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sexta-feira, dezembro 18, 2009

O Bebê e as Agulhas - Um caso de Magia Negra em Ibotirama na Bahia, Brasil



Há cerca de 10 anos estive a trabalho na cidade de Ibotirama, Bahia, às margens do Rio São Francisco. Na época prestava consultorias em sistemas de água e esgotamento sanitário e os dados demonstravam que toda a cidade e seu entorno eram muito pobres e carentes de qualquer infra-estrutura. O calor em certas épocas do ano é insuportável e naquela ocasião não eram pescados surubins no Rio São Francisco, era tempo de reprodução.
Em dezembro de 2009, às vésperas do Natal, Ibotirama volta a ocupar minha mente. Desta vez envolvida nos laços de um macabro ritual de magia negra envolvendo um pobre menino com pouco mais de dois anos, seu padrasto - que aparece como o principal culpado -; a amante horrenda pela qual se perdera e uma "mãe-de-santa" ou, mais apropriadamente falando, uma feiticeira má que vulgar e erroneamente confundem com a verdadeira sacerdotista do candomblé.

O pequeno chorava insistentemente o que fez com que a mãe procurasse os médidos da localidade que, sem contar com os meios necessários para avaliar o caso clínico, dirigiram-se à capital regional Barreiras de onde o menor e a progenitora foram encaminhados em uma avião para Salvador, capital da Bahia.
Neste meio tempo o fato estarrecedor veio à tona: o menino possuía instaladas em seu corpo 50 agulhas médicas, algumas delas em partes vitais como o coração, os pulmões e a coluna. Não havia sinais externos visíveis porém o corpo encontrava-se enredado pelos diminutos filetes de metal.
Nunca antes se vira nada igual e mesmo para os padrões de uma sociedade violenta e selvagem como a brasileira o episódia causava vergonha, estupor e indignação. Sintomaticamente eram 50 agulhas que por gematria correspondem a cinco, os cinco elementos ou as cinco pontas do pentragrama, o símbolo mágico por excelência.
Mas o que produzira tal infâmia? Como explicá-la? As investigações promovidas pela Polícia Civil desvelaram os primeiros meandros de uma trama que se julgava admissível no roteiro de um filme de terror. O pai, apaixonado e hipnotizada pela amante, uma suposta médium, entregava o enteado em suas mãos para que fossem introduzidas gradualmente - cerca de 3 ou 4 por dia - pequenas agulhas em seu corpo de acordo com um traçado previamente ditado pelo "espírito" que falava através das cordas vocais da médium. O terceiro elemento, a feiticeira, preparava uma poção que aliviava a dor do sofrido bebê.
Era um ritual de magia negra como o padrasto confessou na delegacia. Não estão claros quais foram os objetivos que procurava alcançar mas, claramente se configurava enquanto um ritual de magia negra em uma de suas modalidades mais tenebrosas e horríveis: o emprego de um vudu vivo..
Como então explicar que pessoas ignorantes, com pouquíssimo estudo e morando em uma cidade miserável praticassem tais rituais e com quais objetivos? A resposta é clara: elas foram usadas por um mago negro superior, uma inteligência maior e sumamente maléfica que identificou no plano astral quais seriam os agentes ideais para a consecução de seus planos.
Os reais beneficiários do crime hediondo podem ser: a) o próprio mago negro que manipulou três pérfidos indivíduos para a execução de seus planos de poder: b) algum potentado que pagara ao mago negro o altíssimo preço de um ritual eivado de atributos com tamanha indignidade e repulsa aos mais elementates valores humanos.
Sob qualquer uma dessas hipóteses, acontecimentos desse jaez fazem recordar ao ser humano que o mal possui uma existência objetiva, ele está a espreita. Porém pode ser descoberto, derrotado e punido. Certamente a conjunção das vibrações emitidas por homens e mulheres de bem no Brasil e no mundo não só farão com que a criança se recupere e sorria de novo mas também que se liberte do círculo vicioso do mal no futuro. Juntemo-nos nesse círculo de oração em prol não só deste menino mas também das incontáveis vítimas do mal absoluto inerente à existência corpórea material.

Um comentário:

Norma Villares disse...

Leo,
Este caso é terrível, eu também conheço Obotirama. Até que ponto, estes seres que se dizem humanos, descontam seu ódio numa criança.

E o pior apareceu outro caso, foi noticiado ontem.

Bem, que você podia escrever sobre isto, você entendem tanto.
Apareça na sala da Fraternidade. Estamos fazendo REIKI nas sextas feiras, depois do horário da sala da Fraternidade.

Dói profundo na alma.
Até que enfim, voltou.
Melhores abraços