enfrentara os invasores que destruíram a lua - modificando o clima do planeta e tornando-o inabitável. Seus tripulantes foram mantidos em estado "delta" durante um longo tempo e, apesar da terminologia - um pouco diferente da usada por Hubbard. Nem mesmo iogues ou monges de gorro vermelho do Tibete poderiam suster a atividade circulatória ao ponto de permanecerem nesta condição por tanto. Isto sugeria que não se trata do "estado delta" classico, mas a uma determinada condição em que o homem neste estágio pode controlar pessoas, coisas energias e pontos de matéria, inclusive transferindo o seu "Thetan" (que reside preferencialmente na caixa craniana) para outros corpos, como o fazem os monges de gorro vermelho do Tibete. O fato de que cópias de um sobrevivente humano como Harper sejam construídas em série na máquina espacial "Tet" representa igualmente uma possibilidade não usual mas possível no âmbito cientológico: a de que um mesmo "Thetan" anime uma conjunto de corpos, ainda que um deles apenas (o "Thetan principal" eu diria) guarde a personalidade singular de um Jack Harper (Cruise). Ron Hubbard costumava dizer que o "o thetan é imortal e não experimenta a morte, apenas a simula com o “esquecimento”. Com leves ajustes, a mesma afirmação é repetida por Cruise ao declamar um poema do romano Horacio, justamente no instante em que aciona o artefato que reduziria a pó a grande fábrica de drones e humanos que atormentava os sobreviventes de nossa raça. Se bem o anotei, "se tivermos alma [Thetan] ela é feita do amor que nos une e (...) é eterna". Anos depois da grande estação orbital Tet ter sido anquilada e ter brilhado como uma supernova na via láctea, o kamikaze Jack Harper ressurgiu das cinzas e reencontra sua esposa e filha (a esposa que junto a ele foram mantida em letargia por décadas). A platéia não compreendeu o final do filme. Eu sim.



PS: Para os que queiram se aprofundar em cientologia, recomendo alguns artigos de um escritor isento sobre o tema (o Sr. Creomar Baptista):




Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns...assisti ontem oblivion...daí fui pesquisar e achei esse seu comentário sensacional... interessante a cientologia...eu era espírita...depois me decepcionei com algumas coisas...tava meio sem "religião"...cientologia se adequa ao que eu penso e muito...vlw cara...acredito muito no espírito...as religiões em regra, mesmo a espírita teorizam demais e tava meio decepcionado...a cientologia parece ser mais prática e lógica...interessante uma coisa não sei se vc percebeu, aquela máquina simboliza muitas pessoas da nossa sociedade, secas e vazias que fazem o mal...o jack e a vica sofreram a pior das explorações...chega a chocar... Tom Cruise mostra a raiva do personagem qdo ingresa na Tet, ao dizer "somos uma dupla mais eficiente"...tanto é que as maquinas percebem que ele tá alterado...o que quero concluir é que por mais mal que a máquina fez ao Jack, a força da alma superou esse mal no fim...assim como no filme A viagem com Tom Hanks dos irmãos wachowsky, lá tb a alma supera o mal...isso me dá esperança sabe...acho que a humanidade tem pessoas que lutam na vida real...pessoas que irão superar o mal hj presente na nossa humanidade!!!