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domingo, janeiro 08, 2012

O Big Brother Brasil - Satanismo para as Massas



" O BBB é satanismo em baixa escala, satanismo modulado para contaminar a esfera psíquica não do cerebral pernóstico mas do elemento que come um churrasco na laje e toma sua cervejinha gelada. È Belzebu (não o Belzebu magnífico de Gurdjieff mas o pobre diabo comedor de moscas), não uma manifestação do princípio superior do Mal, Lúcifer. Mas este Belzebu é um servo submisso de Lúcifer, que dissemina fragmentos da sua sábia cupidez ás massas. È Caronte, o barqueiro de Plutão. "


Está para ser lançada a nova edição do Big Brother Brasil. A euforia em torno dos seus participantes, a bisbilhoteira incursão em suas “vidas” (se é que se pode chamar de "vida" tais percursos erráticos e nulos) é o ponto central da tagaralice cotidiana insuflada pela imprensa. Mas o que é o Big Brother? Apenas um inocente “jogo” televisivo para entreter donas de casa e moças desocupadas? Uma sofisticada armação das elites para aumentar a grau de “alienação das massas” e perpetuar sua opressão sobre elas? Ou será que o Big Brother – não só em seu formato brasileiro – representa um componente decisivo na estratégia de longo prazo conduzida por alguns grupos de pressão na sociedade brasileira e que obedece a propósitos malévolos (para não dizer, satânicos).

Tendo a concordar com a última asserção. Por suas características o Big Brother é lixo midiático deletério. Se afasta da arte ao promover o baixo e o rasteiro. Deseduca ao subverter valores e costumes aceitos. Promove o banditismo e amoralismo ao convidar meliantes manifestos, marginais declarados e a escória da sociedade – se é que ainda possamos partir de critérios mínimos de discriminação do que é “socialmente bom” ou “ético”. Neste sentido, os detratores do programa e aqueles que o condenam como instrumento “alienante” estariam cobertos de razão, a princípio. Mas a análise da mensagem que traz o BBB prova antes que seu núcleo é precisamente a plataforma anti-axiológica e satânica que vem sendo implementada há alguns séculos – com maior velocidade nas últimas décadas, diga-se de passagem – por uma pequena fração da sociedade que atua como braço político e propangadista de fraternidade negra (para usar termo que agrida menos a sensibilidade do leitor).

O BBB é satanismo em baixa escala, satanismo modulado para contaminar a esfera psíquica não do cerebral pernóstico mas do elemento que come um churrasco na laje e toma sua cervejinha gelada. È Belzebu (não o Belzebu magnífico de Gurdjieff mas o pobre diabo comedor de moscas), não uma manifestação do princípio superior do Mal, Lúcifer. Mas este Belzebu é um servo submisso de Lúcifer, que dissemina fragmentos da sua sábia cupidez ás massas. È Caronte, o barqueiro de Plutão.

O “programa de ação afirmativa” que o BBB simboliza impregna há muito tempo os estratos mais elevados da classe média alta nas grandes cidades. Para o homem comum, mais religioso e simples, sua mensagem não deve chegar por meio da literatura e do intelecto, mas ser incutida sub-repticiamente com o concurso de técnicas que os meios de comunicação vêm desenvolvendo há décadas. Estes meios de comunicação são controlados fundamentalmente pelos mesmíssimos indivíduos, hoje à frente dos principais “organismos da sociedade civil” e sua contraparte institucional, os partidos políticos (pois no Brasil não há distinção entre eles). Por algum motivo que escapa à nossa compreensão, esta gente possui propósitos de natureza dupla, visível e invisível. Mais diretamente e óbvia é a tentativa de solapar toda a herança espiritual da sociedade, contrariando sistematicamente todo o divino e lançando a natureza humana em um abismo sem fundo. “Daimon est Deus Inversus”, diziam alguns cabalistas. Sobre seu lado oculto, pouco se poderia afirmar com certeza, a não ser que se entrelaçam a intricados planos de um Ser muito velho e seus aliados.

O individualismo extremado, o egoísmo, a exacerbação das paixões animais, a incontinência sexual (e o abuso antinatural da função sexual através da confusão dos centros, o que gera faunos monstruosos) a descrença no homem, a impiedade e a ausência crassa de quaiquer laivos de compaixão e a instabilidade mental. Se seus produtores mesclam aos elementos distintivos das novas “tribos urbanas” (tropas de elite de cada um dos vícios que enumeramos), eles o fazem por esperteza. No programa aqueles que deixam pegadas mais fortes nas mentes dos telespectadores são justamente o “professor gente boa e inteligente” que quer subverter princípios milenares à guisa de um opaco libertarismo, a “transexual” transfigurada ao se reencontrar seu verdadeiro “Eu”, o lutador estúpido e “autêntico” (hoje em dia o status de estúpido equivale a autenticidade) capaz de destruir todo aquele que lhe seja um obstáculo. O modus operandi dos personagens – implícito nas regras do jogo – é a calúnia, a intriga, a difamação, o emprego desmedido da mentira. A traição e a falsidade dão o mote principal ao enredo que é sempre o mesmo. O mais “esperto” e mentiroso vence, desde que seja dissimulado o suficiente para que o público assim não o enxergue ou, ao menos, não em patamar tão elevado.

Tudo o que o que o BBB preconiza é condenável por todas as tradições espirituais do mundo. A astúcia diabólica de quem o financia, o sadismo metódico daqueles que o dirigem,  a cretinice vulgar dos seus participantes (pobres diabretes lúbricos) só não salta aos olhos de quem não quer ver. E certamente agrada muitos de seus pseudo-críticos, que apenas desejam se manter no seu pedastal de “esquerda culta”, afastando-se daquele que tem sido seu maior e mais eficaz aliado na implementação da “revolução moral” que mina a sociedade brasileira e mundial.

2 comentários:

Anônimo disse...

Não tenho outra coisa a dizer senão parabéns pela publicação!!ótima..

Carpa que rema contra disse...

Prezado C. Baptista,

Seus textos são ótimos, e as abordagens melhores ainda.

Também sou um discípulo, por assim dizer, do mestre Gurdjieff, ainda que em um grau bastante inferior comparativamente ao seu. "Caí" neste blogue por acaso e pretendo dissecá-lo com o tempo.

Me alenta saber que essa cretinagem institucionalizada e essa amoralidade vil, apresentadas sob a veste da "modernidade" e do "avanço", são identificadas e combatidas por pessoas como você.

De outra parte, me entristece ver que "não estou louco", e isso realmente está acontecendo. Não é mera "chatice" minha, ou sua.

Talvez tenhamos nascido na época errada.

Enfim, parabéns. Gostei muito!

Com sua licença, vou inserir seu blogue na lista de recomendações do meu próprio ("Pílulas de Amargura").

abraço